O Flamengo não nasceu pra ser favorito.

Não houve derrotas para Galo, Santos e Palmeiras fora de casa. Simplesmente porque o time foi de desafiante.

Diego marcando gol pelo Flamengo contra o Coritiba - Foto: Bruna Prado/Getty Images
RICA PERRONE: Hoje é dia de juntar as mais incríveis teses sobre o “fracasso” do Flamengo na busca pelo hepta. Do delirante esquema de arbitragem ao Maracanã, já encontraram mil culpados, menos a competência do Palmeiras, que me soa como a mais razoável.

Enfim.

O que acho interessante colocar é que “voltar ao Maracanã” não fez mal ao Flamengo. Os resultados mudaram pela inversão de patamar. O Flamengo que jogava por aí era empurrado a ser campeão. O do Maracanã passou a ser cobrado para se manter na briga.

E isso não tem a ver com torcedores do Rio ou de fora, como pode parecer. Tem a ver com o Flamengo ter tido um ano de superação, que é onde Flamengo e torcida falam a mesma língua. Sem estádio, viajando por aí e ainda assim na briga. Quando viram que dava, a força aumentou e o time se segurou lá em cima.

Quando “dava” virou “tem que dar… fudeu. Esse time do Flamengo não tem condições de ser cobrado como “obrigação” de ganhar campeonato. Tem qualidade, mas passa longe de ser um esquadrão. E no momento em que aquela multidão inverte o empurrão para uma pressão, o Flamengo perde sua força.

Não houve derrotas para Galo, Santos e Palmeiras fora de casa. Simplesmente porque o time foi de desafiante. Quando desafiado, sabemos, é histórico, quase um espelho da seleção em Copas: o Flamengo não reage bem a obrigação.

Não foi o Maracanã que mudou. Foi a queda “do que vier é superação”. Ali, a mesma massa que empurrava no aeroporto passou a esperar algo e não mais busca-lo. É histórico, estatístico. O Flamengo não nasceu pra ser favorito, embora seja toda vez que entra em campo.

Abs

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