Flamengo é apenas um conjunto formado por ótimos jogadores

E isso será rotina: sempre que o time tropeçar, a impressão será a de que a "salvação" ficou de fora.

Éverton e Damião em Flamengo x Grêmio - Foto: Gilvan de Souza
GILMAR FERREIRA: A vantagem de dez pontos do Corinthians para o Grêmio, segundo colocado, já é a maior da história do Brasileiro de pontos corridos.

Nas últimas 15 edições, a maior diferença de pontos estabelecida entre líder e vice-líder após as treze primeiras rodadas foi de quatro pontos.

São números das edições da Série A de 2006 e de 2014.

A primeira, do São Paulo para o Cruzeiro.

A segunda do Cruzeiro para o Fluminense.

Os paulistas foram campeões com nove pontos a mais que o vice.

E os mineiros levaram o título com dez pontos sobre o segundo.

Hoje, os dez de vantagem representam 13,3% dos 75 pontos em disputa.

Mas se nos prendermos aos números alcançados, o tamanho quase dobra.

O Corinthians tem 89% de aproveitamento.

E o Grêmio, 64%.

Ou seja: 25% a mais.

Enfim, são apenas números de um time que mostra sua eficiência vencendo onze dos treze jogos disputados.

É mesmo de assombrar...

FLUMINENSE 0 x 1 BOTAFOGO

Com mais posse de bola, o time de Abel Braga poderia ter tido mais sorte em seu terceiro clássico no Brasileiro.

Mas sentiu a falta de Henrique Dourado, seu artilheiro e melhor referência no quesito conclusão a gol _ errou nove das onze que visou à baliza.

E o histórico mostra que não se deve falhar assim quando o oponente é o Botafogo de Jair Ventura.

O time é bem armado, joga posicionado e sabe exatamente os passos que o levam ao gol adversário _ não importa muito a formação que vá a campo.

Matheus Fernandes, Lindoso e João Paulo levaram meia hora para achar o melhor posicionamento até encaixar e empurrar o tripé Orijuela, Wendel e Scarpa.

Foi quando os alvinegros, "puxados" por Marcus Vinícius, passaram a ameaçar os tricolores, até que Roger fizesse o gol único do jogo.

Depois foi só conter o ímpeto adversário. O resultado deu ao Botafogo o melhor rendimento nos clássicos cariocas – duas vitórias e um empate.

E deixou o Fluminense com a pecha de pior do Rio nos confrontos diretos – duas derrotas e um empate.

VITÓRIA 1 x 4 VASCO

A primeira vitória vascaína em jogos fora de casa já poderia ter saído no empate em 2 a 2 com o Coritiba, quando foi para o intervalo com a vantagem no placar.

Mas o recuo excessivo expôs a fraqueza defensiva e comprometeu o resultado.

Exatamente como ocorreria no Barradão, onde o Vasco esteve a ponto de deixar escapar o tão desejado triunfo, depois de sair mais uma vez em vantagem.

O novo recuo das linhas de marcação e a estratégia de dar a posse de bola ao adversário trouxe o desconforto, o empate e a impressão de mais um fracasso.

Deu sorte que os meias Carlos Eduardo e Cleiton Xavier não conseguiram fazer o time baiano andar.

Alexandre Gallo então abriu mão dos volantes, encheu seu time de atacantes...

E, aí sim, Mílton Mendes soube enxergar a hora de lançar o trio Guilherme Costa, Paulo Vítor e Paulinho, garotos responsáveis diretos pela goleada no placar...

FLAMENGO 0 x 1 GRÊMIO.

Ainda vai levar um tempo até que todas as peças de um elenco invejável formem um time tão harmonioso quanto eficiente.

Por enquanto, o Flamengo é apenas e tão somente um conjunto formado por ótimos jogadores e empurrado por uma torcida empolgada em sua nova casa.

O Grêmio da dupla Renato Gaúcho e Valdir Espinosa, que vinha de três derrotas consecutivas, aproveitou uma falha isolada de Rafael Vaz numa recomposição defensiva e saiu em vantagem com um gol de Luan.

O time de Zé Ricardo passou a ter que controlar os nervos e pensar como furar a barreira defensiva formada pelo trio Michael, Arthur e Ramiro.

Só que tinha o peruano Guerrero para trombar com os zagueiros e atrair a atenção dos volantes.

Meias e laterais trocaram passes, cruzaram bolas, finalizaram de fora da área...

Geuvânio e Vizeu se juntaram a Damião, entrando nos lugares dos volantes Márcio Araújo e Cuellar... mas, nada de o gol sair!

Ficou a sensação de que Berrío pudesse ser melhor opção.

E isso será rotina: sempre que o time tropeçar, a impressão será a de que a "salvação" ficou de fora...


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