De volta ao Flamengo, Diego vai à Vila, onde tudo começou

A missão do meia, mais uma vez, como vem sendo desde quando retornou ao Brasil, será assumir o papel de protagonista.

Diego, do Flamengo, reencontra o Santos - Arte: Globo Esporte
GLOBO ESPORTE: O bom filho à casa torna." O ditado, apesar de popular, não diz exatamente em qual condição o filho volta. Como visita ou para morar novamente? Tanto faz. Nesta quarta-feira, mais um filho retornará para casa, pela primeira vez: o meia Diego.

Revelado nas categorias de base do Santos, o jogador volta à Vila Belmiro para defender o Flamengo nas quartas de final da Copa do Brasil, às 21h45 (de Brasília). Vendido à Europa em 2004, ele nunca pisou como adversário no gramado em que mais brilhou.

Em alta no Flamengo, apesar do pênalti perdido no empate em 2 a 2 com o Palmeiras, epela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, Diego foi poupado no último fim de semana, contra o Coritiba, por causa de desgaste físico. Nesta quarta-feira, será titular.

Diego foi revelado com Robinho em 2002. Em meio a um momento complicado do Santos, sem recursos financeiros, o técnico Emerson Leão decidiu que apostaria nos garotos na base. E deu certo. Tudo começou em um amistoso contra o Corinthians, antes do Campeonato Brasileiro: a nova fornada dos Meninos da Vila deu show e venceu por 3 a 1. Era o início da carreira vitoriosa do meia como jogador profissional.

Aquele ano foi de vitórias para Diego e o Santos. Juntos, conquistaram o título brasileiro sob muita pressão e certa desconfiança, que custava a passar. As faixas das torcidas alvinegras nas arquibancadas, inclusive, viviam viradas de cabeça para baixo, como forma de protesto.

Na Vila Belmiro, o meia se sentia de fato em casa, mas não significa que o clima era sempre bom. Nas quartas de final do Brasileirão, por exemplo, Diego fez o segundo gol santista sobre o São Paulo e correu para a torcida para desabafar. Nada, porém, que diminua a imagem de ídolo que o jogador ganharia mais tarde.

Foi também no estádio alvinegro onde Diego deu seus primeiros passos em uma Libertadores. Em 2003, virou protagonista na campanha que levou o Santos ao vice-campeonato. Fez gol sobre o América de Cali, da Colômbia, e se destacou nas demais partidas, como contra o Nacional, do Uruguai.

Assim como muitos filhos, Diego criou asas e voou. Voou longe, para o Porto, de Portugal. Após 12 anos rodando a Europa, voltou para o Brasil em 2016, mas para uma nova casa: o Flamengo. No Rubro-Negro, chegou com o status de estrela, pela experiência e as boas atuações nas equipes em que atuou no Velho Continente.

O primeiro reencontro com o Santos foi no segundo turno do Campeonato Brasileiro do ano passado. Melhor para Diego. O meia se destacou e fez um dos gols da vitória por 2 a 0, no Maracanã.

Já em 2017, o reencontro com o clube que o revelou para o futebol foi na Ilha do Urubu, justamente a partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Diego criou, procurou o jogo, deu opção para os companheiros... Como o menino que surgiu na Vila Belmiro em 2002. E, mais uma vez, levou a melhor: 2 a 0 para o Flamengo.

Agora, Diego volta para casa em uma situação confortável - não só por conhecer todos os cantos da Vila Belmiro, mas pela vantagem que permite ao Rubro-Negro perder por até um gol de diferença para ir à semifinal. Se o Flamengo fizer um gol, poderá levar até três para seguir na Copa do Brasil.

A missão do meia, mais uma vez, como vem sendo desde quando retornou ao Brasil, será assumir o papel de protagonista. Agora, em um palco no qual tanto se divertiu e encantou. Mas com outra camisa.


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