Muralha e Rafael Vaz voltam a falhar em "decisão" para o Flamengo

O treinador, porém, explicou que houve evolução nos treinos e que seria importante reutilizá-lo em uma partida decisiva.

Rafael Vaz e Alex Muralha comemorando classificação do Flamengo - Foto: Gazeta Press
GLOBO ESPORTE: O Flamengo se classificou para a semifinal da Copa do Brasil, mas a derrota por 4 a 2 para o Santos, na Vila Belmiro, na última quarta-feira, mostrou velhos problemas que atormentam o time comandado pelo técnico Zé Ricardo desde o início do ano: falhas defensivas, instabilidade emocional... O zagueiro Rafael Vaz, novamente titular, voltou a errar e quase complicou a vida do Rubro-Negro. Mas não só ele.

A atuação do defensor, porém, chamou atenção. Apesar de ter participado da jogada do segundo gol do Flamengo, Vaz foi um dos piores em campo. O zagueiro tentou sair jogando duas vezes no primeiro tempo e errou. Após o intervalo, piorou: cedeu o escanteio que resultou no terceiro gol alvinegro e depois, em outra jogada, perdeu a bola ao tentar tocar para um companheiro na defesa.

Os seguidos lances, que quase terminaram com a eliminação do Flamengo, irritaram os jogadores em campo. O lateral-direito Pará, por exemplo, se dirigiu a Zé Ricardo e falou, se referindo a Vaz: "Pelo amor de Deus, porque não dá um bico na bola?". As reclamações, dos reservas e de quem atuava, eram nítida.

Mas o sofrimento rubro-negro não foi apenas por culpa de Rafael Vaz, como avaliou o técnico Zé Ricardo depois da classificação. No primeiro tempo, por exemplo, o meia Diego teve duas oportunidades de dar andamento a contra-ataques que poderiam matar a partida, mas não o ataque não funcionou como previsto - vale lembrar que saiu dos pés dele o passe para Berrío abrir o placar.

Os erros defensivos, porém, foram decisivos. No lance do segundo gol santista, o atacante Copete subiu sozinho no meio da área, sem marcação, e cabeceou quase no meio. Muralha tentou defender, mas espalmou para dentro. No terceiro, Ricardo Oliveira saiu do meio da área, antecipou Réver e ajeitou para trás - Victor Ferraz marcou. No quarto, o goleiro, que retornava ao time nesta quarta-feira, saiu mal.

Vaz havia saído do time durante o Campeonato Carioca, quando errou saídas de bola contra o Fluminense. Com a lesão de Donatti, voltou melhor, sem arriscar tanto, e recuperou a confiança. Depois, saiu novamente da equipe para dar lugar a Juan, que está retornando de contusão e ficou no banco de reservas atualmente.

Já Muralha voltou ao time nesta quarta-feira. O goleiro, segundo Zé Ricardo, merecia recuperar a posição. Titular absoluto em 2016 e no início de 2017, ele foi para o banco de reservas para dar lugar a Thiago após falhas. O treinador, porém, explicou que houve evolução nos treinos e que seria importante reutilizá-lo em uma partida decisiva.

A defesa rubro-negra, inclusive, tem sofrido - não só contra o Santos. Nos últimos cinco jogos, foram nove gols. Zé Ricardo admitiu, durante a entrevista coletiva, que vai discutir com a comissão técnica e analisar os problemas defensivos, mas preferiu não entrar em detalhes.

As escolhas do próprio treinador também não funcionaram. Apesar de ter Juan no banco de reservas, por exemplo, Zé Ricardo optou novamente por Rafael Vaz, que têm o histórico de falhas. Muralha, que havia saído da equipe por causa de vacilos, também, voltou mal mais uma vez. Gabriel, sem jogar desde a segunda rodada do Campeonato Brasileiro por causa de uma lesão, entrou no segundo tempo e pouco participou.

A instabilidade psicológica da equipe, mais uma vez, também pesou. Assim como na eliminação na Libertadores, para o San Lorenzo, o Flamengo oscilou muito contra o Santos - quando sofreu gols, recuou e não conseguiu repetir bons momentos. E, quando esteve à frente, não soube se proteger bem. Parecia nervoso. Tudo isso quase custou a vaga na semifinal da Copa do Brasil.


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