Arrogância da diretoria faz Flamengo cair no ranking de Bilheteria

Se os resultados em campo deixam a desejar, em termos financeiros o Palmeiras não tem do que reclamar.

Protesto da torcida do Flamengo contra valores dos ingressos na Ilha do Urubu - Foto: Cris Dissat / Fim de Jogo
GLOBO ESPORTE: Embalado, principalmente, pelo ótimo desempenho no Brasileiro, o Timão superou o Flamengo e assumiu a segunda colocação na lista de maiores rendas com bilheteria em 2017, com faturamento de R$ 44 milhões e ticket com custo médio de R$ 53, o terceiro mais alto do país. Já o Rubro-Negro conseguiu R$ 33 milhões. Por cobrar o ingresso com o segundo preço mais elevado (R$ 56), esta quantia poderia ser maior, mas como a equipe fez muitos dos seus jogos na Ilha do Urubu, cuja capacidade é inferior à de outros estádios como o Maracanã, por exemplo, o potencial de arrecadação diminui. Lembrando que o jogo com maior renda (R$ 3,6 milhões) do ano no Brasil foi na goleada do Fla sobre o San Lorenzo por 4 a 0, pela Libertadores.

Se os resultados em campo deixam a desejar, em termos financeiros o Palmeiras não tem do que reclamar. O clube segue na liderança do ranking de arrecadação do futebol nacional elaborado pelo GloboEsporte.com, tendo como base a venda de ingressos como mandante nos jogos dos 60 clubes das Séries A, B e C.


Ao conquistar o Brasileiro de 2016 após 22 anos, a expectativa era a de que o Verdão fosse ter uma temporada ainda mais repleta de títulos, até pelo investimento que foi feito para manter a base do elenco e contratar reforços de qualidade. No entanto, as eliminações nas oitavas da Libertadores e nas quartas da Copa do Brasil, além da campanha irregular na atual edição do Brasileirão - quarto colocado, com 36 pontos, 14 a menos que o líder Corinthians - acabaram frustrando e jogando um balde de água fria na torcida.

Nos 25 jogos com mando de campo a favor, o Palmeiras embolsou R$ 49,8 milhões, sendo R$ 3,3 milhões só na partida contra o Barcelona de Guayaquil, que lhe tirou do principal torneio continental. Em abril, o Alviverde já tinha lucrado R$ 15,4 milhões. Ou seja, de lá para cá as receitas triplicaram. Além da fidelidade do torcedor, que costuma comparecer em bom número na maioria das partidas, a explicação pode estar no valor da entrada. Considerado o mais caro do país, o ingresso para um jogo do Verdão custa em média R$ 63.

Na quarta posição aparece o Grêmio (R$ 20,4 milhões), que deixou São Paulo e Botafogo para trás. Enquanto o Tricolor Paulista (R$ 17,2 milhões) é o quinto, o Glorioso (R$ 16,3 milhões) está em sexto lugar. Outro que subiu duas posições foi o Cruzeiro (aproximadamente R$ 13,6 milhões), passando de nono para sétimo. O Flu (quase R$ 13 milhões) pulou de 10º para nono. Por outro lado, o Internacional (R$ 12,3 milhões), que disputa a Série B, caiu três posições, fechando agora o Top 10. Em oitavo tivemos uma troca de Atléticos: saiu o Paranaense (atual 12º, com R$ 10,3 milhões) e entrou o Mineiro (R$ 13,5 milhões).

A surpresa fica por conta da dupla paraense formada por Paysandu (18º, com R$ 4,5 milhões) e Remo (19º, com R$ 4,2 milhões), que mesmo disputando as Séries B e C do Brasileiro, respectivamente, têm faturamentos superiores que quatro clubes da Primeira Divisão: Avaí (20º, com R$ 3,5 milhões); Vitória (22º, com R$ 3 milhões); Ponte Preta (23º, com R$ 2,9 milhões); e Atlético-GO (25º, com R$ 2,5 milhões).


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