Engenheiros do Flamengo avaliam se é Muralha ou é mureta.

A história de Muralha na seleção estava sendo construída aos poucos, tijolo por tijolo. Felipe não quer saber.

 Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo
EXTRA GLOBO: Muralha, muro ou mureta? A fase ruim e as seguidas falhas cometidas pelo goleiro rubro-negro deixaram a torcida do Flamengo insatisfeita e a relação de amor entre os dois azedou de vez. Para muitos flamenguistas, o jogador não merece o apelido.

Felipe Campos Silva, 31 anos, conta que já foi um dos grandes defensores de Muralha nas resenhas de mesa de bar. Hoje, a história é outra.

— Não dá mais para defendê-lo. Aquele paredão poderoso hoje virou um murinho baixo, inofensivo — comenta o torcedor, que entende do assunto: é estudante de Engenharia Civil e posou para o Zuera Extra com a camisa do Flamengo na famosa mureta da Urca, singela homenagem ao goleiro.

A história de Muralha na seleção estava sendo construída aos poucos, tijolo por tijolo. Felipe não quer saber.

— Imagine essas falhas lá no mundial da Rússia? Tenho assistindo outros jogos do Brasileirão para avaliar os goleiros e ver boas opções no mercado para o meu Mengão. Até uma falha por jogo eu estou aceitando. Mas duas, não — brinca o torcedor.

Outro flamenguista, o engenheiro civil Thiago Barbosa, 34 anos, diz que o apelido hoje não faz mais o menor sentido. Ele afirma que se a Muralha da China tivesse a mesma segurança passada pelo Muralha brasileiro, os invasores teriam conquistado todo o país oriental em tempo recorde.

— Ele podia pelo menos esticar os braços, né? — diz Thiago, nada otimista.

Débora Ladeira, engenheira civil e torcedora do Flamengo, explica que a diferença entre as três construções é o tamanho e a dificuldade de ultrapassá-la. Muralha é alta, que não dá para pular, feito a da China; muro é menor; e mureta é baixa, à meia altura de uma pessoa, como a da Urca.

— Eu detesto evocar o nome do goleiro. Mas as atuações do Muralha mostram que ele é muro. Não é mão de alface. Só não é 100% uma mureta porque ele não é tão medíocre — avalia Débora.

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