Dirigente esportivo pode ser incluído na Lei da Ficha Limpa.

A norma abrange crimes contra administração pública e lavagem ou ocultação de bens.

Wladimyr Camargos (direita) ao lado do Ministro de Esportes, George Hilton - Foto: Paulino Menezes
DE PRIMA: A Lei da Ficha Limpa que torna inelegível por oito anos políticos condenados por crimes em sua gestão pode passar a valer também para os dirigentes esportivos. A proposta foi incluída no relatório da Lei Geral do Esporte em emenda aprovada no Senado pela comissão de juristas designada para atualizar a legislação esportiva.

A norma abrange desde crimes contra administração pública e lavagem ou ocultação de bens, à rejeição de contas durante o cargo e abuso de poder para benefício próprio ou de terceiros.

A proposta para incluir os dirigentes esportivos na Lei da Ficha Limpa foi feita pelo jurista Luiz Felipe Bulus, um dos onze membros da comissão. No total, foram apresentadas 51 emendas sendo que dez delas foram aprovadas em reunião na última quinta.

– Para o gestor público essa lei já é uma realidade e pode ser uma obrigação para os dirigentes também – afirma Wladimyr Camargos, relator da Lei Geral do Esporte.

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