Gilmar Ferreira vê time do Flamengo sem "conjunto".

Faltou justo a experiência para impedir que o Flamengo trabalhasse na intermediária ofensiva.

Guerrero reclamando de goleiro do Fluminense - Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images
GILMAR FERREIRA: Difícil dizer que o Vasco é o melhor time do Rio na Série A do Brasileiro apenas porque fez em casa cinco de seus oito jogos.

Talvez até seja, mesmo, o que não deixa de ser uma virtude.

Mas o fato é que o "monstrinho feio e pobre" de São Januário faz ao menos um papel mais digno do que se previa.

Tem quatro vitórias e quatro derrotas e ocupa a sexta colocação.

O Botafogo, que vivia seu jejum de quatro rodadas sem vitória, ensaia uma reação...

E a dupla Fla-Flu ainda patina, cada qual com suas peculiaridades.

FLUMINENSE 2 x 2 FLAMENGO.

Dos 14 jogadores utilizados por Abel Braga, nove foram revelados no clube e são jovens promissores que tiveram de se desdobrar para conter a força do adversário.

Por isso o empate no fim soa como castigo.

Faltou justo a experiência para impedir que o Flamengo trabalhasse na intermediária ofensiva.

Nos minutos finais, a bola queimou no pé e o Fluminense sofreu o gol de empate.

Está sem vencer há quatro jogos e a posição na tabela já assusta.

Até porque três dos próximos cinco jogos serão fora de casa _ e um outro o clássico contra o Botafogo.

O Flamengo, que venceu um de seus últimos seis, parece seleção sem conjunto.

Tem bons jogadores, mas um padrão irregular.

Entra "craque", sai "craque", e o jogo é a bola alta na área e os chutes de longe.

Se fechar o corredor lateral, o time de Zé Ricardo não evolui.

E aí passa a tentar ir no abafa.

Solução?

Treino, treino e treino.

Só que não há tempo e ainda há mais "craques" para serem lançados.

Conjunto?

Talvez, em agosto...

CHAPECOENSE 0 x 2 BOTAFOGO.

O time de Jair Ventura é forte em jogos fora de casa _ o que nem sempre lhe garante os três pontos.

Mas em 2016, por exemplo, das onze vitórias do returno, seis foram como visitante.

Este ano, desfalcado e ainda em fase de encaixes, evolui com dificuldade.

A ausência de Aírton e Camilo, afeta muito a mobilidade ofensiva.

E, apesar das boas atuações de João Paulo e Bruno Silva, falta solidez.

Vejamos os próximos dois jogos no Rio, contra Vasco e Avaí.

É o momento de se consolidar no primeiro bloco.

VASCO 1 x 0 AVAÍ.

O jogo ainda não flui com a devida naturalidade.

Mílton Mendes tem problemas na transição defensiva, como teve Jorginho a partir da contusão de Marcelo Mattos em julho do ano passado.

Mesmo com Nenê, Matheus Vital e Pikachu recompondo para fazer a linha de cinco com Jean e Douglas!

Neste jogo, perdeu o primeiro por lesão e Wellington não deu conta.

Time já tem volume ofensivo e isso é bom.

Agora é ajustar a compactação e esperar que os distúrbios políticos não afetem o emocional dos jogadores.

Eurico Miranda fez acordo com facções organizadas para garantir o apoio nas arquibancadas e seus aliados reagem a protestos com brigas e xingamentos.

Na democracia do ditador, não se pode gritar "Fora, Eurico!".

Torcedores relatam nas redes sociais a ação violenta dos policiais militares nas arquibancadas de São Januário.

E sócios se queixam da ação repressora dos seguranças nas cadeiras.

Ainda assim, em meio a lamentáveis distúrbios políticos, o time caminha.

Cheio de limitações, mas caminha.

Resta saber até onde poderá chegar...


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