Lelê confirma adeus do Flamengo: "O aprendizado foi grande"

Expôs uma gratidão enorme pela oportunidade recebida, contou bastidores e fez um balanço positivo.

Reprodução/Instagram
GARRAFÃO RUBRO-NEGRO: por Rafael Rezende

Pouco conhecido no Brasil até chegar à Gávea após um tempo nos Estados Unidos, Lelê venceu a desconfiança, foi útil ao Flamengo e conquistou respeito no cenário nacional. O contrato, assinado por um ano, venceu no dia 30 de junho. Existia a expectativa pela renovação, mas clube e jogador conversaram, entraram em acordo e optaram por seguir caminhos diferentes.

Com a saída confirmada, o ala conversou exclusivamente com o Garrafão Rubro-Negro. E durante o papo, que durou cerca de vinte minutos, expôs uma gratidão enorme pela oportunidade recebida, contou bastidores e fez um balanço positivo. O resultado você confere na íntegra a seguir.

Desempenho satisfatório

"Apesar de ter durado apenas onze meses, considero minha passagem muito boa. Consegui entender várias coisas e evoluir fisicamente e tecnicamente. Meu ano foi especial, sim, não dá para negar. Eu nunca tinha sido tão efetivo na categoria adulta como em 2016/2017. Quando a chance apareceu, percebi que tinha que agarrar. E, então, comecei a correr atrás e tive êxito, mas sei que tenho que melhorar mais aspectos."

José Neto e Rodrigo Carlos como mentores

"O aprendizado foi grande. O José Neto é um treinador que integra a Seleção Brasileira e sempre buscou me ajudar, tanto dentro, como fora de quadra. Eu mesmo o procurei várias vezes para conversar e escutar conselhos. Não posso esquecer de mencionar o Rodrigo, que me conhece há um bom tempo e foi quem me comandou na LDB. Os dois têm importância na minha evolução."

Convívio com atletas tarimbados no esporte

"Já falei com o Marquinhos que espero jogar com ele novamente um dia, pois é excelente treinar com um atleta olímpico. O Marcelinho nem preciso falar nada, é ídolo do país e o Olivinha dispensa comentários, demonstra raça e determinação. Sobre o Ramon, sou suspeito. Jogamos juntos em Limeira e é um amigão que o basquete trouxe. Se eu hesitava em fazer algo, ele me incentivava e dizia que dava para realizar. Ainda teve o JP Batista, que é centrado e focado. Nunca tinha visto um jogador assim. Enfim, atuar ao lado desses caras foi excepcional para a minha experiência."

Maturidade ao citar os dois lados da moeda

"Com as lesões durante o Estadual, não tinha tanto reserva para trocar e eu entrei. Logo pensei que precisava assumir uma responsabilidade maior. Foi muito legal ser campeão pelo Flamengo. Eu jamais esquecerei do título. Entretanto, a temporada não acabou do jeito que a gente queria, acabamos eliminados nas quartas de final do NBB e não disputamos a Liga das Américas. Quem chega ao clube, tem o objetivo de ganhar tudo. A meta é sempre essa. O time era novo, mesclou adultos e jovens, e todo mundo teve espaço. Acho que, no fim das contas, o saldo um pouco positivo."

Esclarecimento sobre a saída

"É bom esclarecer. Não fui eu que resolvi sair e nem o Flamengo que me dispensou, nós entramos em consenso. Percebemos, juntos, que era melhor assim. O motivo é que, talvez, aqui, não teria tanto tempo de quadra como em outra equipe. Não era minha intenção ir embora, pensava em ficar, mas preciso jogar."

Um adeus repleto de agradecimentos

"Não há definição sobre o futuro ainda. Queria agradecer ao Fla pela oportunidade de defender o clube. Sempre soube que a cobrança seria grande, mas procurei dar meu máximo e acredito que, em razão disso, encaixei e consegui corresponder. Tenho vários momentos marcantes que ficarão na memória e não vou esquecer do ambiente, 100% saudável. Preciso aproveitar o espaço para falar da torcida, que me recebeu muito bem. A Nação é realmente diferente de qualquer coisa, é algo fora do normal. Confesso que me arrepiei diversas vezes e sentirei saudades desse clima fantástico."

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