Cuéllar desarmou o dobro que Márcio Araújo em Flamengo x Ponte.

O colombiano desarmou seis vezes, o melhor ladrão de bolas da partida. Márcio, outras três. No total, 27 desarmes.

Cuéllar e Márcio Araújo entrando em campo pelo Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
GLOBO ESPORTE: O gol de Réver, nos acréscimos do primeiro tempo, com um jogador da Ponte quase tirando a bola e que ainda bateu no travessão, resume a partida do Flamengo. No minuto anterior, a Ponte tinha chance na cara de Thiago, mas o árbitro assinalou erradamente impedimento. Era o momento mais perigoso da partida para um Flamengo inseguro e que ainda tenta se encontrar.

A vitória por 2 a 0 alivia – gols de cabeça de Réver e Damião - e pode até recuperar a confiança do time de Zé Ricardo. Mas as dificuldades na criação, a inspiração em falta e a produção ofensiva oscilante continuaram na atuação do Flamengo - méritos também de um sistema defensivo bem armado pelo time de Campinas. Os principais lances do time saíram dos pés de Vinicius Junior em jogadas isoladas – na maior parte das vezes, em bolas levantadas na área – foram 29 cruzamentos na área em toda a partida.

Zé preferiu mudar o meio de campo. Estava insatisfeito com a competitividade do time. Sem Willian Arão, titular desde que chegou ao clube em janeiro de 2016, Cuéllar entrou, mas foi Márcio Araújo quem se arriscou um pouco mais no ataque. Na marcação, a dupla funcionou bem. O colombiano desarmou seis vezes, o melhor ladrão de bolas da partida. Márcio, outras três. No total, 27 desarmes, o maior índice do Flamengo na competição – nove vezes mais do que na última partida, contra o Avaí, em Florianópolis.

Com melhor passe do que Márcio, o colombiano, mesmo mais recuado, não desarmou apenas. Normalmente afobado no combate, desta vez Cuéllar foi preciso e errou pouco – apenas um passe. Num dos lances, evitou drible de Renato Cajá e puxou contra-ataque. Como na segunda etapa, quando ganhou no lado direito da defesa, levantou a cabeça e lançou Vinicius Junior sozinho.

- A gente queria jogar com dois homens à frente da nossa zaga, então optamos pela aproximação do Márcio mais à frente, porque Cuéllar tem visão profunda de passe mais qualificada . Seria melhor para trabalhar com homens de beirada, tanto Vinicius quanto Everton. Deu não só opção de passe, na vertical. Mas se perdesse a bola, a ideia era ter dois mais próximos para pressionar. Com isso tirava um pouco da pressão do Márcio. Essa foi a ideia, que no segundo tempo ficou mais evidente – disse o técnico.

Vinicius faz diferente

Titular pela segunda vez, o garoto recebeu elogios e também teve a atenção chamada por Zé Ricardo. Mas era um raro ponto de desequilíbrio do time. No primeiro tempo, girou perto da área e colocou na medida para Leandro Damião, que não alcançou. Em seguida, outra, agora pela esquerda, mas o atacante não conseguiu acertar a cabeçada. Pela primeira vez, o camisa 20 atuou mais solto e se movimentou mais num ataque pouco móvel – e que gerou críticas de Zé Ricardo pela falta de combatividade na saída de bola e no acompanhamento dos jogadores da Ponte.

Berrío de volta domingo

A dobradinha com Damião funcionou finalmente no início do segundo tempo. Antes, Aranha fez defesa fantástica após toque do atacante. No segundo tempo, Damião escorou de cabeça e depois recebeu de Vinicius para marcar e praticamente garantir a vitória do Flamengo.

No quarto jogo desde que retornou da lesão, Diego ainda fica longe do jogador criativo e que faz o Flamengo andar em campo. Foi novamente marcado de perto e teve dificuldade de ganhar jogadas simples. Conca entrou no fim e deu o tom de um time que vai começar a ganhar mais opções em breve. Antes de Everton Ribeiro, que deve ter condições de jogo contra a Chapecoense – assim como Rhodolfo -, o treinador espera contar com Berrío pelo menos para o banco no fim de semana contra o Fluminense.

O desafio ainda é jogar melhor. O Flamengo da arrancada no Brasileiro do ano passado, que tinha em Arão um jogador envolvente, em Diego a certeza de bons passes e aproximação da área, ainda está distante. Zé Ricardo sabe disso. O técnico, pressionado, parece que preferiu rearrumar a casa começando pela proteção do time do meio para trás. Contra a Ponte, sofreu pouco. É hora de regularidade, ele avisou. E de equilíbrio entre ataque e defesa.

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