Corinthians x Flamengo: Carille e Zé Ricardo duelam pela 1ª vez

Antes do confronto, ambos os técnicos trocaram elogios. Zé Ricardo, por exemplo, ressaltou o modelo de jogo à la Tite mantido por Carille.

Daniel Augusto Jr /Corinthians e Juan Mabromata/AFP
UOL: A partida entre Corinthians e Flamengo neste domingo terá um duelo inédito entre jovens treinadores. O confronto de Itaquera será marcado pela disputa direta entre Fábio Carille e Zé Ricardo, que se tornaram soluções caseiras nos últimos meses, mas chegam em fases distintas para o jogo.

Campeão carioca esse ano, Zé Ricardo, 46 anos, comanda o Flamengo pressionado após uma eliminação precoce na Libertadores e uma campanha apenas regular no Brasileirão - o time rubro-negro ocupa a quarta posição. Já Carille, 43, que também venceu o estadual, levou o Corinthians a quebrar todos os recordes na era dos pontos corridos (invicta, a equipe soma 40 pontos, 12 a mais que o rival deste domingo.

Antes do confronto, ambos os técnicos trocaram elogios. Zé Ricardo, por exemplo, ressaltou o modelo de jogo à la Tite mantido por Carille.

"Não é só a defesa que é eficiente. Vamos tentar fazer partida perfeita para vencer lá no estádio do Corinthians. Temos que tentar quebrar essa sequência", disse o treinador do Flamengo.

Carille, por sua vez, frisou que o Corinthians se preparou para todas as situações da partida e exaltou a qualidade técnica de alguns jogadores de elenco rubro-negro, como Diego, Everton, Guerrero e Everton Ribeiro.

"Temos de respeitar, tecnicamente o Flamengo é muito acima, jogadores qualificados. Já pegamos o Santos que a gente esperava proposta ofensiva e não teve. Acredito que o Flamengo vai agredir, é bom para nós, temos de marcar e fazer bem nosso jogo sem bola", afirmou Carille, que teve apenas um breve contato com Zé Ricardo no ano passado, antes de uma partida disputada em Itaquera - o Corinthians venceu por 4 a 0, com Cristóvão no comando.

Trajetórias parecidas

Após a frustrante passagem de Muricy Ramalho, o Flamengo colocou Zé Ricardo, então campeão da Copa São Paulo, como técnico interino. O treinador contava com grande apoio dos torcedores nas redes sociais e ganhou força após bom desempenho e resultados satisfatórios nos primeiros jogos.

Carille chegou a comandar o Corinthians (também como interino) após a saída de Tite, mas viu o clube alvinegro optar pelas contratações de Cristóvão Borges e Oswaldo de Oliveira. Dessa forma, o ex-auxiliar de Mano Menezes e Tite foi alçado ao cargo de treinador somente na segunda quinzena de dezembro.

Zé Ricardo assinou contrato até o fim de 2016 depois de dez jogos e viu o time brigar até o fim com o Palmeiras pelo título do Campeonato Brasileiro. Nesse momento, estabeleceu-se como técnico de potencial inquestionável no Flamengo, que assegurou a permanência do treinador até o fim de 2017.
No início da atual temporada, Zé Ricardo e Carille comemoraram o primeiro título como profissional. O Flamengo superou o Fluminense de Abel Braga na final, enquanto o Corinthians sagrou-se campeão contra a Ponte Preta depois de vencer todos os principais rivais.

Para Zé Ricardo, o título estadual sinalizava como um motivo para impulsionar a carreira do treinador. O troféu, entretanto, transformou-se em um dos últimos momentos de alegria do treinador, pois o técnico passou a ser perseguido por parte da torcida após eliminação precoce do Flamengo ainda na fase de grupos da Libertadores.

Além disso, a insistência em jogadores como Márcio Araújo, Rafael Vaz, Alex Muralha e Matheus Sávio, por exemplo, minaram o clima do treinador. Pressionado externamente, Zé Ricardo goza de prestígio com a diretoria do Flamengo, que entende se tratar de um bom trabalho.

No Corinthians, Carille conseguiu levar o Corinthians a uma evolução nítida após a campanha vitoriosa no Paulistão. Sólido defensivamente desde os primeiros jogos da temporada, o líder do Brasileirão passou a ter um desempenho melhor no meio-campo e ataque.

O bom trabalho do treinador é refletido na campanha histórica da equipe alvinegra: em 16 jogos, são 12 vitórias e quatro empates. A defesa corintiana é a mais sólida da competição - sofreu apenas sete gols -, enquanto o ataque, o segundo melhor do campeonato, foi às redes em 26 oportunidades.


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