Conheça a Empresa que promete alavancar a Base do Flamengo

No “case alemanha”, a Double Pass impôs uma série de regras a serem cumpridas nas bases dos clubes que envolviam estrutura, treinos, staff.

Foto Oficial do time sub-20 do Flamengo em São Januário - Foto: Gilvan de Souza
ESPN: Buscando mais qualidade no desenvolvimento da base, o Flamengo anunciou nessa terça-feira uma parceria com a empresa responsável pela evolução do futebol alemão na última década. De acordo com o próprio clube carioca, a proposta é mudar o patamar da formação do time.

Bom, se o Fla acredita que a cooperação com a organização belga trará bons frutos, Dunga e Gilmar Rinaldi não tiveram a mesma opinião em 2015, quando comandavam a seleção brasileira. Eles rejeitaram um projeto apresentado pela instituição para a CBF.

Fundada em 2004, a Double Pass atua no mercado esportivo prestando consultoria à entidades, federações e clubes. O trabalho consiste fazer uma avaliação geral e produzir um relatório detalhado, que irá mostrar quais os pontos fortes e quais precisam ser desenvolvidos.

Após este processo, a empresa inicia um acompanhamento junto ao contratante para colocar em ação o planejamento idealizado pelos consultores a partir do diagnóstico obtido.

Este trabalho realizado pela empresa é visto como fator determinante para o crescimento do futebol alemão, não apenas na seleção, mas também no desenvolvimento da Bundesliga.

No “case alemanha”, a Double Pass impôs uma série de regras a serem cumpridas nas bases dos clubes que envolviam estrutura, treinos, staff, entre outros aspectos. Todas as equipes recebiam notas por cada quesito e precisavam atingir parâmetros estabelecidos ao longo do projeto.

Apesar de a empresa ganhar notoriedade por conta do sucesso obtido com os atuais campeões mundiais, a Double Pass tem outros clientes de alta relevância, inclusive, antes mesmo de começar as atividades junto aos alemães. Ao todo, hoje, mais de 500 consumidores contam com o serviço da organização, entre eles a Premier League.

"O case belga, que é anterior ao da Alemanha, que teve sua base transformada, revelou a geração que vemos hoje. Além disso, foram contratados pelas federações inglesa, americana, chinesa", lembrou o consultor da presidência para assuntos do futebol de base, Luis Nogueira.

O dirigente se refere à famosa “grande geração belga”, que revelou ao futebol nomes como Courtois e Hazard do Chelsea, e De Bruyne do Manchester City.

De acordo com o Flamengo, a parceria terá duração de um ano e meio e visa investir e otimizar o sistema de desenvolvimento e formação de jovens jogadores.

"Eles vão ajudar muito a traduzir nosso conceito de futebol para um modelo que será colocado no papel. Vão complementar o ótimo trabalho que já existe, organizando e padronizando nosso modelo de formação garantindo sua qualidade e perenidade", explicou Nogueira.

No final de 2016, já foram realizadas análises da situação do clube a fim de iniciar o processo de identificação de qual caminho a empresa deverá seguir nos próximos meses.

O procedimento incluiu entrevistas de funcionários, jogadores e treinadores, e um acompanhamento de treinamentos, além de jogos da base rubro-negra. A partir deste estudo, foram propostas melhorias com foco na gestão corporativa e operacional do desenvolvimento de futebol.

Recusa da CBF

Após o vexame na Copa de 2014 e a queda de Mano Menezes, Dunga e Gilmar Rinaldi assumiram o comando da seleção brasileira. Foi em 2015, às vésperas da Copa América, na qual o Brasil seria eliminado pelo Paraguai nas quartas de final, que a dupla rejeitou iniciar uma parceria com a Double Pass. A informação foi revelada em 2016, por Carlos Eduardo Mansur, colunista do “O Globo”.

Na ocasião, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, procurou a organização belga para viabilizar uma parceria entre junto à confederação. Depois da solicitação do dirigente, Dunga e Gilmar se reuniram com representantes da Consultoria para escutarem o projeto apresentado por eles.

Durante o encontro, os profissionais da Double Pass apresentaram o trabalho realizado com o futebol alemão, que culminou no título da Copa do Mundo de 2014 – além dos 7 a 1 em cima do próprio Brasil.

Mesmo diante dos expressivos resultados expostos pela empresa, Dunga e Gilmar se mostraram desinteressados pelas ideias propostas, de acordo com o relato da reunião. Ao final da explicação, o então treinador da seleção brasileira criticou o que foi apresentado e afirmou que o projeto não se encaixaria no Brasil, onde cada time tem uma forma distinta de trabalhar.

Assim, diante da postura de Dunga, a CBF decidiu por rechaçar uma possível parceria com a organização belga.



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