Novos ares.

Como se o jogo fosse no Interior do Cazaquistão e como se o Flamengo nunca tivesse jogado lá na vida. Enfim...

Escudo do Flamengo na Ilha do Urubu - Foto: Gilvan de Souza
BOTECO DO FLA: Sorin

A situação não é confortável, é bem verdade. “Tamo” nós naquele que foi nosso habitat natural por longos e longos anos: a Meiúca da Tabela. E olha que em alguns desses períodos a gente até agradecia por estar ali, quando a outra opção era flertar perigosamente com o Z4.

Mas nada como três pontinhos pra dar uma respirada e acreditar que o pior já passou. Ok... O futebol apresentado não foi exatamente de encher os olhos e, dando um confere nos melhores momentos da partida contra a Ponte Preta, dá até certo conforto saber que o fluminenCe anda de pires na mão, sem poder contratar, e com 67 desfalques para o Clássico de domingo. O Abel vem dando o jeito dele e fazendo boa campanha. Ia ser complicado se eles viessem completos, já que ainda não podemos contar com todos os nossos reforços... Ah... Mas isso é assunto pro texto de amanhã.

Foi boa a estreia na Ilha do Urubu. Sem tumultos, alguns transtornos naturais de uma primeira vez e vitória com gol inaugural do Capitão. Tudo bem que se conseguiu a proeza de não lotar um jogo que tinha menos de 17 mil ingressos disponíveis para a venda. Talvez um reflexo dos preços um pouco salgados para os que não são associados aos planos de ST e, mais que isso, não deram o jeitinho brasileiro de pagar meia sem direito. Valendo lembrar que 80% dos que compraram, não pagaram o “preço cheio” de 160 reais. Ou é um país em que a educação vai de vento em popa, com todo mundo estudando por um futuro melhor... Ou é aquilo que a gente sabe mesmo. De qualquer forma, é um dado e a Smurfada deve avaliar o que fazer no futuro.

Tem aquilo também das velhas desculpas da Nação Rio. Os famosos “o jogo é muito tarde” e “a Ilha é longe”. Duas grandes inverdades, já que se fosse em boa fase ou pela Libertadores certamente ia ter até mais gente que os 20 e sei lá quantos mil da capacidade máxima. Diga-se de passagem... Vi muita gente comentando a ida para a Ilha, que é aqui do lado, como se o jogo fosse no Interior do Cazaquistão e como se o Flamengo nunca tivesse jogado lá na vida. Enfim...

Nova opção que provou, ainda que apertada, ser melhor negócio que pagar as taxas absurdas do Odebrecht Maracanã Stadium. E vale a paciência da Nação Rio nesse jogo de xadrez pra fazer a Nossa Casa de Verdade parar nas nossas mãos. O próprio fluminenCe já planeja debandar de lá. Seja pra Édson Passos em um primeiro momento, ou a longo prazo para um possível estádio próprio a ser construído no Parque Olímpico.

Contribuem para a sensação de novos ares também a estreia do Conca; o fim oficial da Nossa Vida Sem Diego Ribas; a chegada dos novos reforços; a cada vez maior desenvoltura do Vinícius Jr e... Mais importante que isso, e provável resultado da reunião do ZR com a Smurfada, uma maior flexibilidade em relação ao time que inicia a partida. Muralha, Vaz, Arão, Pará, todo mundo sentindo que a titularidade depende de um monte de coisas que são feitas ou não no campo de jogo. Como tem que ser.

E é claro... O Tio aqui tem consciência plena... Pode ser somente impressão de coração apaixonado. Aquele que sempre tá pronto pra fechar os olhos para os defeitos e potencializar ao máximo as virtudes. Diga-se de passagem, atitude não muito na moda entre a Nação. Principalmente nas redes sociais.

Bom saber que o otimismo desvairado das paixões não é exclusividade nossa. Jornalistas espanhóis trataram o desempenho do Vinícius Jr na quarta, que foi uma atuação ok, com os seguintes adjetivos: “pura magia” e “modo imparável”. Nunca será só futebol.

Bora seguir torcendo. Tudo vai acabar bem.

Isso aqui é Flamengo.

PETISCOS

. O FUTEBOL RESPIRA. Fla-flu com 50/50 e a possibilidade de Flamengo e Vasco nos mesmos moldes. Vamos observar.

. SEGUNDA DIVISÃO. Tenho certa implicância com a Sula porque ela parece uma espécie de segundona da Liberta. Olhando os nomes de alguns times eu passo até a achar que estou certo: Patriotas, Oriente Petrolero, Boston River, Defensa Y Justicia... E vá lá... Não “tamo” podendo gastar com eles, mas o nome é peculiar: Palestino.

. MESA DA JOGATINA. No geral, BIS FOOTBALL CLUB (Bismarck Leal) lidera a Liga do Boteco. No mês, ARUAÉNOIZFCLUB (Kevin Kempner) é o primeiro colocado. Já os 12 que iniciaram pelo Flamengo na quarta fizeram bonito na rodada: 96,38 pontos

. DITADURA EURIQUIANA. A torcida Guerreiros do Almirante do Vasco, que é a Nação 12 deles, não vai comparecer ao próximo jogo em São Janu por estar sofrendo ameaças dos seguranças para que não existam manifestações contra a diretoria. Olhando isso a gente acha até que as bananas do Bandeira são um sinal de educação e democracia plenas.



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