Cuéllar ganha espaço no Flamengo e Márcio Araújo desaparece.

Uma etapa parece concluída por ora. Cuéllar deve ter sequência no time do Flamengo.

Cuéllar em Flamengo x Fluminense - Foto: Gilvan de Souza
GLOBO ESPORTE: Éverton Ribeiro e Rhodolfo participam de jogo-treino contra o Barra da Tijuca nesta tarde, às 15h, no Ninho do Urubu. Tudo indica que os dois novos reforços já vão aparecer entre os 11 na escalação de Zé Ricardo na próxima quinta-feira, às 21h, contra a Chapecoense. O teste desta tarde vai servir para o treinador observar seus novos atletas, mas também para que ele reveja mais pequenas mudanças que já estão em curso no time do Flamengo.

Com cinco empates nos primeiros oito jogos no Brasileiro, o – cada vez mais - milionário elenco rubro-negro ocupa posição intermediária até aqui. São nove pontos de diferença para o líder Corinthians. Usar o que tem de melhor entre os 35 jogadores disponíveis é imperioso.

Uma etapa parece concluída por ora. Cuéllar deve ter sequência no time do Flamengo. Até bem pouco tempo, Zé Ricardo não demonstrava muita confiança em usá-lo. Era nítido que o treinador se sentia mais seguro com a dupla Márcio Araújo e William Arão, o que continuou acontecendo com a chegada de Rômulo – hoje o quarto da lista na proteção da zaga.

Depois de um início de ano bom – com direito a aplausos no Maracanã, após a vitória contra a Católica -, Márcio errou bastante nos últimos jogos e pôs em risco a defesa que tanto tenta proteger. Ele não é “o pior jogador do mundo”, como o próprio reclamou se sentir diante de tantas críticas de torcedores e de imprensa. Mas a posição atual, subindo mais ao ataque, mostra que há opções melhores no Flamengo. Veja os lances dele no jogo deste domingo abaixo.

Arão reaparece bem. Mas precisava ter saído?

William Arão saiu do time, segundo Zé Ricardo, porque havia caído de rendimento. O treinador lembrou que o meia jogou quase 90% dos jogos sob seu comando e disse que um descanso era preciso para recuperar o bom futebol. Arão descansou por 135 minutos. Ficou de fora contra a Ponte Preta e dos primeiros 45 minutos contra o Fluminense.

Mas na função que Araújo jogou neste período Arão é bem superior. Ele tem mais visão de jogo, melhor toque de bola e presença na área – terreno onde Márcio, originalmente segundo volante, pouco pisa –, além de ter entrosamento nas bolas aéreas, com desvios para o segundo pau ou cabeçadas diretas para o gol.

Após o empate contra o Avaí, Zé admitiu, em entrevista coletiva, sacar Arão do time titular. Antes de pegar a Ponte, em nova entrevista, disse que ele recuperaria o bom futebol dentro de campo. Ficou a sensação de que o treinador estava em dúvida ao tirar um dos pilares da sua equipe – o que se reforçou com os elogios a Arão depois da partida na Ilha do Urubu. Depois do Fla-Flu, o técnico lembrou que tirar Araújo traria um risco, pois este é mais veloz do que Arão para a cobertura, no que tem razão. O técnico citou o contra-ataque do Flu no pênalti do segundo gol.

Meio leve e hábil. Zaga pesada

Zé tem o desafio de buscar o equilíbrio num time que pode ter um meio de campo e ataque com bastante talento. Vai treinar até a exaustão estas peças que precisam se complementar. Claro que é preciso de boas condições físicas, mas um time com Cuéllar, Arão, Diego, Everton, Éverton Ribeiro e Guerrero – bem provável de atuar na quinta – tende a manter a posse de bola ainda mais nos pés do Flamengo – como já é hábito nos times de Zé Ricardo.

Ao mesmo tempo que tem a chance de explorar todo talento ofensivo, Zé tem uma aparente lacuna na sua defesa. Nos últimos jogos foram dois gols de contra-ataque – Avaí e Fluminense, depois do pênalti -, nas costas de Juan e Réver, que não são zagueiros velozes, que vão apostar corrida com atacantes.

Rhodolfo tem 1,93m. Não é também um velocista. Na sua apresentação, o jogador de 31 anos lembrou que pode compensar com experiência e posicionamento a suposta lentidão de uma zaga ao lado de Réver. É certo que a maioria dos times vai jogar no erro do Flamengo – que vai se dar ao luxo de ter Conca, Ederson, Berrío, Vinicius Junior e companhia no banco. Mas o Flamengo não pode abrir mão de buscar vitórias atrás de vitórias se quiser subir na tabela e disputar o título brasileiro de 2017.


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