Últimas Notícias:


Inveja pela venda de Vinícius Júnior faz torcedores brasileiros demonstrarem preocupação com as finanças do Real Madrid.

Atualmente Éverton Ribeiro defende o Al-Ahli - Foto: Divulgação
GLOBO ESPORTE: O diretor de futebol Rodrigo Caetano embarca nesta noite para Dubai, nos Emirados Árabes. A missão: acertar a contratação de Éverton Ribeiro. O jogador do Al Ahli negocia com o Flamengo e a transação está próxima de ser finalizada. A expectativa na Gávea é grande por um desfecho positivo.

O time de Éverton está nas oitavas de final da Liga dos Campeões da Ásia. Nessa segunda-feira, o seu Al Ahli Duba empatou com o Al Ahli da Arábia Saudita. O jogo da volta, em Dubai, será na semana que vem. O time de Éverton terminou na terceira colocação no campeonato nacional. Se for eliminado na Liga dos Campeões, a única competição que não venceu no Mundo Árabe, o jogador já sai de férias. Se chegar nas finais, a competição avança pelo segundo semestre. A janela para inscrições de jogadores contratados no futebol brasileiro reabre dia 20 de junho.

Apesar do otimismo na Gávea - apesar da concorrência do São Paulo, por exemplo -, os dirigentes aguardam a continuação das negociações. O efeito da venda de Vinicius Júnior, em transação milionária (R$ 164 milhões), não deve influir nas tratativas, acreditam os rubro-negros, pois as negociações já estavam em curso. 

"Não vamos fazer nada diferente do que já estava planejado", afirmam os dirigentes do Flamengo. 

Mas a pedida do Al Ahli é alta. O clube quer cerca de 5 milhões de euros (quase R$ 20 milhões) por 50% dos direitos econômicos do jogador.

Aos 28 anos, Éverton Ribeiro é o principal jogador do Al Ahli desde 2015, quando foi contratado. O armador já conquistou cinco títulos, fez 26 gols, deu 25 assistências e disputou 102 partidas - participou de 51 gols em dois anos.

Rhodolfo também nos planos

Outro alvo pontual do Flamengo é para a zaga. O zagueiro Rhodolfo também está em reta final de temporada na Turquia. O defensor está recuperado de ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho direito, sofrida em fevereiro de 2016, mas não tem sido titular no Campeonato Turco e só disputou cinco partidas na atual edição da competição: todas no ano passado.

Rhodolfo tem 10 jogos na temporada 2016/2017. Além dos cinco pelo Campeonato Turco, entrou em campo outras quatro vezes por uma copa nacional e uma pela Liga dos Campeões. As competições na Turquia acabam no início de junho, mas a expectativa é de que o Flamengo, caso a negociação se concretize, tenha o jogador apenas no início de julho.

Foto: Divulgação
FALANDO DE FLAMENGO: Por Cadu Silva

A palavra é hegemonia. Não adianta disfarçar, aliás, nós nunca disfarçamos, o que o legítimo rubro-negro quer é ganhar tudo, sempre! Tem genérico que quer ganhar título por fax 30 anos depois, nós não; queremos volta olímpica, faixa, estádio lotado, adversário de série A na final, pôster no jornal e ouvir o “boa noite” do Bonner com a imagem congelada do nosso capitão erguendo a taça!

Há pouco tempo, nosso vice, não o Vasco, o Mauricio Gomes de Mattos, declarou que em pouco tempo, o Flamengo será comparável ao Real Madrid, ao Bayern, por exemplo. Por que esses clubes foram citados? Porque são hegemônicos. Disputam como favoritos todos os torneios, estão sempre montando elencos estelares e possuem planejamento de longo prazo.

Você acha mesmo que os merengues estão loucos em pagar uma pequena fortuna pelo Vinicius Junior? Eles estão garimpando pelo mundo as estrelas que manterão o legado hegemônico pelos próximos 20 anos. É planejamento estratégico. Perder Neymar para o Barcelona causou traumas, e posso dizer com certeza que a negociação fracassada pelo craque santista ajudou a valorizar o preço do Vinicius.

Mas, e o Flamengo? Como fazer para alcançar a hegemonia? Primeiro temos que reconhecer nossos limites. Afiliados à FFERJ, CBF e Conmebol, não dá para levar a sério a ideia de competir com os gigantes europeus. A incompetência dos parceiros limita. Mas dá para levar adiante o projeto local. Sejamos hegemônicos no nosso terreiro.

Começamos bem, tendo a maior torcida do mundo. Até mesmo os mais críticos do futebol-contabilidade sabem que o jogo de hoje está regido pelas regras do capitalismo selvagem. É preciso dinheiro para montar grandes elencos. E, com uma torcida desse tamanho, fica muito mais fácil multiplicar receitas.

Mas não basta dinheiro, é preciso poder de sedução! Não a toa, todo craque brasileiro que desponta sonha em jogar no Real Madrid ou no Barcelona. Eles venderam bem a ideia de que são os maiores. Não raros são os casos de contratações de jogadores por valres inferiores aos oferecidos por clubes de milionários da Inglaterra ou mesmo da China. É preciso encantar, e novamente, ser o clube de maior torcida ajuda o Flamengo na tarefa. Quem nunca? Neymar, Pelé, Romário…todos eles já se derreteram pela Magnética. É, definitivamente, o ápice da carreira para um jogador no futebol brasileiro.

Tendo dinheiro e poder de atração, falta usar isso para montar elencos campeões. O próprio Real já deu com burros n’agua com muitos galáticos (alguns brasileiros sem compromisso). Contratar sem critério pode comprometer o planejamento (não sei porque, mas estou lembrando de uns gringos caríssimos que estão no Ninho do Urubu agora). Não pode sair por aí fazendo papel de bobo no mercado.

No final, tem que conquistar! Time hegemônico é o que conquista títulos. Ponto! Todo o resto é apenas o caminho para as conquistas. A parte matemática está feita, precisamos agora do gênio criativo que irá transformar isso tudo em títulos e glórias. Isso é o que vira história!

Muitos tinham as peças, somente Steve Jobs fez a Apple. Quem será o Jobs da Gávea?

Patrocínio da Caixa na camisa do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
JORGE NICOLA: O Palmeiras nadou de braçada em relação à concorrência quando o assunto foi patrocínio e publicidade na temporada de 2016. Campeão de arrecadação no Brasil graças aos acordos com a Crefisa e a FAM (Faculdade das Américas), o Verdão embolsou, por exemplo, muito mais do que São Paulo e Santos juntos.

Vamos aos números: o Palmeiras faturou R$ 90,6 milhões nos 12 meses do ano passado com patrocínios. São R$ 33,1 milhões a mais do que os rivais paulistas, que colocaram nos cofres R$ 57,5 milhões – o Tricolor ficou com R$ 35,2 milhões, contra R$ 22,3 milhões do Peixe. Ou seja, os contratos de patrocínio do Verdão renderam quase três vezes mais do que os são-paulinos e mais de quatro vezes na comparação com os santistas.

Donos das maiores torcidas do país, Corinthians e Flamengo também não foram páreo para o Verdão, apesar dos contratos com a Caixa Econômica. O Timão garantiu R$ 71,5 milhões, enquanto o Rubro-Negro assegurou R$ 66,3 milhões. Todos os valores estão nos balanços oficiais de seus clubes.

“O acordo que o Palmeiras tem não existe. É algo completamente impraticável, fora de qualquer padrão do mercado”, reclama um membro do departamento de marketing do Corinthians. “A Crefisa e a FAM investem um valor muito superior a aquele que os patrocínios valem realmente”, acrescenta.

Palmeirense fanático, José Roberto Lamacchia, que é dono das duas empresas parceiras do Verdão, nunca escondeu que o investimento tem a ver com sua vontade em ajudar o clube. Tanto que a Crefisa está bancando desde 2015 uma série de contratações com dinheiro próprio, como Lucas Barrios, Vitor Hugo, Dudu, Thiago Santos…

Na luta pelo título do Brasileirão até as rodadas finais, o Atlético-MG teve o quinto maior faturamento, seguido pelo rebaixado Internacional. Grêmio, Cruzeiro, Santos e Fluminense completam o top 10. Abaixo, você confere os 20 clubes com melhor resultado.

LUCRO DOS CLUBES BRASILEIROS COM PATROCÍNIO EM 2016*:

1º Palmeiras: R$ 90,6 milhões
2º Corinthians: R$ 71,5 milhões
3º Flamengo: R$ 66,3 milhões
4º São Paulo: R$ 35,2 milhões
5º Atlético-MG: R$ 31,6 milhões
6º Internacional: R$ 28,8 milhões
7º Grêmio: R$ 28,4 milhões
8º Cruzeiro: R$ 26,7 milhões
9º Santos: R$ 22,3 milhões
10º Fluminense: R$ 15,6 milhões
11º Vasco: R$ 13,6 milhões
12º Botafogo: R$ 9,4 milhões
13º Sport: R$ 9,3 milhões
14º Coritiba: R$ 9,3 milhões
15º Bahia: R$ 8,9 milhões
16º Vitória: R$ 8,8 milhões
17º Chapecoense: R$ 7,0 milhões
18º Atlético-PR: R$ 6,8 milhões
19º Ceará: R$ 2,4 milhões
20º Avaí: R$ 2,2 milhões

* valores retirados dos balanços financeiros dos clubes


Vinicius Júnior caindo na gargalhada com Rodinei e Rafael Vaz em treino do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
MEU TIMÃO: É possível que um atleta de apenas 16 anos, que atuou somente 17 minutos na equipe profissional, renda mais dinheiro do que 12 jogadores experientes, renomados, vitoriosos e campeões brasileiros? Parece impossível, mas não é. E, para a lamentação do torcedor do Corinthians, foi exatamente isso que aconteceu com seu clube em relação à última transferência do Flamengo, confirmada nesta terça-feira.

O Real Madrid anunciou a aquisição dos direitos econômicos de Vinícius Júnior., de apenas 16 anos. Para contratar a jovem promessa do clube carioca, os espanhóis pagarão 45 milhões de euros (cerca de R$ 164 milhões). Descontados impostos e comissões, o Flamengo ficará com aproximadamente R$ 100 milhões - clube rubro-negro receberá agora 2/3 (cerca de R$ 66 milhões) e o restante será parcelado até o atacante se apresentar na Espanha em julho de 2019.

Essas cifras de Vinícius Júnior são superiores aos números do último balanço do Corinthians, que apontou R$ 144 milhões com as vendas de todos os jogadores na última temporada - faltam entrar ainda R$ 30 milhões. Desse montante, o desmanche da equipe hexacampeã brasileira rendeu aos cofres do clube efetivamente cerca de 50% do valor, no caso, R$ 74,5 milhões - isso se deve ao fato de os direitos econômicos dos jogadores estarem fatiados, além do pagamento de comissões a agentes e dos impostos do governo pelas transferências internacionais.

Os jogadores vendidos pelo Timão no ano passado, na ordem de valores, foram os seguintes: Gil (Shandong Luneng-CHN), Renato Augusto (Beijing Guoan-CHN), Felipe (Porto-POR), Jadson (Tianjin Quanjian-CHN), Malcom (Bordeaux-FRA), Bruno Henrique (Palermo-ITA), Alexandre Pato (Villarreal-ESP), Elias (Sporting-POR), André (Sporting-POR), Vagner Love (Monaco-FRA) e Ralf (Beijing Guoan-CHN), além do empréstimo de Luciano (Leganês-ESP).

Confira as transferências do Corinthians em 2016

- Gil (Shandong Luneng-CHN, R$ 38 milhões**) - € 9 mi
- Renato Augusto (Beijing Guoan-CHN, R$ 35 milhões**) - € 8 mi
- Felipe (Porto-POR, R$ 24 milhões**) - € 6 mi
- Jadson (Tianjin Quanjian-CHN, R$ 22 milhões**) - € 4,5 mi
- Malcom (Bordeaux-FRA, R$ 21 milhões**) _ US$ 5 mi
- Bruno Henrique (Palermo-ITA, R$ 12 milhões**) - € 4 mi
- Alexandre Pato (Villarreal-ESP, R$ 11 milhões) - € 3,5 mi
- Elias (Sporting-POR, R$ 10,5 milhões**) - € 3 mi
- André (Sporting-POR, R$ 7,2 milhões**) - € 2 mi
- Vágner Love (Monaco-FRA, R$ 5 milhões**) - US$ 1,5 mi
- Ralf (Beijing Guoan-CHN, R$ 4,5 milhões**) - € 1 mi
- Luciano (Leganês-ESP, R$ 400 mil**) - € 150 mil
**Valores integrais, que não entraram na totalidade na conta do Corinthians

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget