Visando aposentadoria, Marcelinho Machado renova com Flamengo.

O capitão e ídolo Rubro-Negro renovou e já decidiu que ao terminar da temporada 2017/18 dará adeus ao basquete.

Foto: Fotojump/LNB
GLOBO ESPORTE: Marcelinho Machado vai jogar o NBB pela última vez. Vai enfrentar o Vasco pela última vez. Provavelmente terá Duda Machado, seu irmão, como rival pela última vez. Aos 42 anos, o ala firmou seu derradeiro contrato com o Flamengo. O capitão e ídolo Rubro-Negro renovou e já decidiu que ao terminar da temporada 2017/18 dará adeus ao basquete depois de décadas de seleção brasileira, inúmeros títulos pela seleção e pelo clube e 11 anos seguidos vestindo vermelho e preto.

- Vou curtir muito. Uma das intenções que tive de anunciar antes mesmo de começar foi curtir a última temporada sabendo que estou vivenciando tudo pela última vez. Viagem, treinamento. Tudo que envolve uma temporada de basquete - garante Marcelinho.

Marcelinho chegou ao Flamengo pela primeira vez em 1985, onde jogou até 1989 nas categorias de base. Depois, foi para o Fluminense, onde atuou até 1995. Profissionalizado no Tijuca Tênis Clube, também passou por Corinthians-RS, Botafogo, o próprio Fluminense, Rimini Crabs-ITA, Cantabria-ESP, Telemar, Uberlândia e Zalgiris Kaunas-LIT.

Em 2007, Marcelinho desembarcou no Flamengo. E de lá não saiu mais, conquistando todas as taças possíveis pelo Rubro-Negro. Foi pentacampeão do NBB (2008/9, 2012/13, 2013/14, 2014/15 e 2015/16), conquistou a Liga Sul-Americana (2009), Liga das Américas (2014) e Mundial, no mesmo ano. Também foi dez vezes campeão carioca, de 2007 a 2016.

Na última temporada, após a eliminação precoce do Flamengo nas quartas de final do NBB, Marcelinho já havia avisado que não considerava aquela sua despedida, pois sentia-se bem fisicamente. Antes mesmo de renovar para este ano, o jogador dizia que gostaria de ficar para encerrar a carreira no clube do coração, o que acontecerá. Em conversa com o GloboEsporte.com, Marcelo falou do amor pelo clube, da satisfação em encerrar a carreira na Gávea, da montagem do novo elenco e da sensação que sentirá em quadra neste ano.

Vivendo tudo pela última vez
Vou curtir muito. Uma das intenções que tive de anunciar antes mesmo de começar foi curtir a última temporada sabendo que estou vivenciando tudo pela última vez. Viagem, treinamento. Tudo que envolve uma temporada de basquete. Quero curtir intensamente. Quando falamos de Flamengo, sabia e é algo que tive na cabeça, por experiência e por assistir outros jogadores, sempre quis parar de jogar em alto nível. E é isso que quero fazer. Jogar meu último ano em alto nível, ajudar o Flamengo a conquistar títulos, que seja uma temporada vitoriosa e ainda mais legal.

Felicidade por terminar carreira no Flamengo
Estou muito feliz. É difícil ver um jogador ficar tanto tempo em um clube, pelas circunstâncias. Jogar 11 anos seguidos no Flamengo, e a trajetória que foi. Não me via jogando em outro lugar. Depois que cheguei no Flmamengo, nunca vi isso. Desde que joguei no Flamengo queria isso. Sou torcedor de arquibancada, tudo aconteceu na hora certa. Cheguei no Flamengo em 2007, de lá para cá só tive alegrias. Até as derrotas, os percalços, serviram como base de uma vitória futura. Espero que a temporada passada, que foi ruim em termos de resultados, sem título, sem Liga das Américas, sirva de aprendizado. É a realização de um sonho terminar a carreira no Flamengo.

Como administrar o peso da idade
Fisicamente, ainda me encontro bem. Não vou dizer que sou um garoto de 20 anos correndo na quadra, mas acho que pela forma como encarei os treinamentos todos esses anos, como me dediquei a minha profissão, contribuiu para que chegasse nesse momento em uma condição boa para desempenhar. Fisicamente, minhas últimas temporadas não foram ruins. Se for analisar tecnicamente, no ano passado acho que fiz uma temporada boa, mas como o time, caí nos playoffs. O time todo caiu. Antes não era excepcional, mas era um rendimento que nos colocou em primeiro lugar. Renovei para vir do banco, mas por circunstâncias financeiras, crise econômica do país, joguei por 30 minutos por jogo. Espero que possa fazer a função de vir do banco, ajudar a equipe, e jogar menos tempo, ajudando para os resultados de uma forma melhor. Para jogar 20, 25 minutos, estou muito bem.

Pressão por resultados após temporada ruim
Vejo naturalmente. Jogar no Flamengo é isso. Até quando ganha. Viemos de título mundial, e terminamos a primeira fase do NBB em terceiro lugar, e a cobrança era gigantesca. Mas isso é bom, faz o jogador crescer. Além da sua cobrança, você tem a cobrança de vestir uma camisa que tem peso. Que está acostumado a vencer. DNA de vitória. A cobrança talvez aumente por não termos conseguido resultados no ano passado. Mas se tratando de Flamengo, sempre vai existir. Por experiência, posso falar isso. Não ligo pressão a coisa negativa. Jogar em clube sem pressão por vitória, é um clube que pensa pequeno. E o Flamengo está longe disso.

Chegadas de Cubillán e Arthur Pecos
Assim como a diretoria pensa em montar o melhor time, queremos jogar no melhor time para desempenhar o melhor basquete. As duas contratações são muito importantes para a equipe. Todo ano falo a mesma coisa. A principal força do Flamengo é a manutenção da base, que é vencedora. Não é porque perdemos no ano passado que essa base precisa ser desfeita. Temos grandes jogadores, todos têm uma história bonita no clube. São jogadores a nível de seleção. A chegada do Cubillán e Pecos vão somar muito, cada um na sua função. O Cubillán chega para ser um cara mais importante no time, junto com outros, e o Pecos, que foi brilhante no Paulistano, vem para somar muito. Mesmo com pouca idade, já tem uma condição de jogo muito boa. Vai somar muito. Vamos aguardar para ver as próximas novidades.

Vasco forte e volta do Botafogo
Tudo que o basqueteiro carioca quer é isso. Sou carioca, fui criado vendo final entre Flamengo e Vasco, participei de finais pelo Tijuca, Botafogo, Flamengo, Fluminense. Era muito triste ver só o Flamengo, dos grandes do Rio, jogando o campeonato principal do Brasil. O Vasco voltou, foi muito bom, o Botafogo agora, ambos pelo caminho certo, conquistando a Liga Ouro. É um trabalho estruturado, e eu espero que continue assim. Que sigam os passos do Flamengo e façam um planejamento dentro do orçamento que o clube tem. Que possam ser competitivos, mas sempre pensando na saúde da equipe. Vivi os dois lados, a época áurea, quando eram os mais fortes. E depois vi os clubes sofrendo com más administrações, não pagando salário. Mas precisa ser muito bem pensado para não ter prejuízo na frente.


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