Após o luto, as viúvas de ex-treinadores do Flamengo apareceram.

Apoiem e se orgulhem desse time como eles merecem. Ou voltem ao passado.

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
GOAL: Por Bruno Guedes 

Há alguns meses, quando Zé Ricardo foi escolhido para ser o treinador do Flamengo, falei que o momento era para se fazer um trabalho a longo prazo e que o clube acertava ao escolher um profissional que praticava um futebol mais atualizado. Àquela altura lembrei também que era tempo de reconstrução e paciência, caso contrário as "viúvas de ex-treinadores" apareceriam. Pois bem, elas apareceram.

No fim de 2015 eu trouxe, com exclusividade nessa coluna, que Muricy seria treinador do Flamengo. Isso após trágicas experiências com Luxemburgo e Oswaldo. Falava também que não era uma boa aposta exatamente no momento em que o clube tentava mudar seu patamar e jogar de forma moderna. Com ele no comando, o Rubro-Negro perdeu para times de todas as quatro divisões, como Volta Redonda (Série D), Confiança, Fortaleza (ambos Série C) e Vasco (Série B). Foi eliminado de tudo.

O que se vislumbrava para a equipe no Brasileirão era terrível, mais um ano lutando pelo rebaixamento? Mas aí veio Zé Ricardo. Inexperiente, testando esquemas e jogadores, vencendo e perdendo. Achou um time com jogadores que ele não contratou. Começou a disputar um título que nem o mais otimista flamenguista imaginaria. Recuperou Márcio Araújo, Pará, Rafael Vaz, Fernandinho... mas a torcida continuava a não confiar e esperando um vacilo para o "Bloco da Corneta" sair às ruas. Agora com a queda de rendimento do time na reta final do Campeonato, o Bloco está na rua.

Já pedem que Zé Ricardo saia em 2017, questionam o time, questionam a diretoria, questionam tudo. Só não questionam é por que o Flamengo está disputando um título, uma façanha enorme, ao invés de estar como pior do Rio, coisa costumeira com os "medalhões". Acordem! O passado não volta. Passado não entra em campo. Nem o nome. Foi provado com Oswaldo de Oliveira, Luxemburgo, Muricy...

O que mais revolta no futebol brasileiro (principalmente no torcedor!) é não perceber o quanto atrasado estamos. A cada novo treinador demitido ou que não consegue os resultados de imediato, já repetem o ranço nojento que nos afundou nas lágrimas da vergonha do 7 a 1, que é exigir técnico "de nome". Continuam sempre querendo marcas, medalhões, grifes, ao invés de modelos de jogo, estruturação e renovação!

Apoiem e se orgulhem desse time como eles merecem. Ou voltem ao passado. Não o desses ex-treinadores, porque esse passou e não volta. Mas o de brigar pelo rebaixamento.

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