Zé Ricardo se apoia em Bandeira, Caetano e Fred Luz no Flamengo

Outro ponto que ajuda a manutenção de Zé Ricardo é o apoio dos jogadores.

Zé Ricardo e Rodrigo Caetano, no Flamengo - Foto: Reprodução
COLUNA DO FLAMENGO: A vida de técnico de futebol não é nada fácil. Um dia é ídolo, no outro, é chamado de burro. Desde que assumiu o Flamengo, em maio do ano passado, Zé Ricardo tem convivido com essa “montanha russa” de sentimentos. Alçado à condição de um dos maiores representantes da nova geração de técnicos, após o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de 2016, o comandante perdeu prestígio ao ser eliminado precocemente da Taça Libertadores e por não conseguir dar padrão de jogo à equipe.

Após o empate por 2 a 2 contra o Palmeiras, na última quarta-feira, na Ilha do Urubu, milhares de torcedores presentes ao estádio pediram a saída do comandante. Internamente, algumas alas do clube também são favoráveis à mudança na comissão técnica. Entretanto, os descontentes não conseguiram convencer os principais nomes da gestão rubro-negra de que a troca será benéfica.

O presidente Eduardo Bandeira de Mello, o diretor-geral Fred Luz e o diretor executivo Rodrigo Caetano, são contrários à mudança no meio da temporada. Eles se baseiam em dois argumentos. Primeiro, que não há ninguém melhor disponível no mercado e que o elenco é qualificado, portanto, da mesma forma que vai ter oscilações, pode se recuperar ao longo da temporada.

Outro ponto que ajuda a manutenção de Zé Ricardo é o apoio dos jogadores. Tanto nas entrevistas coletivas, quanto no dia a dia, percebe-se que os atletas confiam no comandante. Mesmo jogadores como Vinicius Júnior e Berrío, que vinham sendo utilizados constantemente e perderam espaço para as chegas de Éverton Ribeiro e Geuvânio, não perderam a confiança no técnico. A “meritocracia” do treinador ainda é pautada de acordo com o desempenho nos treinamentos.

O dilema de toda a comissão técnica é manter um padrão no time. A expectativa é de um Flamengo que tenha a posse de bola, busque sempre o ataque e tenha a defesa bem postada. Uma formação mais conservadora é descartada no momento, para não atiçar ainda mais a irritação da torcida.

Mesmo com os altos investimentos, os craques não tem sido tão decisivos como antigamente. Para piorar o cenário, disputando quatro competições paralelas (Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e Primeira Liga), o tempo para treinar é curto, dificultando ainda mais o encaixe da equipe.

Apesar dos problemas e da pressão, o Flamengo volta a campo pelo Campeonato Brasileiro neste final de semana. No sábado (22), às 19h, recebe o Coritiba, na Ilha do Urubu.

Marcadores:

Postar um comentário

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget