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O GLOBO: POR JOÃO PEDRO FONSECA

Voltar da parada da Copa — depois de muitos treinos e expectativa — com uma derrota para um rival direto não era a retomada desejada pelo Flamengo. O revés para o São Paulo (1 a 0), diante de 55 mil pessoas no Maracanã, expôs fragilidades do time (algumas já velhas conhecidas). Também evidenciou fragilidades do elenco, que o técnico Maurício Barbieri tentou compensar com novas cartadas. Embora elas não tenham funcionado, seu trabalho é cheio de virtudes e promissor.

Um problema se desenhava já antes do Mundial. Com Cuéllar e Jonas suspensos (este último ainda foi vendido), estava claro que Rômulo seria titular contra o São Paulo. O volante, porém, tornou-se peça de pouco proveito no rubro-negro. Sua participação com a bola no primeiro tempo, na quarta-feira, não foi ruim. Mas a dificuldade para ocupar espaços, potencialiazada pelo fato de o time atuar apenas com um meio-campista de características mais defensivas, renderam-lhe vaias ao ser substituído. Depois de tantos cases de sucesso recentes, está na hora de o rubro-negro apostar em Ronaldo como reserva do colombiano.

Réver em Flamengo x São Paulo - Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images
O trio de meias pecou pela inconsistência: Everton Ribeiro começou bem, mas foi improdutivo na segunda etapa; Diego, buscando a bola na esquerda, errou mais passes em profundidade do que costuma fazer; e Lucas Paquetá não apresentou, ontem, nem a qualidade técnica nem a participação que dele se esperam.

O ataque também sofreu: Marlos ainda não mostrou (e dificilmente o fará) que pode substituir Vinícius Júnior; Guerrero, perdido entre seu possível adeus ao Flamengo e a incerteza sobre a duração da suspensão de sua pena por doping, entregou tão pouco quanto estava fazendo Henrique Dourado; e Uribe, embora tenha mostrado qualidade na leitura do jogo, cometeu o pecado de perder um gol feito.

Com o peruano e o colombiano juntos em campo, Barbieri trouxe Renê para a posição de volante e lançou o desinteressado Trauco na lateral-esquerda. Seu único objetivo, lançar bolas na área até que algum dos camisas 9 trouxesse alívio, não foi alcançado. Matheus Sávio, muitas vezes testado no meio durante a parada para a Copa, até fez uma graça surpreendente pelo lado direito, mas matou a última chance do time no jogo com um passe inexplicavelmente sem direção.

Assim como a vantagem de quatro pontos não era expressiva, a aproximação do tricolor não pode ser encarada como um desastre a esta altura. Mas serve como alerta: o Flamengo que evoluiu nas mãos de Barbieri precisa de ajustes. Alguns terão que vir de fora, como a possível contratação de Vitinho; outros, podem ser encontrados em casa, como a melhor aproveitação de Ronaldo e Thuler — este já provou que, se o mérito se sobrepuser ao moral, deve ser titular no lugar de Réver. Talvez já para o sábado, quando o Flamengo enfrentará o Botafogo, no mesmo Maracanã, em busca da reabilitação.

ZERO HORA: Foi um retorno em alto nível. O Grêmio retomou o Brasileirão com uma atuação de primeira linha, que remeteu aos melhores momentos do time nesta temporada. Venceu o Atlético-MG por 2 a 0 e só não fez mais por capricho. Perdeu um pênalti e teve um total de 18 arremates.

Para completar a noite, não passou por qualquer sobressalto na Arena. O Atlético-MG deu um único chute a gol, numa cobrança de falta, sem maiores dificuldades para Marcelo Grohe.

Jefferson Botega / Agencia RBS
Isso que mostra a solidez de uma defesa que teve Geromel mostrando estar um nível bem acima dos demais jogadores em campo. O zagueiro voltou da Rússia como se tivesse atuado em todos os jogos pela Seleção.

O primeiro dia do resto da vida sem Arthur mostrou Maicon afiado na articulação e Cícero aceso. As boas novas se completaram com o gol de André, depois de nove jogos, e a volta de Douglas.

Mais do que tudo isso, o Grêmio mostra que voltou do recesso para a Copa do Mundo vitaminado para encarar os mata-matas de agosto, quando definirá seu futuro em suas Copas contra Flamengo e Estudiantes.

COLUNA DO FLAMENGO: A retomada do Campeonato Brasileiro infelizmente não foi da maneira como os torcedores do Flamengo imaginavam. A equipe comandada por Maurício Barbieri pressionou o São Paulo até o fim, mas não conseguiu reverter o resultado obtido pelo Tricolor Paulista, que marcou o gol logo no início da segunda etapa. Na zona mista, Diego explicou o que faltou ao Rubro-Negro para sair de campo com uma vitória e fez projeção dos próximos jogos.

O jogador afirmou que a equipe teve chances de conseguir a vitória, mas acabou sofrendo duro golpe no contra-ataque do adversário que, segundo ele, veio para o duelo com a proposta de se defender e buscar o gol com uma bola.

Diego em Flamengo x São Paulo - Foto: Gilvan de Souza
— Eu acho que a diferença foi fazer o gol. Vários de nós tivemos a oportunidade e por pouco não conseguimos. Isso fez a diferença. Não fizemos um jogo ruim, mas quando não se faz, você sempre corre o risco de tomar o gol. O São Paulo veio com uma proposta bem clara de jogo, que foi jogar no contra-ataque, por uma bola. Conseguiram essa bola e por isso saíram vencedores -, analisou o meia.

O camisa 10 também fez uma previsão de como as equipes irão se comportar diante do Flamengo. Segundo ele, o clube da Gávea precisa estar preparado para estes jogos, mesmo que o adversário venha somente para se defender e jogar por contra-ataques.

— É natural sermos uma equipe a ser batida. A equipe que está liderando o campeonato é estudada constantemente e temos que estar preparados para isso. Não é uma desculpa. Hoje, como eu disse, o São Paulo veio com uma estratégia definida e nós controlamos o jogo na maior parte do tempo. Acho que cada equipe vai ser comportar de uma forma. Acredito que aqui dentro do Maracanã dificilmente uma equipe vai vir e jogar de igual pra igual com a gente. Temos que estar preparados. Cada equipe tem a sua forma de jogar e o importante é vencer o jogo. É isso que nós queremos -, concluiu.

Com a derrota, o Fla permanece com os 27 pontos, mas ainda na primeira colocação do Brasileiro. Entretanto, a diferença para o Tricolor Paulista – atual vice-líder -, caiu para apenas um ponto. O próximo compromisso do Mengão pelo torneio por pontos corridos será diante do Botafogo, no Maracanã. O clássico será disputado no próximo sábado (21).

COLUNA DO FLAMENGO: O Flamengo enfrentou o São Paulo na noite da última quarta-feira (18) e perdeu por dois a zero. Depois de uma partida bastante acirrada, o meia-atacante Éverton Ribeiro passou pela zona mista do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, e falou sobre diversos assuntos. Entre eles, reclamou do cartão amarelo que recebeu do árbitro paranaense Paulo Roberto Alves Júnior, ressaltou sobre a boa preparação física do time e elogiou o estreante da noite, Fernando Uribe.

Na visão de Éverton, ele não merecia levar o cartão amarelo, pois o lance era uma disputa por espaço, corpo a corpo. Além disso, ele acredita que tiveram outras jogadas do gênero, que o árbitro não advertiu da mesma maneira. Ribeiro revelou também que conversou com o Paulo Roberto Júnior e disse que não precisava da advertência, pois era uma falta na lateral do campo.

Everton Ribeiro me Flamengo x São Paulo - Foto: Gilvan de Souza
— Eu não merecia o amarelo. Foi um corpo a corpo. Tiveram outros lances iguais e ele não deu cartão. Mas é do jogo. Ele achou que tinha que dar amarelo. Até falei pra ele que era uma falta na lateral e não precisava… Mas tem manter a cabeça erguida para ir forte para o próximo jogo —, disse o meio-campista.

Fernando Uribe foi a única contratação do Flamengo na pausa das competições para a Copa do Mundo. O atacante estreou contra o São Paulo e tivera duas oportunidades desperdiçadas para, quem sabe, virar o placar. Éverton Ribeiro elogiou o estreante da noite e afirmou que Uribe vai adquirir cada vez mais confiança, para poder, em breve, marcar o seu primeiro gol com o Manto Sagrado.

— É um grande jogador. Mostrou que chega para somar, para nos ajudar. A cada jogo vai ganhando mais confiança e já já sai o gol dele. Então, o Mauricio (Barbieri) vai ver o melhor para entrar na partida (contra o Botafogo) e poder nos ajudar no próximo jogo —, falou o meia.

O meio-campista, de 29 anos, foi questionado também sobre a preparação física da equipe. Se os jogadores do São Paulo, a partir da metade do segundo tempo, sentiram câimbras e demonstraram certo desgaste, os atletas do Rubro-Negro correram até o árbitro apitar o final da peleja. O camisa 7 elogiou o trabalho feito pela fisiologia do Fla.

— Sim. Não deixamos de atacar em nenhum momento. Isso prova que o nosso físico está bom. Temos uma preparação muito boa de jogo. Diogo e todo mundo da fisiologia nos prepara muito bem e isso vai ser importante para o restante da competição —, elogiou Éverton.

O Flamengo volta a campo no próximo sábado (21). O cotejo vai ser contra o Botafogo, que vem de derrota para o Corinthians por 2 a 0. A partida vai ser realizada no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, e vai ter início às 19h, horário de Brasília. A peleja vai ser válida pela 14° rodada do Campeonato Brasileiro. Mesmo com a derrota para o São Paulo, o Mais Querido lidera o Brasileirão com 27 pontos, um à frente do Tricolor Paulista, que tem 26.

COLUNA DO FLAMENGO: Apesar de dedicação e luta, o Flamengo acabou saindo do Maracanã derrotado pelo São Paulo. A equipe paulista conseguiu o gol logo no início da segunda etapa e quebrou a ótima sequência do Rubro-Negro em partidas diante de sua torcida. Na zona mista, o goleiro Diego Alves comentou sobre o jogo e destacou a superioridade do Mais Querido.

De acordo com arqueiro, o clube carioca dominou as ações da partida, mas acabou recebendo duro golpe em contra-ataque rápido do adversário. Ele também citou a partida contra o Atlético-MG, em que o Fla fez jogo parecido e ganhou a partida com uma oportunidade.

Diego Alves, Guerrero e Diego no Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
— Às vezes o futebol é assim. A gente já teve vitórias assim, inclusive contra o Atlético-MG, em que tivemos uma oportunidade e ganhamos o jogo. Os números mostram que fomos bem superior em quase todo o jogo. O São Paulo queria jogar no contra-ataque, treinaram para isso e conseguiram. Mas tem muito chão ainda, a gente nunca disse que seria fácil. A competição é muito difícil e temos jogos importantes pela frente -, afirmou o goleiro.

O Flamengo agora se volta para o embate contra o Botafogo, no próximo sábado (21). A equipe retornará aos treinamentos no Ninho do Urubu e o técnico Maurício Barbieri terá que decidir o substituto de Everton Ribeiro, que recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Tricolor paulista e terá que cumprir suspensão automática. O clássico diante do Glorioso será disputado no estádio do Maracanã, tendo validade pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

EU, RIO: O time do Flamengo terá o retorno do volante Cuellár e do atacante Henrique Dourado no clássico contra o Botafogo, no próximo sábado, às 19h, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.

Cuellár volta á cabeça de área, já que Rômulo teve fraca atuação diante do São Paulo na rodada passada. A de Henrique Dourado é bem mais complicada. Criticado pela torcida antes da pausa no Brasileirão, o jogador perdeu espaço para Felipe Vizeu, que deixou o Flamengo para defender a Udinese, da Itália. Além disso, o técnico Maurício Barbieri sinaliza com a possibilidade de manter Paolo Guerrero na equipe titular. Fernando Uribe, que estreou contra o São Paulo, deixou boa impressão e começou a pedir passagem no time.

Cuéllar, do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Outra mudança no time de Maurício Barbieri pode ser á entrada de Miguel Trauco na posição de Everton Ribeiro que cumprirá suspensão automática por ter levado o terceiro cartão amarelo.

O Flamengo quer a vitória para se manter na liderança do Campeonato Brasileiro. A equipe rubro-negra é líder, com 27 pontos, um a mais do que o São Paulo, que está na segunda colocação na competição.

ESPN FC: Por João Luis Jr., do Isso Aqui é Flamengo

Acontece com muita gente. Você esquece de programar o despertador e se atrasa pra um compromisso, não lê o edital direito e erra a data da prova, confunde agosto com setembro e acaba comprando em cima da hora o presente de aniversário da sua avó. E, aparentemente, foi isso que aconteceu com o Flamengo, uma equipe que claramente acreditou que a Copa do Mundo ia, sei lá, até setembro, o jogo dessa quarta-feira não valia nada, e por isso presenteou sua torcida com uma bisonha derrota dentro de casa em sua primeira partida após o recesso.

Everton Ribeiro em Flamengo x São Paulo - Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images
No todo a atuação foi, é claro, ruim. Uma equipe com graves falhas de cobertura, pouca criatividade na armação de jogadas e várias vezes reduzida à tática do “handebol suicida” - passar a bola para o lado sucessivamente até alguma desgraça acontecer - o Flamengo, que havia chegado ao intervalo da Copa praticando um futebol rápido e envolvente, voltou do período de férias reduzido a um nível zéricardiano de burocracia, dando a impressão de que, se algum treinamento foi realizado, ele não foi feito no Ninho do Urubu e sim em alguma repartição pública, quem sabe em um cartório, uma salinha na prefeitura.

Já no aspecto individual, salvo exceções como Paquetá e Éverton Ribeiro, o que se viu foram titulares dispersos e jogadores reservas agarrando com unhas e dentes a oportunidade de mostrar que realmente merecem continuar no banco de reservas. Seja Rômulo, um volante tão sem vontade que tentou sair de campo quando a placa de substituição anunciava outro jogador e tão limitado que faz os bonequinhos do futebol gulliver parecerem versáteis; seja Marlos Moreno, um atacante que consegue substituir Vinícius Junior com a mesma qualidade e credibilidade que um travesseiro com um rádio dentro conseguiria substituir o gato de estimação do seu filho, a partida dessa quarta serviu para mostrar que faltam sim peças para o elenco rubro negro.

(E nem vamos entrar no caso de Matheus Sávio, já que alegar “ter elenco”, mas precisar colocar em campo Matheus Sávio quando as coisas complicam é a mesma coisa que falar que tem um guarda roupa cheio, mas sair na rua usando como calça uma camisa “Quércia presidente 1994”)

Essa atuação fraca desmerece todo o trabalho anterior? Claro que não. Mas ela nos lembra quantas fragilidades esse time ainda possui e como a ausência de peças como Vinícius Junior e Cuellar, por exemplo, influencia diretamente na capacidade do time não apenas de atuar com qualidade na defesa como de fugir do lugar comum no ataque. Uribe talvez possa resolver o problema lá na frente, apesar da estréia azarada, mas seguimos com laterais limitados, sem um substituto à altura pelo lado do ataque e fica cada dia mais claro que confiar em Rômulo como opção é basicamente como ir ao jóquei hoje e apostar todo o seu dinheiro em um cavalo que morreu em 1985. É impossível que ele ganhe? Impossível não é. Mas digamos que as chances, dentro da realidade que conhecemos, são pequenas.

Eles continuam tendo que seguir o líder? Continuam. Mas cabe ao líder tornar esse trabalho mais complicado possível, e, dessa vez, o Flamengo falhou bastante nesse sentido.

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