Flamengo Resenha



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KLEBER LEITE: Deu agora no Globo.com – e com destaque – que, “SEM CONVICÇÃO E OPÇÕES, FLAMENGO AVALIA COORDENADOR POR SUPORTE A BARBIERI”.

Isto é tão absurdo que me recuso a acreditar. Coordenador, um time de futebol pode ter ou, não. Treinador, ao contrário, é obrigatório. Não seria mais simples contratar um treinador, do que procurar alguém para dar suporte a um estagiário?

A matéria dá conta de que o nome dos sonhos era Renato Gaúcho que, como todos sabem e, como todos poderiam imaginar, pleiteando uma estátua ao clube gaúcho – e em meio a uma disputa de Copa Libertadores – não viria de jeito nenhum. Quem acreditou, não é do ramo e, é completamente inocente.

Maurício Barbieri no Flamengo - Foto: Gabriel Aponte/Getty Images
O pior na matéria vem depois, dando conta de que os nomes disponíveis não são do agrado da diretoria. Ora bolas, eu não gosto de queijo de cabra, mas se este for o único alimento para que não morra de fome, vou comer. O que o presidente não entendeu é que nunca foi tão fácil contratar um treinador, pois ante as circunstâncias, o nome passa a ser relativo. Basta ser um TREINADOR. Vanderlei e Felipão não seriam minhas metas prioritárias, mas se qualquer um dos dois for contratado, vou soltar foguetes!!!

Há ainda uma agravante nisto tudo. O tempo está jogando a favor, isto é, o período de paralisação para a Copa do Mundo caiu do céu para que um TREINADOR dê formato ao time, pois haverá tempo para que possa trabalhar. Esperar o encerramento da Copa do Mundo para contratar alguém, convenhamos tratar-se de um absurdo Maracaneano, ou seja, do tamanho do Maracanã.

Claro que cada um de nós tem o seu treinador predileto para o momento. O meu, é Cuca. Nos meus sonhos em vermelho e preto, vejo o presidente Eduardo indo à Rede Globo e fazendo o pessoal de lá, que sempre foi parceiro do Flamengo, entender que é muito mais fácil para eles contratar um comentarista para a Copa, do que, neste momento, o Flamengo encontrar o seu treinador ideal. Duvido, repito, DUVIDO, que esta investida não desse certo.

Isto é uma coisa. Isto é o que eu faria. A outra coisa, se esta opção não for do agrado de quem dirige o clube, é contratar um outro TREINADOR, imediatamente! Que seja Vanderlei. Que seja Felipão. O importante, o fundamental, é contratar, já, um TREINADOR. Seja quem for, neste nível aqui citado, claro, será recebido com alegria e carinho.

CADÊ O NOSSO TREINADOR?

LANCE: Camisa 10 do Flamengo, Diego reconheceu que a apresentação do time diante do Santa Fe, no empate em 0 a 0 na quarta-feira, não foi das melhores. Apesar disso, o meia valorizou o ponto conquistado como visitante na Libertadores.

Na visão do experiente jogador, que foi substituído aos 44 minutos do etapa final, o time do Fla superou as dificuldades na Colômbia e, com superação, voltou ao Rio de Janeiro com um resultado que não pode ser desprezado.

- Poderíamos ter criado mais chances. Não fizemos um bom jogo tecnicamente, mas não lamento esse ponto fora. Sabemos a dificuldade de jogar fora de casa na Libertadores. Foi um jogo muito duro e a equipe superou a dificuldade com disposição - afirmou o meia, que completou lamentando os empates no Rio:

- Lamentei muito mais os pontos que deixamos de somar no Rio contra eles.

Diego durante Santa Fe x Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores, o Flamengo volta a campo no dia 16 de maio, contra o Emelec, no Maracanã, em duelo decisivo.

Será o reencontro da torcida com o time na Copa após dois jogos com portões fechados - empates com River Plate, no Nilton Santos, e Santa Fe, no Maracanã.

O camisa 10 destacou a importância do apoio do torcedor na próxima partida e lembrou que a classificação para as oitavas ainda está nas mãos do Flamengo.

- Temos um jogo em casa contra o Emelec e a classificação está em nossas mãos. Poderemos contar com a nossa torcida pela primeira vez nessa fase de grupos, então vamos com tudo para conseguir a vitória - finalizou.

Antes da próxima partida pela Libertadores, o Flamengo entra em campo pelo Brasileirão e Copa do Brasil. No domingo, visita o Ceará às 16h, no Castelão.

Na próxima quarta-feira, dia 2 de maio, estreia diante da Ponte Preta, em Campinas, nas oitavas de final do torneio mata-mata. A volta será no dia 9.

SPORTV: Maurício Barbieri ainda não convenceu a torcida do Flamengo de que deve ser efetivado no comando do clube. O desempenho ruim do time rubro-negro tem gerado reclamações da torcida e não é de hoje.

No "Redação SporTV" desta quinta-feira, os comentaristas do canal levantaram a ideia de que a crítica que o interino do Fla recebe hoje são as mesmas direcionadas ao time dirigido por Paulo César Carpegiani, Reinaldo Rueda e Zé Ricardo. Este último, inclusive, foi defendido por Carlos Cereto, que disse que o momento da demissão do atual treinador do Vasco foi precipitada porque hoje o Rubro-Negro poderia colher os frutos da permanência.

Carlos Cereto, do SporTV - Foto: Reprodução
- No momento que houve a demissão do Zé Ricardo foi num momento muito ruim. Mas talvez fosse o caso de não ter demitido. Porque ali era um trabalho que hoje poderia render frutos.

O comentarista Diogo Olivier fez coro à opinião de Cereto. Para ele, a troca de treinadores costuma ser desnecessária e normalmente serve para atrasar o planejamento de um time. Segundo Olivier, a regularidade em um clube no futebol brasileiro é muito complicado, dado o nivelamento das equipes no país.

- É praticamente impossível, ainda mais no Campeonato Brasileiro, ter uma sequência de muitas partidas jogando bem para caramba. Vai ter um momento em que o time vai jogar mal mesmo. Vai parecer que está dando tudo errado, que o time empacou, enfim. Se a troca de técnico for a primeira opção em um cenário desses, fica mais difícil. Não estou dizendo que não precisa trocar de treinador. Às vezes precisa mesmo. O Flamengo troca de técnico demais. Quando tem um cenário muito ruim troca de treinador e começa tudo de novo e isso atrasa.

GLOBO ESPORTE: Novamente, xingamentos. Outra vez, ofensas. Foi nesse clima que o Flamengo desembarcou no aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro após o empate por 0 a 0 na última quarta-feira em Bogotá, na Colômbia.

Um pequeno grupo xingou e ofendeu Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo. Com segurança reforçada, o presidente se encaminhou para a saída do aeroporto.

- Vai embora, sai do Flamengo. Quero título - gritou um torcedor. Outro o cobrou por "usar o Flamengo para entrar na política".

Foto: Amanda Kestelman
A saída dos jogadores e da comissão técnica foi rápida, mas também debaixo de ofensas e cobranças, como ao jovem treinador Mauricio Barbieri. Outros aguardaram a saída do ônibus para aumentarem o tom e os gestos, inclusive com tapas e socos na lataria do ônibus, que foi logo protegida por seguranças.

- Joel Santana do c.... - esbravejou um deles, pedindo equipe mais ofensiva ao treinador Barbieri.

Com o resultado dessa quarta, o time rubro-negro segue na liderança do grupo 4 da Libertadores, com seis pontos.

ESPORTE INTERATIVO: O Flamengo aposta em bons resultados do River Plate-ARG para não passar por outra fase de grupos da Copa Libertadores com emoções fortes. Depois de dois tropeços em casa, o Rubro-Negro tem a obrigação de vencer o Emelec-EQU, no dia 16, e torce para que os argentinos sejam bem sucedidos nas duas próximas rodadas para chegar tranquilo ao último jogo do Grupo 4.

A conta é a seguinte: se o River somar quatro pontos contra Emelec, em casa, e Santa Fe-COL, na Colômbia, garante-se junto do Rubro-Negro nas oitavas de final antes da última rodada. Isso, claro, com o time da Gávea levando os três pontos no Maracanã, no dia 16. Este cenário deixaria ambos com nove pontos, enquanto colombianos e equatorianos teriam quatro e um, respectivamente.

Jonas em Santa Fe x Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
"Temos que pensar no Emelec. Fazer conta nesse momento nãos nos favorece. Vamos contar com a nossa torcida, que fez muito falta nos outros jogos. Que os outros resultados sejam o que tenham que ser", disse o técnico interino Mauricio Barbieri, após o 0 a 0 contra o Santa Fe.

Outro cenário que garantiria a sobrevivência do time de Barbieri seria a vitória do Emelec nesta quinta-feira (26), no Monumental de Nuñez, contra o River. O tropeço do gigante argentino em casa faria os Millonarios chegarem à quinta rodada para um jogo de vida ou morte contra o Santa Fe, deixando o clube brasileiro ao menos cinco pontos acima. A última rodada, para a equipe carioca, serviria para tentar confirmar a liderança.

Não dependendo de outros resultados, o Flamengo só garante vaga nas oitavas de final da Libertadores somando pontos nas duas últimas rodadas. Isso para não repetir as cinco eliminações na fase de grupos em 13 participações no torneio. Nas últimas três edições que disputou, 2012, 2014 e 2017, o destino foi a queda precoce.




ESPORTE INTERATIVO: O atacante Henrique Dourado vai para os últimos sete dias sem o principal concorrente no Flamengo: Paolo Guerrero. Com o peruano, por enquanto, liberado pela Fifa no próximo dia 3, o Ceifador tem as últimas chances para garantir o posto de referência no ataque, mas não conseguiu aproveitar todas as oportunidades que teve com o técnico interino Mauricio Barbieri.

Se a discussão forem os números, eles estão a favor de Dourado. Neste ano, o camisa 19 tem 14 jogos, sete gols e uma assistência no Flamengo. Em média, o jogador marca uma vez a cada dois jogos, o que praticamente mantém o aproveitamento de 2017 no rival Fluminense, que foi de 0,53 tento por partida. Guerrero, também na última temporada, anotou 20 em 44 aparições.

Henrique Dourado em Santa Fe x Flamengo - Foto: Gabriel Aponte/Getty Images
Se gol não é problema, a performance deixou a desejar em algumas oportunidades, principalmente com Barbieri. Em quatro jogos com o interino, Dourado foi sacado da partida em três. A única mudança que não foi por opção técnica foi contra o Vitória, na estreia do Campeonato Brasileiro, quando Everton Ribeiro foi expulso aos nove minutos de jogo. Na última quarta-feira (25), contra o Santa Fe, por exemplo, o atleta deu lugar a Geuvânio depois de não conseguir nenhum chute sequer.

Guerrero vai à Suíça pela absolvição

Flagrado no antidoping devido ao um metabólito da folha de coca, a benzoilecgonina, Guerrero voltará a Zurique na próxima segunda-feira (30), três dias antes da audiência marcada no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). A defesa do peruano espera conseguir a inocência no caso para garantir um histórico limpo para o atacante.

Apesar de ser improvável, há chance de a pena de seis meses imposta a Guerrero ser aumentada. A Agência Mundial Antidoping entrou com recurso pedindo até dois anos de suspensão pelo teste positivo de 2017. Mesmo que a decisão final não seja favorável, Guerrero já estará liberado para voltar a campo pelo Flamengo. O possível novo gancho só valerá a partir da resposta oficial do tribunal.

ESPN FC: Por João Luis Jr.

Uma verdade que vale repetir sobre o Flamengo atual é que poucos times nos ensinaram tanto sobre redução de expectativas quanto esse. Se terminamos 2016 esperando que o Flamengo do ano seguinte “ganhasse tudo”, já no segundo semestre as nossas expectativas giravam mais em torno de “tomara que ganhe alguma coisa, qualquer coisa”. E ainda que achássemos que no começo de 2018 as ambições já estavam bem moderadas, mais ou menos na região de “ganhar seria legal, mas se eu não passar muita raiva eu estou satisfeito”, o Flamengo x Santa Fe dessa quarta-feira conseguiu jogar ainda mais pra baixo os anseios do torcedor rubro-negro, já que mais uma vez nos vimos torcendo não pro Flamengo ser campeão, não pro Flamengo golear, não pro Flamengo dar um show de bola, mas apenas pro Flamengo manifestar qualquer intenção de praticar esse esporte chamado futebol.

Jogadores do Flamengo deixando o gramado - Foto: Gabriel Aponte/Getty Images
Porque o que se viu durante os 90 minutos da partida na Colômbia foi talvez a equipe mais acomodada, desanimada e sem qualquer ambição além de ver o tempo passar de toda a história do Flamengo. Uma defesa confusa, um meio campo absolutamente omisso e um ataque que parecia ter entrado em campo obrigado pela mãe, marcaram essa que foi uma das atuações mais decepcionantes de uma temporada já desanimadora, pelo simples fato de que mais uma vez o Flamengo não mostrou a menor vontade de vencer.

Claro, existem as limitações técnicas óbvias do Flamengo. Mais uma vez atuamos sem laterais profissionais, mais uma vez Diego, apesar de combativo e disposto, parecia ter sido picado por uma enceradeira radioativa e mais uma vez entramos em campo com William Arão, o único homem que consegue estar 24 horas por dia no mesmo estado de consciência que você fica quando tira aquele cochilo no meio da tarde de sábado e acorda sem saber onde está, que horas são e achando que está atrasado pra uma aula de álgebra da oitava série.

Mas ainda assim nada justifica que, diante de 6 pontos disputados contra o Santa Fe, uma equipe que está longe de ser das melhores do continente e cujos jogadores demonstraram dentro de campo enorme incapacidade para realizar atividades simples como dominar uma bola, dar um passe de lado, cortar um cruzamento, o Flamengo tenha conseguido obter apenas 2 pontos, ainda mais com as duas partidas acontecendo da maneira que aconteceram.

Se dentro do Maracanã mais uma vez cedemos o empate e não mostramos capacidade de reação, na Colômbia o Flamengo atuou como se não tivesse nem mesmo a intenção de vencer, chegando ao extremo de fazer cera desde o começo da partida e atuar não como se estivesse em um grupo complicado e precisando obter pontos diante de um adversário fraco, mas sim como se estivesse matematicamente classificado e a partida de ontem fosse uma mera burocracia, um simples carimbo no passaporte rumo à segunda fase, uma simples conferida na nossa pulseirinha vip rumo ao camarote do mata-mata.

Dependemos agora apenas de nós mesmos? Em tese sim. Uma vitória contra o Emelec em casa e um empate contra o River fora bastam para classificar o Flamengo. Mas é possível confiar de verdade numa equipe que demonstra níveis tão grandes de omissão, descaso e falta de motivação que só falta entrar em campo segurando uma faixa que diz “preferíamos ter ido ver o filme do Pelé”? Provavelmente não.

Perdemos nas duas partidas contra o Santa Fe, por pura falta de vontade e coragem, quatro pontos que poderiam ter já nos garantido na segunda fase e que com certeza vão fazer falta quando, daqui a algumas semanas, estivermos precisando fazer as contas para saber se esse time chega ou não até o mata-mata. Como eu disse, o Flamengo depende apenas de si mesmo? Claro. Mas eu duvido que você se sentiria seguro se dependesse do Flamengo de hoje pra qualquer coisa.

CHUTE CRUZADO: Desde que foi eliminado pelo Botafogo na semifinal do Campeonato Carioca, há quase um mês, o Flamengo se jogou no escuro em busca de mudanças. Trocou técnico, diretor de futebol e dispensou profissionais do departamento. Mas segue estagnado em campo. Ou pior: esfarela-se lentamente, como no fim da era de Zé Ricardo no comando do time em 2017. Em termos práticos, o empate sem gols contra o Santa Fé não foi nada trágico ao olhar a tabela do Grupo 4. Mas o futebol apresentado pelo time confirmou um Flamengo agoniado por ideias. Algo que estanque o desmoronar da equipe como fez a chegada de Reinaldo Rueda em 2017. O Flamengo precisava melhorar. Piorou. É o que preocupa.

Tudo parece ocorrer porque o clube busca de soluções em velhos problemas. Um andar em círculos. Willian Arão, desgastado com a arquibancada e com um futebol aquém de seus melhores momentos, voltou a ser opção de dar uma nova cara ao time. Um equilíbrio entre ataque e defesa que parece não ser capaz, ultimamente, de entregar. Pelo contrário. Arão é, com seu atual desequilíbrio em campo, um símbolo deste Flamengo. Foi escalado mais uma vez por Mauricio Barbieri. Inicialmente, parecia ser uma tentativa de um 4-2-3-1. Mas o camisa 5, ávido por uma resposta às críticas, debanda ao ataque. Cuellar, solitário, fica responsável em um meio vazio. Diego, de volta de lesão, encosta excessivamente no lado esquerdo, embolando com Vinicius. O centro do meio de campo rubro-negro vira um latifúndio improdutivo.

Willian Arão em Santa Fe x Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Em seus domínios, o Santa Fé naturalmente foi uma equipe bem mais avançada do que a que se apresentou em um Maracanã vazio, uma semana antes. Em vez do 4-4-2 mais defensivo, um claro 4-2-3-1, com Gordillo e Perlaza mais à vontade para sair na faixa vazia deixada pelo Flamengo no centro. Pelos lados, rápidas saídas, principalmente à direita, com Plata tentando aproveitar, de novo, as costas de Vinicius Junior e o embate com Renê. Ocorre que o time colombiano é extremamente limitado tecnicamente. Esforçado, aposta na correria e com Morelo de intensa movimentação à frente, mas sem assustar de fato. Bolas longas, cruzamentos. Pouco para quem deseja vencer até mesmo este Flamengo.

Que não é um time que não corre. Pelo contrário. O Flamengo de Barbieri se esforça. Mas mal posicionado. Sem uma ideia clara, indica a imagem de um time apático. Errou, então, passes em demasia, os jogadores não conseguiam encontrar uns aos outros facilmente. Espaçado, com possibilidade de o rival interceptar uma tentativa de bola atravessada. Um Flamengo sem organização e sem ideias. Não sabe, ao certo, como atacar. Como aproximar. Como ser um time. Depende, então, das individualidades que por vezes o salvaram. Vinicius Junior tirou as suas da cartola contra o Emelec e até diante do próprio América-MG. Como uma semana antes, o garoto foi bem acompanhado por Arboleda. Marcado em cima. Sufocado. Sem auxílio de Renê, de presença rara no ataque, e com Diego que mantém a posse em vez de fazer o jogo andar, ele acabou isolado. Como Paquetá.

Geralmente o suspiro técnico do time no passado recente, o garoto tentou alguns deses dribles curtos e rápidos. Deu trabalho a Gil, mas era parado com frequência. Com Diego afastado mais ao outro lado do campo e Arão à frente, já quase dentro da área, sobravam os avanços de Rodinei, menos frequentes. Assim ele ficou mais isolado, também. Foium primeiro tempo sofrível, de viagem da bola de um campo ao outro. O lance mais maarcante, mesmo, foi o pênalti cometido por Henrique Dourado, ao salvar um chute de Pajoy com o braço, e ignorado completamente pela arbitragem, apesar de claro. Foi, portanto, um primeiro tempo daqueles típicos nos quais o apito que o encerra soa mais como alívio aos torcedores.

O segundo tempo trouxe um Flamengo, enfim, com uma ideia. Tentar manter mais a posse e os jogadores aproximados. Arão deixou de ser presença constante ao ataque, Diego centralizou mais e o time formou um 4-2-3-1 facilmente melhor visualizado. Parecia uma melhora. Em termos de criação, porém, o time continuou uma nulidade. Diego, principal responsável por essa característica, voltou a ensaiar um cacoete que prejudica o seu jogo: retorna até a intermediária defensiva para receber a bola, como um volante. Quer organizar o jogo desde trás. Ao manter a posse excessivamente, recebe o combate de dois, até três rivais. Desarmado, vai ao chão e proporciona contra-ataques. O camisa 10 poderia deveria rever seu jogo. Jogar mais próximo ao ataque, com toques rápidos e mais chances de finalização. Tem qualidade para isso mesmo aos 33 anos. O tempo passa, mas o jogo muda.

O que não mudou, mesmo, foi a postura do Santa Fé. Manteve o 4-2-3-1 e trocou apenas Pajoy por Roa, mais driblador do que velocista. Pressionava mais o Flamengo, rondava a área obrigando Diego Alves e esfriar o jogo com frequência, o que lhe custou um cartão amarelo. Barbieri respondeu com Geuvânio no lugar de Dourado, jogando Paquetá à frente, como o centroavante móvel criado por Rueda em 2017. Queria, claramente, velocidade. Mas não era o ingrediente que faltava. O time carecia de inteligência, melhor criatividade. Algo que Diego não conseguia entregar. Boa deixa para Everton Ribeiro, que permaneceria no banco de reservas.

Entraram Marlos Moreno, na vaga de Vinicius Junior e a minutos do fim Diego saiu. Mas para entrar Jonas. Flamengo mais recuado, com três volantes, tentando valorizar o empate. Que só não chegou pela lei da compensação do uruguaio Daniel Fedorczuk. Atentamente, ele acompanhou a roubada de bola de Geuvânio sobre Gil no último lance da partida. E encerrou o jogo quando o atacante rubro-negro entrava na área e completava para o gol. Um gol arrancado para equilibrar com o pênalti a favor do Santa Fé ignorado.

Um jogo ruim como em uma sequência de dominó. Foi pior do que o do América-MG, que foi pior contra o Santa Fé no Maracanã, que foi pior do que contra o Vitória. O jogo rubro-negro esfarela mesmo com duas semanas de paralisação. É difícil condenar Barbieri por exercer uma função para a qual não estava preparado. Ao assumir o time, o risco foi do clube e do então auxiliar. Não é que Barbieri tenha uma avaliação definitiva: suas condições são adversas. Início de carreira, assumindo o clube mais popular do país em plena crise, em ano eleitoral e sedento por um título que alivie pressões. Não por ser jovem: tem a mesma idade de Jair Ventura quando assumiu o Botafogo. Mas a diferença: Jair colecionava uma década de experiência como auxiliar do clube aos 36 anos. Barbieri tem pouco mais de três meses no novo ambiente.

O Flamengo precisa estancar as sucessivas atuações ruins. Ainda que a classificação para a Libertadores seja provável, mesmo diante do histórico negativo, não há perspectiva de melhora. É hora de apresentar soluções para o futuro que não sejam problemas do passado. Oxigenar. Dar continuidade às mudanças esboçadas após a eliminação no Carioca. Pôr fim à sua agonia em busca de ideias que indiquem, ao menos, o início de um bom caminho.

ESPN FC: Por Marcos Almeida

Foi gol de Geuvânio no pós-último suspiro, como foi pênalti de Henrique Dourado no meio do primeiro tempo. Não sabemos se da penalidade sairia o 1 a 0, nem se dali se construiria uma convincente vitória colombiana. Sabemos que o Flamengo não ganharia esse jogo, tal qual não ganhou. O que se viu, ontem, em Bogotá foi completamente diferente do ocorrido semana retrasada, no Barradão. Naquela oportunidade, o árbitro buscou compensar um erro catastrófico com um intencional, porém de menor influência no resultado. Desta feita, o assoprador da vez quis apenas fazer justiça. Nada de um erro pelo outro, “elas por elas”. Geuvânio já tinha a posse da bola e disparava a poucos metros da área adversária, quando soou o apito. Dentre os dois placares possíveis, aos 50 minutos e 8 segundos da etapa final, o uruguaio Daniel Fedorczuk decidiu assegurar o mais justo.

Uma equipe que abdicou de lutar pela a vitória ao longo de noventa e tantos minutos não podia conquistá-la por ínfimos segundos. 0 a 0, azar do Santa Fe, que poderia ter aberto o placar aos 35 minutos do primeiro tempo. Bom para o Flamengo, que conquistou o empate tão almejado.

Jogadores Flamengo reclamando do árbitro - Foto: Gabriel Aponte/Getty Images
Jogadores e treinador valorizaram o resultado. O Flamengo, que havia disputado duas partidas e não vencido nenhuma em casa, alcançou a quarta não derrota em quatro jogos, na Libertadores. A terceira não vitória também. A situação é exatamente a mesma do ano passado: 4 rodadas, 6 pontos. A confiança no time, no entanto, é menor.

A esperança para a classificação nem rubro-negra é. O flamenguista agora torce pelo River Plate. Se eles pontuarem, na Colômbia, contra o Santa Fe, a gente avança com uma rodada de antecedência, caso vença o Emelec, no Maracanã. Bem verdade que, não fossem erros de arbitragem, poderíamos nos garantir hoje no próximo estágio. E até acredito que, enfim, iremos às oitavas de final. Até porque cair na fase de grupos não dói mais. Enlouquece, enraivece, transtorna, mas não entristece.

Não há sentimentos mais puros, cristalinos, que felicidade e tristeza. No futebol, elas caminham juntas. Só se faz possível estar triste, quando existe a possibilidade de estar feliz. Hoje, o rubro-negro descarta a chance de sentir alegria. Justamente o torcedor cuja marca registrada é o sorriso.

Esse time sabe disso, e por tal razão avançará na Libertadores. Talvez passe pelas oitavas, quartas, semifinal e chegue à decisão. Para, aí sim, perder de novo. Eles querem nos ver na merda, desolados, inconsoláveis, descrentes, desamparados.

A gente merece – e muito – ser feliz, mas tá certo o juiz de ontem. Esse bando de sem alma não merecia rir na nossa cara não.

EXTRA GLOBO: A próxima semana será decisiva para Guerrero e para o Flamengo. O clube aguarda o resultado da audiência no Tribunal Arbitral do Esporte, na Suíça, para colocar de vez no papel a intenção de renovar o contrato do atacante, que termina em agosto. O jogador e seus advogados viajam no dia 30, segunda-feira, e serão ouvidos no dia 3 de maio, quando a pena de seis meses por doping chega ao fim.

Se a punição for suspensa ou mantida, Guerrero fica livre para voltar a jogar pelo clube e seleção peruana. E também para ampliar seu vínculo com o time rubro-negro. A intenção inicial, diante do cenário incerto, era renovar até o fim do ano. No entanto, não está descartado um prazo mais longo de uma vez, para segurar o jogador antes da Copa do Mundo da Rússia.

Guerrero, do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
No entendimento do Flamengo, há interesse mútuo pela permanência. Do lado de Guerrero, o clube escuta que o desejo é ficar mais tempo na Gávea. As conversas acontecem desde o ano passado, e foram retomadas esse ano pelo ex-diretor Rodrigo Caetano. A chegada de Carlos Noval no futebol fez o assunto esfriar, mas a diretoria tem confiança na negociação sem sobressaltos. O clube tratava a ideia de renovar até o fim do ano como paleativa, por conta da punição e também da eleição no fim do ano. Hoje, as conversas são sobre todas as possibilidades.

Se for liberado na Suíça, Guerrero volta livre para jogar. E o próximo compromisso do Flamengo depois disso é contra o Internacional, provavelmente no Maracanã. O atacante tem treinado bem, com boa participação em jogos-treinos. Desta forma, seu retorno ao time depende apenas da vontade do técnico Barbieri. O assédio sobre Guerrero não chegou em termos de proposta oficial ao Flamengo. O atacante pode assinar um pré-contrato com qualquer equipe desde o fim de fevereiro. Há especulação sobre interesse de equipes sul-americanas, e Corinthians e Palmeiras já foram falados como possíveis destinos. Nada concreto.

Aos 34 anos, Guerrero chegou ao Flamengo em 2015, com passe livre após fim de contrato com o Corinthians. A contratação custou R$ 41 milhões por três anos. O salário do jogador, com luvas diluídas, é o mais alto do clube. Na renovação que está por vir, a tendência é que haja uma redução das bonificações. Há no cube quem defenda que a diretoria deveria renovar apenas com valores mais módicos. Entretanto, a boa relação de Guerrero com o Flamengo e sua importância no time, provada nesse período de ausência, são pontos favoráveis à manutenção dos mesmos valores. A boa adaptação de Henrique Dourado não deve influenciar.

UOL: No dia 29 de março, o presidente Eduardo Bandeira de Mello demitiu o técnico Paulo César Carpegiani e mais cinco profissionais do departamento de futebol do Flamengo. As mudanças foram feitas após a eliminação para o Botafogo no Campeonato Carioca e não surtiram efeito até a última quarta-feira (25), quando o Rubro-negro empatou por 0 a 0 com o Santa Fe-COL, pela Copa Libertadores.

O Flamengo do treinador interino Maurício Barbieri é um time ainda mais frio, desorganizado, com espaços em demasia entre os setores e prejudicado pela má fase dos seus principais jogadores. Vislumbrar uma evolução em curto espaço de tempo se torna mais improvável a cada apresentação.

Diego durante Santa Fe x Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Foram quatro jogos desde a série de demissões no Flamengo. Em nenhuma partida, no entanto, o Rubro-negro atuou bem. Nem mesmo na despedida do goleiro Júlio César, que precisou trabalhar bastante para garantir a vitória de 2 a 0 sobre o América-MG. O time não dá sinais de reação, mas o discurso a favor da estrutura do departamento de futebol é repetido com frequência.

"A informação que temos é a de que o Barbieri é o nosso treinador e a diretoria tem total confiança nele. Nós estamos muito satisfeitos com o trabalho. O Barbieri tem convicção naquilo que deseja e temos feito o nosso melhor para vencer. Sabemos que isso é muito bom para ele", afirmou o meia Diego.

Bandeira de Mello, o CEO Fred Luz e o diretor executivo Carlos Noval são os principais entusiastas da manutenção de Barbieri. Eles sustentam o profissional mesmo diante de inúmeras críticas e pesquisam o mercado. Porém, um técnico só será contratado se for visto como inquestionável pelos responsáveis do futebol rubro-negro.

Vale lembrar que o presidente relutou até o último momento em demitir os profissionais e promover as mudanças no futebol mesmo diante de fracassos constantes. A ideia dele era pela manutenção, mas a pressão dos vice-presidentes - ameaçaram entregar os cargos e deixar o clube ingovernável - fez a diferença na escolha.

O choque de gestão até agora não deu certo e até "ajuda" para terminar bem o mandato foi pedida pelo dirigente aos jogadores. Nesse meio tempo, o clube se complicou na Copa Libertadores, mas ainda assim pode se classificar.

Mesmo jogando mal e sem qualquer direcionamento no departamento de futebol, o Flamengo tem a seguinte situação pela frente. A vitória sobre o Emelec-EQU, dia 16 de maio, no Maracanã, é obrigatória. Se o River Plate-ARG vencer os equatorianos e não perder para o Santa Fe-COL, brasileiros e argentinos se classificam juntos na penúltima rodada do Grupo 4.

A vaga também pode vir sem depender de ninguém se o Flamengo somar quatro pontos nos dois últimos jogos restantes. Outra possibilidade é a vitória do Emelec sobre o River. Se isso ocorrer e o Flamengo bater os equatorianos, argentinos e colombianos se enfrentam quase que em uma decisão. Ainda que o fantasma de mais uma eliminação precoce assombre o Ninho do Urubu, o Rubro-negro tem boas chances de seguir na competição continental. Mesmo assim, os rumos do futebol e as escolhas da diretoria seguirão sob questionamentos.

UOL: A vitória palmeirense por 2 a 0 sobre o Boca Juniors, na última quinta-feira (27), ampliou a vantagem dos times brasileiros sobre os argentinos na atual edição da Copa Libertadores, marcada por confrontos de peso entre os dois países. Agora, os representantes nacionais somam quatro vitórias contra rivais do país vizinho, dois empates e duas derrotas. Veja os gols da vitória palmeirense.

O aproveitamento dos brasileiros nos clássicos regionais é de 58,3%. Quem mais contribuiu para este número foi o Santos, que venceu o Estudiantes duas vezes, mas Palmeiras e Corinthians também ajudaram com triunfos em solo argentino. Não coincidentemente, os três paulistas são os que vivem situação mais favorável na fase de grupos da Libertadores.

Lucas Lima comemorando gol em Boca Júniors x Palmeiras - Foto: Marcelo Endelli/Getty Images
Os confrontos Brasil x Argentina têm tido relação direta com a posição das equipes envolvidas. Santos, Palmeiras e Corinthians lideram seus grupos, portanto deixando argentinos para trás; enquanto isso, o Racing lidera a chave que tem Cruzeiro e Vasco justamente por ter dominado a dupla brasileira nos duelos em sua casa. Apesar de não empolgar, o Flamengo segue na frente do River Plate, que tem um jogo a menos.

O Racing, aliás, foi o único do país vizinho a vencer um brasileiro nesta Libertadores (no caso, dois). Não à toa é o argentino em melhores condições na competição, sendo o único a liderar sua chave.

Quando o assunto é títulos, no entanto, a vantagem do país vizinho ainda é grande: são 24 canecos contra 18 brasileiros. A diferença tem caído nos últimos dez anos, quando Internacional, Santos, Corinthians, Atlético-MG e Grêmio somaram cinco taças contra três argentinas (Estudiantes, San Lorenzo e River Plate).

Confira resultados entre brasileiros e argentinos:
Racing 4 x 2 Cruzeiro
Flamengo 2 x 2 River Plate
Estudiantes 0 x 1 Santos
Palmeiras 1 x 1 Boca Juniors
Independiente 0 x 1 Corinthians
Racing 4 x 0 Vasco
Santos 2 x 0 Estudiantes
Boca Juniors 0 x 2 Palmeiras

Os próximos duelos:
26/04 - 21h30 - Vasco x Racing
02/05 - 21h45 - Corinthians x Independiente
22/05 - 21h30 - Cruzeiro x Racing
23/05 - 21h45 - River Plate x Flamengo

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