Kleber Leite sugere diálogo entre diretoria do Flamengo e Zé Ricardo

Se o diálogo estivesse afiado, duvido que Zé Ricardo não pensaria melhor antes de escalar Muralha e, na substituição, colocar Gabriel em campo.

Rodrigo Caetano, Diego Alves e Fred Luz - Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
KLEBER LEITE: Não sei como é a relação entre aqueles que participam do departamento de futebol do Flamengo. Tenho apenas a certeza de que as figuras humanas que por lá circulam são boas e muito bem-intencionadas, o que em última análise é um bom começo.

Hoje, o presidente Eduardo acumula a vice-presidência de futebol e tem como fiel escudeiro, seja para este tema, ou para qualquer outro, Fred Luz que, a meu conceito, é o melhor executivo que já passou pelo Flamengo.

Na sequência, o diretor Rodrigo Caetano, e a comissão técnica, com destaque e, não poderia ser de outra forma, para o treinador, que é Zé Ricardo. Como o assunto é futebol, vou me ater a ele e, desta forma, olhar para Eduardo Bandeira de Mello não como presidente, e sim, como o maior responsável pelo futebol do clube. Claro que a minha análise jamais poderia ser perfeita e justa, na medida em que não tenho profundo conhecimento de causa, não sei, na realidade, como a banda toca, como funciona o sistema. O que espero é que o diálogo não falte.

Já começamos bem, na medida em que há pouca gente envolvida, e esta é a primeira regra para o sucesso do futebol – “quanto menos gente, melhor”. Daí em diante, há de se ter o comandante em chefe como a cabeça pensante, organizador e articulador do processo. Na sequência, cada um executando o que lhe é pertinente.

Confiança entre as pessoas é absolutamente fundamental e, neste aspecto – importantíssimo – tenho certeza absoluta de que haja harmonia e confiança entre os indivíduos aqui mencionados. E, papo, papo, papo, papo… até se depurar tudo. Talvez isto esteja faltando.

Há dirigentes que, por timidez ou, influência de parte da mídia, acham que não podem mergulhar de cabeça, participando de decisões técnicas que, assim agindo, estariam agredindo a ética. Garanto que, com sinceridade e educação, nenhum profissional do futebol, seja ele supervisor, treinador, preparador físico, etc. irá se furtar a discutir e até dividir decisões com um vice de futebol ou, com o presidente do clube. Ao longo de nove anos tendo ocupado as duas funções, jamais tive este tipo de problema, até porque, como na minha empresa, tenho o direito, como presidente ou vice de futebol, de participar de tudo – “inclusive tudo” – que esteja ocorrendo.

Se o diálogo estivesse afiado, duvido que Zé Ricardo não pensaria melhor antes de escalar Muralha e, na substituição, colocar Gabriel em campo. Claro que respeito as convicções do treinador, porém, nem sempre estas convicções caminham de mãos dadas com o objeto a ser alcançado.

A escalação de Muralha, tendo como argumento a experiência, inegavelmente, é defensável, porém, não foi prudente. O argumento de que com Gabriel o time ficaria mais com a bola, pode até fazer sentido, mas pelo histórico recente do jogador, imprudente. E vou mais longe. Zé Ricardo, precisa se preservar, pensar um pouco nele também. Arriscar pra que?

Enfim, tomara que os nossos personagens tenham lido os comentários dos companheiros aqui no blog e que reflitam. Este é o primeiro passo para qualquer coisa caminhar bem. Saber ouvir ou ler é muito importante.

Para finalizar, dizer que continuo confiando em uma caminhada feliz nas três competições que estamos disputando.

Hoje, vendo um programa de TV, achei graça quando um comunicador disse que “nem sempre quem investe mais, tem mais chances de sair vencedor”, referindo-se ao fato de que o Botafogo, na opinião dele, mesmo tendo investido muito menos do que o Flamengo, é o favorito para a decisão da semifinal da Copa do Brasil.

Errou duas vezes. Muito bem fez a diretoria do Flamengo em investir e, quem investe com competência terá sempre maiores chances de atingir o objetivo. Com todo respeito à boa fase do Botafogo, não troco um time pelo outro de jeito nenhum e, tenho convicção cristalina de que vamos para a final da Copa do Brasil.

O que precisamos, talvez, seja conversar mais…

Em tempo: Recebi a informação de que o Governador Luiz Fernando Pezão está empenhado em encontrar uma solução para que, como mandante, o Flamengo possa jogar contra o Botafogo no Maracanã. A marcação do jogo para a Ilha do Urubu preocupa pela segurança dos torcedores. Acho que faz total sentido. Este é jogo para o Maracanã.


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