Marcos Marinho recusa pedido do Santos e descarta anular partida

Os juízes das partidas podem pedir opiniões para os demais árbitros e, inclusive, mudar de ideia após tomar uma decisão.

Diego tirando Guerrero de confusão durante Santos x Flamengo - Foto: Fernando Dantas / Gazeta Press
ESPN: A partida entre Santos e Flamengo, realizada na última quarta-feira, não será anulada. Após o Santos enviar um ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o presidente da Comissão de Arbitragem da entidade, coronel Marcos Marinho, se pronunciou sobre o caso e negou que o resultado – vitória santista por 4 a 2 – fosse cancelado, bem como qualquer interferência nas decisões dos oficiais do duelo.

Além de confirmar que o jogo segue válido, frustrando as intenções do time da Vila Belmiro, que saiu eliminado da Copa do Brasil, Marinho ressaltou que não houve quaisquer interferência externa, como afirma o clube paulista. Toda a polêmica começou após o Santos apontar que o árbitro Leandro Vuaden mudou de ideia na marcação de um pênalti, após o quarto árbitro, Flávio Rodrigues, ter recebido informações do repórter da TV Globo Eric Faria, que estava posicionado à beira do gramado.

“Eu quero ver alguém me mostrando essa imagem que mostra alguém cochichando no ouvido do quarto árbitro. Porque não tem. Eu até tenho uma testemunha. O próprio técnico do Santos comentou na coletiva, que estava ao lado do quarto árbitro. Eu garanto que não teve interferência”, declarou o dirigente, em entrevista ao Esporte Interativo.

“(A partida) Não vai ser anulada. Não há nenhuma comprovação de que isso aconteceu. Não houve nenhuma confirmação. Vamos informar ao Santos, mas a competição segue. Do contrário, se aparecer alguma coisa que comprove que houve interferência, aí vai para o Tribunal”, continuou.

Sobre as atitudes de Vuaden, que inicialmente apontou a marca da cal, mas voltou atrás após se consultar com o assistente, Marinho minimizou a falha e rechaçou a possibilidade de afastamento. Na visão do presidente da comissão de arbitragem, os juízes das partidas podem pedir opiniões para os demais árbitros e, inclusive, mudar de ideia após tomar uma decisão.

“É um ser humano que está ali e acontece. O ângulo de visão pode não ter sido favorável. Ele pode rever. Ele disse que não teve 100% de certeza do lance, estava em dúvida. Diante da dúvida, das reclamações, ele foi se consultar com o quarto árbitro e tomou uma decisão. Eu confio muito neste árbitro”, comentou.

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