Vasco é punido com perda de 6 mandos de campo.

Flamengo multado em R$ 5 mil. Caberá recurso ainda ao Pleno do STJD. A Procuradoria já informou que vai recorrer.

Confusão em São Januário - Foto: Reprodução
EXTRA GLOBO: Após mais de três horas de julgamento, o Vasco foi punido com a perda de seis mandos de campo, nesta segunda-feira, pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por causa da confusão entre organizadas do clube nas arquibancadas de São Januário, após o clássico com o Flamengo, no dia 8 de julho. Além de não poder jogar no Rio (o estádio deve ficar a pelo menos 100km da capital), o clube foi multado em R$ 75 mil e a interdição de São Januário foi mantida. O Vasco foi denunciado em três artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) pela desordem, lançamento de objetos no campo, omissão e falta de estrutura para garantir a segurança. O rubro-negro também sofreu punição por objetos lançados no campo pela torcida e vai ter de pagar multa de R$ 5 mil. Ainda cabe recurso ao Pleno do STJD tanto da Procuradoria quanto do Vasco.

Os votos da Primeira Comissão Disciplinar do STJD foram bem distintos. O relator do STJD Gustavo Pinheiro, que já trabalhou no jurídico do Vasco na gestão de Roberto Dinamite, disse que a tentativa de transferir ao clube a responsabilidade por manter a ordem pública fere a Constituição. Em seu voto, ele acolheu a denúncia parcialmente, pedindo a interdição de parte da arquibancada e aplicação de multa de R$ 15mil. Em relação ao artigo 231, sobre desordem e lançamento de objetos no campo, o relator propôs multa de R$ 40 mil e pena de quatro jogos sem torcida pagante, com público limitado ao sócios.

O relator do STJD Gustavo Pinheiro, que já trabalhou no jurídico do Vasco na gestão de Roberto Dinamite, disse que a tentativa de transferir ao clube a responsabilidade por manter a ordem pública fere a Constituição. Em seu voto, ele acolheu a denúncia parcialmente, pedindo a interdição de parte da arquibancada e aplicação de multa de R$ 15mil. Em relação ao artigo 231, sobre desordem e lançamento de objetos no campo, o relator propôs multa de R$ 40 mil e pena de quatro jogos sem torcida pagante, com público limitado ao sócios.

Já a auditora Michelle Ramalho, acolheu a denúncia da Procuradoria na íntegra.

- Não é da nossa alçada julgar e punir a polícia, mas julgar e punir pelo CBJD. Aplico seis perdas de mando de campo, e multa de R$ 60 mil pelo 213. Mais manter a liminar de interdição e multa de R$ 30 mil no 211 (não ter garantia de segurança).

O presidente da Comissão Disciplinar do STJD, Lucas Asfor Lima, não tirou a responsabilidade do Vasco no episódio e manteve a liminar de interdição a São Januário até que os laudos solicitados sejam apresentados.

- O meu voto, em relação ao 213, lembrando que a procuradoria requeria 25 jogos de perda de mando de campo, é que merece uma punição grave com oito perdas de mando de campo, com R$ 80 mil de multa. Aplico também no 211 multa de R$ 50 mil. E ao Flamengo, multa de R$ 5 mil - explicou Lima.

CLUBE ALEGA "ATO TERRORISTA"

Com a presença do presidente Eurico Miranda no tribunal, o Vasco tentou incluir provas, como a reportagem do Jornal Nacional, que mostrou integrantes de organizadas trabalhando como funcionários do clube, porém os auditores não aprovaram a inclusão. O presidente do clube fez duras críticas à atuação da Polícia Militar no clássico como estratégia de defesa:

- Dizer que a PM evitou uma tragédia? Ela foi a causadora da tragédia. Como é que se atira bomba indiscriminadamente no meio de uma torcida. Não é organizada. É em crianças, idosos. Chegando ao ponto de um deles se vangloriar. Isso não se leva em consideração. O Vasco é o maior interessado em que se apure rigorosamente.

Ricardo Vasconcellos, assessor da presidência do clube, explicou durante seu depoimento que devido à diminuição do efetivo da Polícia Militar, foi solicitado que o Vasco fizesse a revista sob a supervisão dos policiais. Ele considerou as atitudes dos torcedores um "ato de terrorismo".

- Posso garantir que o Vasco está sempre preparado para os jogos. Só não estamos prontos para atos de terrorismo. Sofremos um atentado. Os policiais teriam de ficar na arquibancada. Nesse jogo, estranhamente, ficaram mais em campo. O que for relativo à PM não é o Vasco que determina. O Vasco determina número de seguranças privados - argumentou.

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