Tragédia na torcida do Flamengo no Maracanã completa 25 anos

Grades de alumínio com parafusos corroídos, porcas faltando e apenas seis médicos e oito enfermeiros para quase 150 mil torcedores.

Torcida do Flamengo caindo do Maracanã em 1992 - Foto: Divulgação
GLOBO ESPORTE: No gramado, a expectativa para receber um Flamengo regido pela maestria de Júnior, com os cruzamentos de Piá e as cabeçadas de Gaúcho na final do Brasileiro de 1992, contra um Botafogo abalado após a derrota por 3 a 0 no primeiro jogo. Na arquibancada, um panorama bem mais sombrio: grades de alumínio com parafusos corroídos, porcas faltando e apenas seis médicos e oito enfermeiros para quase 150 mil torcedores. Há exatos 25 anos, foi este o cenário da maior tragédia da história do Maracanã.

Vinte minutos antes de a bola rolar para o jogo decisivo naquele 19 de julho, o rompimento de quase 13 metros de grade no primeiro degrau da arquibancada fez com que torcedores do Flamengo despencassem quase 8 metros em cima das cadeiras, que também estavam lotadas. Caos instalado no estádio. Homens, mulheres e crianças socorridos de forma improvisada, vítimas removidas com ajuda de um helicóptero. Minutos depois, o jogo aconteceu.

Sem Renato Gaúcho, afastado por ter ido a um churrasco com os rivais após a primeira partida, o Botafogo não reagiu. E o Flamengo foi pentacampeão com um empate em 2 a 2. O saldo da tragédia seria conhecido depois: três mortos e 82 feridos.

O Maracanã sofreu consequências. Ficou fechado sete meses e reabriu com mais refletores e assentos colocados na arquibancada como teste. O teste acabou não indo adiante na época, mas era o início de uma série de reformas no estádio nas décadas seguintes, para aumentar a segurança e atender às exigências da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional para sediar eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada.

A consequência maior, no entanto, recaiu sobre três famílias, nas histórias das vítimas fatais do acidente, que contaremos com mais detalhes até o fim desta reportagem.

A família que perdeu Frederico Castilho de Oliveira, um adolescente de 16 anos, e com tanta dor vetou a bandeira do Flamengo no caixão.

A família do igualmente jovem Cláudio José Rocha Galdia, 17 anos, que nem quis saber de qualquer apoio do vice-presidente do clube na época.

E a família de Sérgio de Souza Marques, 25 anos, que se viu obrigada a chorar a perda logo em sua primeira e única ida ao Maracanã.

Superlotação e parafusos corroídos

O que aumenta a tristeza de vítimas e familiares é o sentimento de que a queda da arquibancada poderia ter sido evitada. A perícia feita pelo Instituto Carlos Éboli dias depois da tragédia apontou que os 12,8 metros de grade cederam por falhas na instalação e na manutenção. Os técnicos constataram problemas graves nas placas de apoio e nos parafusos: corrosão, quantidade insuficiente e tamanho inferior ao ideal.

A execução do projeto feita em 1979 pela Indústria e Comércio de Alumínio Ltda (Incal) teve outras falhas: ausência de colocação de contraporcas (uma segunda porca que se coloca sobre a primeira) e deficiência de drenagem na área de apoio das sapatas. As grades de alumínio haviam sido instaladas 13 anos antes, substituindo as de ferro ainda da época da construção do estádio, em 1950.

- A quebra do parafuso causou tudo. Estava podre e enferrujado. Quebrou com a pressão. Isso é grave, não tem desculpa - disse na época Bruno Cantarine, então representante do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura.

Uma semana depois do acidente, o jornal O Globo noticiou que a Suderj sabia dos riscos no Maracanã desde 1990, quando engenheiros da UFRJ recomendaram que os três primeiros degraus da arquibancada fossem interditados. Chefe da área de estrutura da UFRJ, Ronaldo Carvalho Batista disse na época o que pode ter causado a corrosão.

- Esse parafuso está completamente afinado. Isso é provocado pela urina. As juntas de ligação dos blocos estão do mesmo jeito. Isso só se evita com manutenção, coisa que não se faz aqui há muito tempo.

Um quarto de século após a queda, o GloboEsporte.com reconta a história pelo olhar de personagens que viveram – e sobreviveram – aquele momento. Em comum, a mágoa pelo tratamento dado pelo clube e, apesar de tudo, a paixão intacta pelo futebol.

Após 25 anos, o reencontro

Uma amizade de longa data, construída no Colégio Óperon, na Ilha do Governador, foi distanciada pela tragédia. Lado a lado na grade que caiu naquele 19 de julho de 1992, Renato Gama e Adriano Bezerra se viram novamente depois de 25 anos. O reencontro, sugerido por Renato e promovido pelo GloboEsporte.com, foi no mesmo bairro onde estudaram juntos e no cenário ideal: um jogo do Flamengo. Na Ilha do Urubu, a dupla festejou a goleada por 5 a 1 sobre a Chapecoense, pela nona rodada do Brasileiro (veja no vídeo acima).

"A gente estava na arquibancada, ele estava do meu lado direito e caiu. Tentei segurá-lo, só que veio a avalanche e me derrubou também" - Renato Gama

As lembranças de Renato - que ficou cerca de um ano sem andar devido a uma fissura na vértebra - são mais detalhadas que as de Adriano, que bateu com a cabeça e teve de conviver por um tempo com um coágulo.

- Eu fui para o hospital Souza Aguiar, mas não estava consciente. Quando tive minha consciência de volta, fui perguntar para um segurança o que eu estava fazendo ali. Ele disse pra procurar um médico, mas acabei indo embora. Consegui chegar em casa, minha mãe estava preocupada porque já tinha passado o horário, sabia do acidente e não tinha nenhuma informação minha. Quando ela perguntou onde eu estava, eu disse que não sabia - conta Adriano.

Renato levou muito mais tempo de recuperação. Ficou sem andar por um ano, com a mãe tendo de largar o trabalho para dar o suporte em casa.

- No hospital tinha um monte de gente ensanguentada no chão, e um radinho de pilha. Estava muito baixinho, só deu pra ouvir um gol no fundo. Quando soubemos que era do Flamengo, todo mundo explodiu.

Durante o encontro, a dupla posou para uma foto debruçada na grade da Ilha do Urubu. Renato encarou, mas não escondeu o incômodo e o trauma que carrega.

- Até hoje não me sinto à vontade, realmente não gosto de me apoiar.

Dois Freds no coração

A tragédia envolve grandes paixões de Gabriela Tereza. Fanática - até hoje - pelo Flamengo, ela ainda era menor de idade e já viajava o país para ver o time. Não perdia um jogo no Maracanã, ia sempre acompanhada de amigos da Escola Padre Butinhá. Um deles, Frederico Castilho de Oliveira, foi uma das três vítimas fatais do acidente.

O melhor aluno da escola, discreto e calmo, contrastava com o estilo "moleca" de Gabi. Ainda assim, tiveram um "rolo" na época. Fred não queria ir ao jogo. Ela insistiu para que ele fosse ao jogo contra o Botafogo. Conseguiu convencê-lo. E no dia do penta que acabariam não vendo, uma frase dele, meio de brincadeira, ficou marcada na memória dela: "No dia em que a gente tiver um filho, o nome vai ser Fred". Gabi achava o nome estranho. Quatro anos depois, ainda amargando a saudade do amigo que morreu ao cair da arquibancada, virou mãe.

- Hoje tenho dois filhos, e o nome do meu primeiro filho eu coloquei em homenagem a ele. Vou lembrar eternamente com carinho, porque hoje tenho o meu Fred.

Gabriela, a primeira vovó da inesquecível turma 801 do Butinhá, contou ao GloboEsporte.com detalhes da tragédia e dividiu as lembranças com o professor de matemática Jorge Bessa, que definiu o ex-aluno como alguém especial. A conversa foi no colégio, justamente na sala de Bessa.

"Em momento algum o Flamengo se pronunciou ou perguntou se precisávamos de alguma coisa" - Gabriela, de 42 anos e vovó desde 15 de junho, quando nasceu a neta Pietra.

Gabi ainda guarda uma tristeza pela falta de atenção do clube na época e lembra que o processo acabou não dando em nada. Em certo momento, ela desistiu da indenização, assim como a família de Fred. Só não engole de jeito nenhum a música com a qual vascaínos e botafoguenses celebram a queda dos rubro-negros da arquibancada. Tanto que, no fim do ano 2000, solidarizou-se com vascaínos acidentados na final da Copa João Havelange.

- Eu fui visitá-los e disse: "Eu estou bem, e vocês também vão ficar bem". Tem gente que canta musiquinha e brinca. A gente tem sentimento, tem família por trás. Quando a torcida adversária canta musiquinha, como será que a mãe do Fred e dos outros torcedores se sentem?

O acervo vivo

"Eu vou falar, mas me filma de costas. Meu pai é cardíaco" - Charles Gonçalves, aos 15 anos

A frase dita ao repórter Addison Coutinho, na TV Bandeirantes, mostra a maturidade de um adolescente no dia da tragédia, preocupado com a saúde de Seu Nélio, o pai tricolor. Charles também era aluno do Butinhá e amigo de Fred e Gabriela.

Com uma pasta repleta de recortes e documentos, é o acervo vivo do acidente de 1992. Hoje, aos 40 anos, o técnico de segurança do trabalho não guarda nenhum trauma. Sequer se irrita com as provocações e as musiquinhas das torcidas adversárias.

- Muita gente da escola entrou para a Raça Rubro-Negra, e ia todo mundo junto. O Fredinho ia junto. O ônibus atrasou, e a gente ficou ali naquela primeira fileira da arquibancada. Não deu para ficar mais pra cima, e combinamos: vamos ficar por aqui mesmo. Do pessoal que foi comigo, todo mundo caiu - recorda Charles, que caiu em cima de uma cadeira, quebrou um dente, deslocou o omoplata, teve um esfacelamento na bacia e uma lesão no joelho. Seis meses depois, a indenização equivalente a cerca R$ 50 mil serviu para fazer uma reforma na casa, pagar dívidas e comprar um tênis.

Rapunzel, salva pelos cabelos

Aos 18 anos, Barcela Bicalho foi salva pelos cabelos longos que ostentava na época da tragédia. Aos 18 anos, só não caiu da arquibancada porque foi puxada pelo cabelo por um policial militar. Hoje, aos 43 anos, mora em Nova Iguaçu, é professora de biologia do estado e do município de Japeri.

A família não chegou a processar a Suderj ("na época não existia muito essa cultura de processo que tem nos dias de hoje"), e Barcela hoje acompanha o Flamengo normalmente nos estádios, sem trauma. Mas as lembranças do dia do acidente ainda estão claras na memória.

- Cheguei duas horas antes do jogo, e já estava lotado. Era uma confusão grande pra entrar. Sempre assistia ao jogo na grade, com as pernas penduradas para baixo. Na minha época todo mundo ficava pendurado no alambrado, ninguém avisava sobre risco nenhum. No auge da emoção ninguém estava preocupado. E a raça era o pulmão da torcida, muitos queriam ficar por lá. Trinta minutos antes da tragédia, eu saí pra beber água e não deu para voltar para o lugar onde eu ficava. Fiquei nas placas da Brahma. E a placa também caiu. Um PM veio e me puxou pelo cabelo pra não cair - conta Barcela, que ganhou o apelido de Rapunzel.

Mesmo sem ter caído, Barcela se machucou e sentiu os efeitos.

- Meu amigo Frederico caiu e morreu. Minha amiga Gabriela caiu e se machucou bastante. No primeiro tempo fiquei no posto médico, tive uma descarga de adrenalina muito forte e desmaiei. Me sentia mal, ninguém sabia quem tinha caído, ninguém sabia o tamanho da tragédia. Foi horrível. Fiquei 15 dias com a perna engessada.

Aos 5 anos, no meio do caos

Assim como muitas vítimas da queda da arquibancada, o então vereador Maurício Azedo também desistiu de processar o estado. Torcedor fanático do Flamengo, o jornalista levou a esposa e a filha de 5 anos à final. Estavam na cadeira inferior, logo abaixo da grade que cedeu. A pequena Maria Ilka, que entrava no Maracanã pela primeira vez, não teve tempo nem de ver o apito inicial. Mas lembra até hoje do tumulto.

- Lembro que começou a despencar gente na nossa frente. Parou de cair justamente na nossa fileira, que era a primeira embaixo da arquibancada. Na correria e na confusão, minha mãe me puxou forte pelo braço, e eu acabei sofrendo um corte na perna, tenho a marca até hoje. A gente sentou em um dos corredores para entender o que tinha acontecido, e foi aí que viram a minha perna sangrando - lembra Maria.

Maria Ilka foi para o posto médico com a mãe, enquanto o pai ajudava no atendimento dos feridos.

- Ele acabou optando por não processar porque não queria me expor, me fazer passar por perícia. Eu só tinha 5 anos. A justiça é tão lenta que ele achou que não valeria a pena.

Recuperação milagrosa

"Você bate de carro e não vai mais andar de carro?". Assim o empresário Marco Antônio Guimarães, de 39 anos, explica que continua acompanhando o Flamengo nos estádios até hoje. Uma das vítimas mais graves da tragédia, foi retirado de helicóptero, mas se recuperou em tempo recorde. Dos quatro internados no CTI do hospital Souza Aguiar, foi o único sobrevivente.

"Fomos de helicóptero, eu e Frederico. Tive paradas cardíaca e respiratória. Eu tinha 14 anos, mas era fortinho, e fui colocado no CTI de adultos. Me salvaram no Maracanã. Meu pai, que é policial, depois foi agradecer aos bombeiros que me salvaram" - Marco Antônio Guimarães

Menos de dois meses após o acidente, ele já estava em São Januário para acompanhar o Flamengo na derrota por 1 a 0 para o mesmo Botafogo. Entrou em campo, inclusive.

- Fiquei um tempão internado, mas sou ninja (risos). Minha recuperação foi inacreditável, absurda. Perdi o baço e um rim. Depois, descobrimos que eu tinha fraturado as vértebras C3 e C4. Usei colar cervical, depois treinei jiu-jitsu para fortalecer minha coluna. Mas continuo indo a jogo direto, o Flamengo não tem nada a ver com isso.

A paixão segue intacta, mas a irritação aparece quando ele lembra que até hoje não foi indenizado pelo estado.

- Está na Justiça ainda, em última instância. O meu foi para Brasília. Um juiz que nos contrariou dizia que eu queria ficar rico às custas do estado. Meu advogado disse a ele: "Ele tem 39 anos, só tem um rim". A nossa expectativa de vida é de 70 anos; a minha, com apenas um rim, é de 45. O rim dele não tem preço. O estado nunca me deu nada, nem o Flamengo. Não me ofereceram nada. Tudo que tenho foi graças à minha mãe e aos meus familiares.

Juan, um torcedor de 13 anos

Jogador mais experiente do Flamengo de hoje, Juan era jogador das divisões de base do clube em 1992. Naquela tarde de domingo, aos 13 anos, estava na arquibancada do Maracanã, torcendo para ver seu time de coração sair pentacampeão. Assustou-se com o acidente, mas, sem rádio de pilha, não foi capaz de mensurar o que tinha acontecido antes de a bola rolar.

- Eu ficava sempre em cima, atrás do gol, e na hora não tinha noção do que tinha acontecido. Foi bem lá embaixo, só depois fui ver nos jornais o que realmente aconteceu. Dimensão você nunca tem. Sabia que era um resultado grave, mas naquela época não tinha internet, nem estávamos com rádio. Eu não tinha noção exata - afirmou Juan.

A tragédia gerou a primeira de uma série de mudanças e reformas no estádio, principalmente a partir de 1999, com a colocação de cadeiras nas arquibancadas. O camisa 4 do Flamengo viu como principal benefício da modernização o foco na segurança dos torcedores.

- Naquela época, existia superlotação em estádios. Com as arenas novas e a preocupação que existe hoje, melhorou muito. Acho que o mais importante é a segurança dos torcedores.

As vítimas

A quantidade de crianças e adolescentes como Juan no Maracanã naquele dia era bem alta. E era comum que os mais jovens ficassem mais próximos da grade. Por isso, na queda, a maioria das vítimas era de menores de idade. E o cenário se completa com a bagunça no entorno do Maracanã antes da partida. O Jornal dos Sports resumiu o cenário como um "mosaico de terror": gente pulando o muro sem ingresso, outros pulando e dando o ingresso para PMS, que recebiam dinheiro e ainda vendiam o bilhete do lado de fora. No saldo do caos, além dos 82 feridos, três torcedores não conseguiram resistir e morreram.

A primeira morte aconteceu três dias após a queda. O estudante Frederico Castilho de Oliveira, de 16 anos, estava internado com traumatismo craniano e não resistiu. Amigo de Gabriela e Charles, entrevistados na reportagem, o torcedor teve o crânio esmagado e chegou ao Hospital Souza Aguiar com forte hemorragia no cérebro. Frederico foi enterrado no cemitério de Inhaúma ao som de "Será", de Legião Urbana. O sepultamento foi acompanhado por cerca de 500 pessoas, entre familiares e amigos.

A família recusou que fosse colocada uma bandeira do Flamengo no caixão. O pai, Carlos Raimundo de Oliveira, também não aceitou ofertas para o pagamento do enterro e acabou deixando o cemitério antes porque passou mal, o que aconteceu também com a mãe, Lucy, e o irmão, Leonardo, então com 19 anos.

Cinco dias após a queda da arquibancada, morreu no CTI da Casa de Saúde Santa Therezinha, na Tijuca, o supervisor de vendas Sérgio de Souza Marques, de 25 anos, que teve traumatismo craniano e estava em coma, respirando com ajuda de aparelhos. Sergio caiu junto com o primo, Anderson Silva de Souza, que sobreviveu. Ao saber da morte do filho, a mãe de Sergio, Elisabeth, passou mal e teve que ser levada a um hospital. Sergio tinha uma filha de 4 anos chamada Jennifer, fruto de um relacionamento com uma namorada que morreu um ano e cinco meses antes num acidente de trem.

A morte de Sergio ainda escancarou o drama da saúde pública nos hospitais cariocas. Um colega de trabalho - Irineu Henriques Soares - encontrou Sergio ainda com o rosto sujo de sangue dois dias depois do acidente, numa maca no setor de politraumatismos do Souza Aguiar. Foi informado por funcionários de que não havia vaga na UTI e aconselhado a transferir o colega, o que aconteceu no dia seguinte, quando Sergio foi levado para o CTI da Casa de Saúde Santa Therezinha, onde não resistiu.

Na casa dele, em Nova Iguaçu, Sergio guardava medalhas e troféus, prêmios da carreira de vendas. Com o curso incompleto de física, planejava estudar administração de empresas. Aquela foi a primeira - e a única vez - que Sergio foi ao Maracanã.

A terceira vítima fatal da tragédia do Maracanã foi o estudante Cláudio José Rocha Galdia, de 17 anos. Como consequência da queda, Cláudio perdeu um rim, teve ruptura do fígado e traumatismo craniano. No hospital, acabou contraindo meningite. Familiares desconfiaram que ele tenha contraído uma infecção hospitalar durante os dias em que esteve internado no Souza Aguiar. Muitos amigos do curso preparatório para exames de admissão às Forças Armadas acompanharam o sepultamento. O vice-presidente do Flamengo na época, Luiz Augusto Veloso, esteve no enterro e ofereceu ajuda com os custos, mas a família recusou.

O GloboEsporte.com procurou a Suderj, que administrava o Maracanã à época, para obter mais informações sobre o caso. Mas os responsáveis pela instituição não quiseram se manifestar.




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