Flamengo já negocia equipamentos de Estádio com Botafogo.

O clube investiu cerca de R$ 5 milhões na reforma do palco, entre gramado, arquibancadas provisórias, iluminação...

Arquibancada provisória do Estádio Luso-Brasileiro (Arena Botafogo) - Foto: Satiro Sodré/SSPress
GLOBO ESPORTE: Rivalidade à parte: o Flamengo já procurou, e o Botafogo aceitou conversar sobre o repasse da estrutura que montou na Arena da Ilha do Governador, que será trocada de mãos em 2017. Em São Paulo, onde participa do evento "Movimento Por Um Futebol Melhor", o vice-presidente social de de comunicação do Alvinegro, Marcio Padilha, revelou que houve um encontro entre as diretorias nesta terça-feira, porém, disse que a negociação não é simples. O clube investiu cerca de R$ 5 milhões na reforma do palco, entre gramado, arquibancadas provisórias, iluminação...

– Não é bem simples assim porque parte dos investimentos que foram feitos serão desfeitos. Para eles continuarem, o Flamengo tem que negociar com a gente. Já abriu-se uma negociação, a gente recebeu hoje um representante do Flamengo, mas ainda está muito embrionária. Para que não tenham prejuízo em montar um estádio de novo, eles têm que conversar com o Botafogo – ponderou o dirigente, que garantiu não haver rusgas com o Flamengo assumindo o estádio.

– O investimento na Ilha foi temporário, nós tínhamos consciência disso. No nosso ponto de vista, foi altamente compensatório porque a classificação do clube mostra que antes do estádio estávamos na zona de rebaixamento, com uma dificuldade muito grande, e depois estamos aí disputando até quem sabe uma vaga para a Libertadores. Então temos total consciência de que o investimento era necessário e feito de acordo com as nossas necessidades.

Segundo a "Mills", empresa que montou as arquibancadas móveis e as aluga para o Botafogo, o prazo de desmontagem é de 45 dias, enquanto para erguê-las se levam 60 dias. Ou seja, para derrubar e construir novamente a estrutura temporária, com capacidade mínima de 11.600 pessoas – sem contar o setor social do estádio que é fixo – é preciso cerca de três meses e meio, o que inviabilizaria a utilização da Arena pelo Flamengo no início do Carioca.

Participando do mesmo evento que Marcio Padilha em São Paulo, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, disse estar preparado para uma resposta do Botafogo. Seja ela positiva ou negativa à oferta rubro-negra.

– Estamos preparados para duas hipóteses. Se o Botafogo quiser fazer algum tipo de acordo para reduzir os seus custos, estamos abertos. Se não houver entendimento, nós estamos preparados também. Vamos fazer um excelente trabalho no estádio Luso-Brasileiro para deixá-lo como arena de primeiríssima qualidade – afirmou.

Questionado se a rivalidade entre Bota e Fla pode influenciar na negociação, Padilha minimizou os conflitos recentes dos clubes. Como por exemplo o "caso Willian Arão"; as rusgas com o "episódio Porta dos Fundos"; as tentativas vetadas de alugar o Engenhão e o Luso-Brasileiro – com direito à justificativa de problema de esgoto e recusa de R$ 180 mil –; a controversa divisão das torcidas nos clássicos com só 10% para os visitantes; o aumento do bicho contra o rival em General Severiano; e as alfinetadas via web no aniversário rubro-negro.

– Esse conflito é muito midiático. Na verdade não pode haver inimizade em termos de direção. A torcida gosta, o nosso presidente tem umas tiradas, ele é meio gaiato, o Bandeira dá umas respostas e tal. Mas o clima é cortês. A gente recebeu um dirigente do Flamengo no Botafogo para tratar da Ilha. Nós somos torcedores comandando um clube de futebol, não somos dirigentes profissionais. Então de vez em quando a gente deixa a emoção aflorar um pouquinho.


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