Júnior cobra Zé Ricardo e diz que Flamengo não tem "identidade"

O comentarista comparou a equipe de Zé Ricardo com o Botafogo de Jair Ventura, que, em sua visão, tem um time "mais duvidoso".

Foto: Reprodução
SPORTV: Júnior é um homem que conhece o Flamengo como poucos. Ídolo e jogador com mais partidas disputadas na história do rubro-negro, o ex-lateral esquerdo analisou o atual momento do clube após a derrota por 1 a 0 para o Grêmio, na Ilha do Urubu. No "Redação SporTV", ele afirmou que o Fla conta com um visível talento individual, mas que ainda não encaixou o padrão de jogo desejado. O comentarista comparou a equipe de Zé Ricardo com o Botafogo de Jair Ventura, que, em sua visão, tem um time "mais duvidoso", mas que mostra "CPF e identidade" no decorrer da temporada.

- O material humano que o Jair Ventura tem à disposição em relação ao Flamengo é muito mais duvidoso. Mas nem por causa disso o time continua deixando a desejar. Você tira uma peça, bota outra peça, ela está conseguindo mostrar que tem CPF e identidade. O time do Botafogo tem CPF e identidade, o do Flamengo ainda não tem. Tem essa qualidade individual, a gente viu. Se a qualidade individual não aparece, tem dificuldades, principalmente com um time bem montado como é o Grêmio, jogando defensivamente - analisou.

Apesar da comparação, Júnior elogiou o trabalho do comandante rubro-negro até aqui. Para ele, os números em sua passagem pelo clube são favoráveis, o que mostra que ele é um treinador promissor. No entanto, ele crê que Zé precisará estar em um "nível melhor" quando tiver menos jogadores de qualidade disponíveis.

- Acho que os números são muito favoráveis ao Zé. É, realmente, um treinador promissor. Eu vejo que o trabalho precisa ser mais bem avaliado para frente, quando não tiver - logicamente, não vai acontecer - o material humano que tem na mão. Vai ser cobrado pelo material humano que tem na mão, porque vai precisar estar em um nível melhor.

Durante a partida contra o Grêmio, Zé Ricardo tentou mandar o time para frente em busca do resultado positivo. A equipe começou o jogo no 4-2-3-1, mas alterou seu posicionamento na segunda etapa e terminou no 4-2-4. Para Júnior, esse é o tipo de situação que faz um treinador evoluir. Ele acredita, porém, que esta é uma ocorrência que não voltará a se repetir, e citou o exemplo da partida entre Flamengo e Palmeiras, pelo Brasileiro de 2016, quando Márcio Araújo foi expulso e Diego foi substituído na sequência.

- A tendência vai ser evoluir, porque tá começando agora. Algumas situações ele não vai voltar a repetir. Por exemplo, no ano passado, no jogo contra o Palmeiras, o Márcio Araújo foi expulso e ele tirou o Diego. Você imagina em 1981 se, no nosso time, o Andrade é expulso e você tira o Zico para botar o Vitor? Isso não existe. O adversário, quando vê o melhor jogador do lado de lá, ele faz um "ufa". O resultado foi favorável, mas é o tipo da coisa que não vai se repetir, porque vai aprender com aquela situação. A ideia a gente entende, de você tirar um cara, mas você tirar a figura principal, aquela que o adversário tirou duas, três horas de sono do treinador adversário, isso não vai acontecer - disse Júnior.

Com a derrota para o Grêmio, o Flamengo estacionou nos 23 pontos e perdeu duas posições na tabela: agora, é o quarto colocado, 12 pontos atrás do líder Corinthians. O próximo desafio de Zé Ricardo e companhia será no domingo, contra o Cruzeiro, sexto colocado com 20 pontos. O jogo será no Mineirão, casa da Raposa.



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