Marllon quer fazer valer a "Lei do Ex" contra o Flamengo.

Em vez de coração balançado, o defensor vê a chance de enfrentar o Flamengo como uma oportunidade especial.

Foto: Fabio Leoni/ PontePress
GLOBO ESPORTE: A "Lei do Ex" no futebol é famosa. Que torcedor não se treme todo quando vê no adversário um jogador que por muito tempo atuou no seu time de coração? E na Ponte Preta, rival do Flamengo na próxima quarta-feira, às 21h, na Ilha, há quatro ex-flamenguistas. Emerson Sheik, Rodrigo - aquele mesmo que defendia o Vasco até 2017 -, Negueba e Marllon. Do quarteto, somente o último, zagueiro campeão da Copinha em 2011, jamais enfrentou o clube que o revelou e pelo qual torcia quando pequeno. E, mesmo com apenas seis gols na carreira, espera pegar carona na lei que já pegou o Fla neste Brasileirão com Elias, do Atlético-MG, e Thomás, do Sport.

- Fiquei feliz pelo Thomás, o considero como irmão. Crescemos juntos. Espero que jogue ao meu favor também (risos). Conto com a lei do ex. Fazer um gol é um sonho, ainda mais se tratando de um jogo contra o Flamengo, com a família em peso aí. Espero fazer um gol e sair vitorioso, que é o mais importante - afirmou o zagueiro de 25 anos, cinco destes dedicados ao Fla (de janeiro de 2009 a dezembro de 2013).

Campeão ao lado de Thomás, Marllon, porém promete não polemizar caso marque como o amigo fez ao gesticular que "87 é do Sport" na última quarta ao anotar o segundo gol da vitória por 2 a 0 do Leão.

- Vou comemorar de qualquer forma, mas sem ser polêmico. Não tem por que botar polêmica e sim comemorar um gol, que é importante.

Em vez de coração balançado, o defensor vê a chance de enfrentar o Flamengo como uma oportunidade especial.

- É o time pelo qual eu torcia muito e cheguei a ir ao Maracanã. Vesti a camisa e me profissionalizei pelo Flamengo. É uma alegria imensa de jogar contra, clima totalmente gostoso. Todo mundo quer aparecer e jogar nesse tipo de jogo. Vai ser muito bom.

Confira outros trechos do papo com Marllon:

Fla pressionado na estreia de sua nova casa
Tem lado positivo de ele estarem estreando a Ilha do Urubu, acho que é o nome que estão dando. Vão botar um caldeirão pela torcida que o Flamengo tem. Eles estão vindo de crise, temos que tentar tirar esse lado negativo, marcar bem forte, jogar a torcida contra eles e fazer um grande jogo.

Juan como espelho
Sempre me declarei muito fã do Juan. Sempre que perguntam de zagueiro como exemplo eu falo dele e dessa vez não é diferente. Quando eu era mais novo, falavam que eu era parecido com ele. Espero jogar 10% do que ele jogou e chegar no nível que ele chegou.

Ele é artilheiro, tem 30 gols só pelo Flamengo. Você tem seis como profissional. Não é muito a sua de fazer muitos gols...
Dá tempo ainda (risos), quem sabe as coisas não mudam?

Por que acha que não se firmou na Gávea após ganhar a Copinha de 2011?
Pelo momento que o Flamengo vinha. Brigava no meio da tabela para baixo, e aí demitiram o professor Luxemburgo, depois o professor Joel. Isso não me ajudou. Tive sequência boa com Joel, mas equipe nao vinha bem. Não tenho muito o que lamentar, faz parte do futebol.

Sonha com o retorno à Gávea?
Ficaria feliz, mas meu desejo é fazer um grande campeonato pela Ponte.

Vontade de jogar na Itália
Eu estou vivendo um grande ano, trabalho bastante para que isso aconteça. Tenho sonho muito grande de jogar no Campeonato Italiano, espero realizá-lo. Acho que os zagueiros que vêm de lá têm uma tática defensivamente muito forte, cresci vendo e aprendi a gostar. A Juventus tem uma defesa muito sólida, dificilmente toma gol.

Dupla de zaga com Rodrigo, desafeto de Guerrero nos jogos entre Flamengo e Vasco
Pessoa muito boa, tiro proveito da experiência dele, nos comunicamos muito e nos cobramos muito para terminar os jogos sem tomar gols. A experiência dele tem me ajudado muito.

Ponte Preta forte mesmo após saídas de William Pottker e Clayson
Mérito total da diretoria e da comissão técnica. Perdemos Pottker e Clayson, mas eles souberam aproveitar os jogadores do elenco. Ficamos tristes pela saída de amigos, mas diretoria e comissão trouxeram Emerson Sheik e o Léo Artur, que veio do Corinthians.

Estamos fazendo grande ano, chegamos à final do Paulistão, infelizmente não conseguimos o título, mas começamos o Brasileiro muito bem. Espero que a gente conquiste coisas maiores e faça um grande ano em 2017.

"Torcida organizada" de Marllon na Ilha do Urubu
Minha mãe não vai, tem medo de estádio cheio, mas meu irmão e muitos amigos vão estar presentes. Muitos flamenguistas, mas vão torcer pela Ponte. Já peguei 15 ingressos para distribuir para a minha rapaziada.



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