Relembre heróis (ou não) do Flamengo no Clássico dos Milhões.

O camisa 10 conversou com Beto e Fabio Baiano, bateu com força, a bola desviou na barreira e matou o goleiro. Mais um caneco para a Gávea.

Meme da torcida do Flamengo para o Vasco - Foto: Globo Esporte
GLOBO ESPORTE: O Clássico dos Milhões raramente é um jogo calmo. Pode até ser que o duelo não tenha muito valor de vez em quando, mas certamente terá tensão. Melhor para nós, torcedores. O futebol tem esse poder de transformar pessoas normais em heróis. Mas também em vilões. Nos inspiramos no meme VOCÊ NÃO que tem rolado nas redes sociais, e selecionamos oito grandes nomes que ajudaram o próprio time para a construção da mística de um Flamengo e Vasco. Mas tem aquele um que deixou a desejar.

OBRIGADO - o Tricampeonato Carioca de 1999 a 2001 começou e terminou com um gol de falta. No último ano do milênio passado, Rodrigo Mendes foi o grande herói. Aos 30 e poucos minutos do segundo tempo, Caio foi derrubado por Mauro Galvão na entrada da área. O camisa 10 conversou com Beto e Fabio Baiano, bateu com força, a bola desviou na barreira e matou o goleiro. Mais um caneco para a Gávea.

POR - Taça Guanabara de 1991. O Vasco saiu na frente do placar com um gol de Bebeto logo aos cinco minutos. Aos seis do segundo tempo, o atacante e artilheiro daquela competição no ano, Gaúcho, foi bater um pênalti para o Rubro-Negro. Ele - como de costume - não tomou distância e encheu o pé no meio do gol, empatando a partida e "foi para a galera" que nem o personagem Seu Boneco, da Escolinha do Professor Raimundo. O jogo ainda contou com um gol de Nélio, que entrou no segundo tempo e deu a vitória para o Rubro-Negro.

FAZER - o jogo era pelo Campeonato Brasileiro de 1989 e a primeira vez que Bebeto, ex-jogador do Flamengo, enfretaria seu antigo clube com a camisa do Vasco. Só que o grande herói daquela tarde foi Bujica. O atacante de 20 anos marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 em cima do maior rival do Rubro-Negro.

O - o atacante que é melhor que Eto'o figura essa lista por causa de duas atuações de destaque. Uma delas foi por ter marcado o primeiro gol no jogo de ida da final da Copa do Brasil 2006. A outra foi no ano seguinte. Obina fez o gol do Fla no minuto inicial da semifinal da Taça Guanabara de 2007 e logo em seguida torceu o joelho. O jogo terminou empatado e o Rubro-Negro avançou para a final do turno, sendo campeão do Estadual daquele ano.

VOCÊ NÃO - o último Clássico dos Milhões em São Januário pelo Campeonato Brasileiro não traz boas lembranças para os flamenguistas. Junior Baiano vestia vermelho e preto e marcou o primeiro gol do clássico, mas não foi a favor do Flamengo. O zagueiro completou de peito um cruzamento e abriu o placar para o Vasco. O maior rival venceu por 2 a 1.

MEU - o terceiro Tri-Campeonato Carioca do Flamengo (1978, 79-especial e 79) começou na cabeçada do Deus da Raça rubro-negro. O zagueiro Rondinelli marcou o gol da vitória por 1 a 0 contra o Vasco na final da Taça Rio de 1978 e fez com que o Fla conquistasse o estadual. Aquele foi o único gol do camisa 3 na competição e apenas a sexta partida do zagueiro. Baita estrela.

MAIOR - Jean - que passou pelos dois rivais - fez história no Campeonato Carioca de 2004. Na semana anterior ao jogo, Eurico Miranda, sempre ele, afirmou que já tinha comprado o chope para o título do Vasco. Com o 3 a 1 sacramentado, todos do atacante, a torcida começou a cantar: "Arerê, o chope do Eurico eu vou beber..."

RIVAL - é pouco provável que você não saiba o motivo do sérvio estar aqui. Mas se não souber, fica aqui a explicação. A final do Campeonato Carioca de 2001 foi novamente entre Flamengo e Vasco. O jogo estava 2 a 1 para o Flamengo até os 43 minutos do segundo tempo, resultado que dava o título ao Vasco, quando o juiz marca uma falta na entrada da área do Cruz-Maltino. Petkovic parte para a cobrança, coloca a bola no único lugar que Helton não chegaria e dá o Tri para o Rubro-Negro.

CHORAR - depois de ter sido eleito como o melhor jogador do mundo, Romário voltou ao Brasil e foi contratado pelo Flamengo, em 1995. Antes do primeiro encontro contra o ex-clube, o Baixinho disse em entrevista coletiva que era para a torcida vascaína levar lenços ao Maracanã para não chorar. Dentro de campo, o atacante mostrou porque era o dono da área, deixou o dele e definiu o placar de 1 a 0 para o Rubro-Negro. Na comemoração, fez um "chororô".

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