Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz.

É pra entrar em campo sabendo, Flamengo, que eu sou sua menina, e você é o meu rapaz. É pra entrar em campo honrando o bem que você me faz.

Foto: Divulgação
REPÚBLICA PAZ E AMOR: Uma vez vi um cara gritar bem ali na faixa de gaza rubro-negra, no lugar mais intenso da arquibancada do Maracanã: “Eu amo mais o Flamengo que a minha mulheeeeeerrrrrrrrr.” Foi ovacionado. Todos os que estavam em volta dele confirmaram: “Éééééééééééééééé.” Cutuquei meu pai imediatamente: “Ele ama mais o Flamengo do que a mulher dele, DE VERDADE?” “V i v i a n e, presta atenção no jogo.” “Mas, pai, você também ama mais o Flamengo do que a minha mãe? “Olha o gol, olha o gol, olha o gol.” “Pai, eu não aceito isso.” “Filha, um dia você vai entender. Presta atenção no jogo ou não te trago mais.” Odiava ouvir essa ameaça. Até hoje sou super concentrada no Maracanã com medo de “não voltar mais”. Então, de tanto não parar, eu e o Flamengo chegamos lá. O dia de entender aquela declaração chegou. Como na canção de Jeneci, quando o Flamengo me chamou e eu disse SIM. E larguei tudo. E tenho história para contar. E fui. Do outro lado da montanha onde tudo começou.

Mas não sei quando. Não sei de onde veio a voz de Mennnngooooooooooooo. A educação paterna é a explicação mais óbvia. Mas conheço torcedores rubro-negros criados em reduto “inimigo”, meninas que nunca tiveram um pai, tio, avô pra levar ao Maraca, gente que nunca viu o Flamengo jogar num estádio de futebol, e mesmo assim, essa gente “ama mais o Flamengo que a própria mulher”.  Só quem vive. Só quem sente. Só quem ama entende desse “sentir Flamengo”, desse “acontecer Flamengo”, desse “nascer, viver, morrer Flamengo.”  Domingo, na praia, no sol, no mar, ou num navio a navegar, num avião a decolar, indo sem data pra voltar, toda de rubro-negro no altar. Dizendo SIM para o Flamengo. Por isso o Hepta é para SONHAR. O Hepta é pra acreditar. O Hepta é para SENTIR. O Hepta é pra casar. Comigo. Com você. Com meus 11 leitores.

Não tenho mais o que dizer para o Zé Ricardo. Talvez, um sonoro NÃO RECUA MAIS A PORR* DO TIME, CAR*. Uma frase cheia de poesia como essa, ele vai entender. E vai me ouvir pois sabe que seremos muito mais que 40 mil na arquibancada. E vai me ouvir no grito, na marra, com mais de 40 milhões acreditando, empurrando, lutando, VIVENDO o Hepta e esses cinco jogos que nos restam. Nao sei mais o que dizer para Guerrero, mas de tanto dizer ele resolveu meter os gols que tanto esperávamos dele.  Do alto da arquibancada do Mineirão, semana passada, quis abraçar Guerrero. E dizer: Não para, não para, não para não. Você também, Márcio Araújo. Não para, não para, não para de marcar NÃO. Joguem como nós torcedores jogamos. ACREDITANDO. Lutem como nós torcedores LUTAMOS. Para ir aos jogos.

O Flamengo rouba os meus sentidos. Os nossos. E seguimos para o Maracanã para viver as nossas histórias, os nossos prazeres, as nossas declarações de amor a ele. Do que sentimos. Do que vivemos. Nossa gente estará lá. Cheia de fé. Sem explicação. Sem estatística. Sem números favoráveis. Sem combinação de resultados. Nossa gente estará lá. Somos assim. Somos únicos. Somos milhões. Mas nossos jogadores também precisam ser. Sem mimimi. Precisamos da defesa segura. Precisamos do Réver atento. Sim, precisamos que os laterais avancem. Precisamos que nosso meio arme as jogadas. Precisamos que Muralha seja Muralha. Mas, acima de tudo, precisamos que eles sejam HEROIS. A torcida do Flamengo responde a estímulos. O mesmo que nos tira de casa. Que nos faz “amar” mais o Flamengo do que…do que…do que…do que qualquer coisa. Flamengo, mereça a torcida que você tem. Deixa a menina sambar em paz.

O Flamengo desfruta do meu corpo como se o meu corpo fosse a sua casa. E por isso eu exijo tanto dele. É pra entrar rasgando como fazemos em dia de jogos. É pra entrar com tudo, como fazemos quando entramos no nosso Maracanã. É pra entrar no sacrifício como fazemos quando deixamos nossas famílias, filhos, esposas, maridos, trabalho, vida, pelo Flamengo. É pra entrar com fé como quando pisamos na arquibancada e nos benzemos. É pra entrar pressionando como fazemos quando precisamos enfrentar a multidão na chegada do estádio. É pra entrar com tudo como fazemos com nosso corpo e alma. É pra entrar acreditando como fazemos quando rezamos para São Judas Tadeu. É pra entrar com MARRA como fazemos quando vestimos o Manto Sagrado. É pra entrar Junto. Com mais de 40 milhões. É pra entrar de mãos dadas com a Nação. É pra entrar em campo e BOTAR PRA CHORAR. É pra entrar  em campo sabendo, Flamengo, que eu sou sua menina, e você é o meu rapaz. É pra entrar em campo honrando o BEM QUE VOCÊ ME FAZ.

Pra vocês,
Paz, Amor e Faltam 5 jogos.

Vivi Mariano

Marcadores:

Postar um comentário

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget