Ilha do Urubu.

Desce a marreta feio nos Smurfs, o que gera comentário injusto de que eu tenha preferência política por A ou B do Flamengo.

(Arena) Ilha do Irubu, novo Estádio do Flamengo - Foto: Paparazzo RubroNegro
BOTECO DO FLA: A Nação Rio anda com sentimentos distintos em relação ao seu novo, ainda que provisório, lar para os jogos na Cidade Maravilhosa. A repaginada Arena da Ilha, agora com nossas cores e batizada com um belo nome escolhido pela própria torcida, abre suas portas no próximo dia 14 para, esperamos, ser mais uma arma jogando a favor na campanha de início turbulento no Brasileirão 2017.

Apesar da euforia de voltar a ter um campo pra jogar bola em sua cidade natal, enquanto se espera algum tipo de resolução para a Novela Maracanã, que se arrasta vagarosa e indefinida, boa parte da torcida vem reclamando dos preços dos ingressos e mais ainda da falta dos mesmos não só para os que não aderiram aos planos ST, como até mesmo para os associados em faixas mais baratas.

O Setor Norte, que faria o papel do Setor Popular, uma mera invenção que só existe na nomenclatura, custa 80 para o ST na faixa do plano de maior adesão e 160 para o público em geral... Se chegasse a sobrar, o que é impossível. No pacote para os três primeiros jogos por lá (Ponte, Chapecoense e São Paulo), aproximadamente 70 cada partida para os afiliados. Esses valores não estão levando em consideração o eterno debate sobre as cobranças da famosa meia da meia e seu mar de carteiras estudantis falsas. Quando esse fator é considerado na equação, os preços caem para valores bem aceitáveis, tanto para quem realmente tem direto, como para os que usufruem do mesmo de forma indevida.

A revolta de parte da torcida era previsível... Mas, infelizmente é mais uma questão física que qualquer outra coisa. Em muitos jogos no Maracanã há dificuldades na compra de ingressos. Óbvio que isso se reproduz em escala maior, quanto menor for o estádio. A Nação já não cabe direito em um com 80 mil lugares, se passa para um com 20 mil então...

Vale lembrar, só como exercício de raciocínio, que está nesses moldes porque é Brasileirão e a fase não é das melhores. Caso acontecesse jogo de Liberta por lá, ou se nosso começo não estivesse tão abaixo das expectativas na competição nacional, a procura seria infinitamente maior e, Leis do Mercado, os preços também.

Solução? Simplesmente não existe e, se algum freqüentador do Boteco tem alguma, a Gerência é toda ouvidos e agradece. O jeito é encarar como uma... Transição Estratégica. Um sacrifício para que a pressão nos (não) responsáveis pela (não) gestão do Maracanã funcione melhor. O outro clube que utiliza o outrora Maior do Mundo, o fluminenCE, em breve deve abandonar o treco e voltar para Édson Passos. Apesar de contrato mais vantajoso que o do Flamengo, a brincadeira por lá só vale a pena pra Fidalguia das Laranjeiras quando o público passa de 25 mil, o que não vem acontecendo.

Sobre a elitização dos preços e do público no futebol, que em tempos idos custava o mesmo que uma ida ao cinema, não é exclusividade nossa. Recomendo MUITO, não exatamente só por esse tema, mas por tudo que trata sob o olhar de um torcedor fanático do Arsenal, o “Febre de Bola” do Nick Hornby. Um dos dois livros em minha vida que me arrancaram lágrimas. Claro que não pela temática financeira.

Em certo trecho, no qual relata o processo de elitização das arquibancadas, diz o autor, como um conselho para os dirigentes, algo mais ou menos nessa linha de raciocínio: É bom vocês darem um jeito de conseguir um ou dois títulos todo ano. Essa gente tem outras opções de diversão e vai embora se perder o interesse. O povo sem dinheiro, esse só tem mesmo o Arsenal na vida.

Fora tudo isso exposto, preços altos não são exatamente uma novidade após o Raio Fifetizador passar pelo país. Ingressos sofreram uma alta de forma não seletiva. Já paguei caro em jogos fracos porque eram nas tais Arenas Pasteurizadas da Copa do Mundo... Mas também já fiz em qualquer estádio comum de lá pra cá.

“Cês” sabem que volta e meia o Tio aqui desce a marreta feio nos Smurfs, o que gera comentário injusto de que eu tenha preferência política por A ou B do Flamengo. Mas dessa vez... Não há muito o que fazer. Tem que ter a Ilha do Urubu? Tem. Mas a Nação Rio jamais caberia em um estádio desse tamanho.

Enquanto não existir outra solução, terá que ser essa. Como uma Instituição Sagrada do Planeta Bola parece ser a busca por culpados em toda e qualquer situação... Dessa vez, se pedras virtuais precisam ser arremessadas pra algum lado, o endereço não é nem Gávea e nem Ilha do Urubu. Odebrecht + Governantes, esses são os culpados por você não estar ao lado do Flamengo.

PETISCOS

. ESTOU ISENTO. Alguém deve pintar aqui e me chamar de elitista. Só pra deixar claro, enfrento momento de turbulência financeira e também não estarei presente na Ilha do Urubu. Que se registre nos autos, como escudo contra as pedras virtuais.

. POLÍCIA RUBRO-NEGRA. Todo mundo na Ilha tem que tomar conta de si e vigiar o coleguinha do lado. Claro que as forças contrárias da arcoirizada devem estar doidas pra algo dar errado e o Flamengo sofrer algum tipo de punição.

. PACIÊNCIA. A Ilha é provisória e uma peça fundamental no jogo de xadrez que há de encaminhar o Maracanã para as nossas mãos, ou de alguém que não queira explorar de forma injusta o Flamengo. A Ilha do Urubu é a nossa torre.

. ENGENHARIA. Bem... Um brother frequentador do Boteco defende a construção de um estádio modular para 170 mil pessoas (???!!!). Eu assino embaixo, apesar de achar que é tecnicamente inviável.

. DOR DE CORNO. O Séquito de vices do Presidente Carlos "Eurico” ironiza e torce contra, mas por dentro eles devem ficar se remoendo e pensando: “Carái... E pensar que nem grama a gente conseguiu botar direito naquela bagaça”.

. GERAÇÃO HISTÓRIA. Nesse ponto eu mereço pedra por ter vivido a minha infância nos anos 80, mas todo rubro-negro que está vivendo o hoje está fazendo parte de um processo importante para o futuro do clube. A Geração Paciência.

. GERAÇÃO NUTELLA. “Não vou pagar um tostão para ver esse time”. Deveria ter um jeito de monitorar, printar, e vetar ingressos para quem pensa desse jeito assim que as coisas se acertarem em campo. Eh, eh, eh...



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