Conheça o estilo de jogo de Rueda, provável técnico do Flamengo

Não será imposta uma forma ofensiva de atuar, mas basta olhar o trabalho feito em Medellín para imaginar um futebol atraente.

Treinador Reinaldo Rueda - Foto: Divulgação
O GLOBO: Enquanto o Flamengo aguarda o acerto financeiro com Reinaldo Rueda para comandar o clube até o fim de 2018, já é possível imaginar um rubro-negro com o dedo do treinador campeão da Libertadores em 2016 com o Atlético Nacional, de Medellín. Ao colombiano de 60 anos, o Fla oferece carta branca para implementar seu estilo de jogo e fazer o elenco estrelado deslanchar, algo que Zé Ricardo não conseguiu depois de 15 meses.

Não será imposta uma forma ofensiva de atuar, mas basta olhar o trabalho feito em Medellín para imaginar um futebol atraente. Quando assumiu o Nacional em 2015, pegou um elogiado time montado por Juan Carlos Osorio, que colecionava títulos colombianos. Rueda elevou a equipe a um novo patamar, ao levá-lo à conquista da Libertadores e à final da Sul-Americana, que não foi disputada devido ao acidente com a Chapecoense.

— Na época da seleção colombiana, ele jogava no 4-4-2 de maneira muito defensiva. Ultimamente, com o Nacional, mudou o estilo, para um jogo mais vertical com abertura pelos lados do campo — analisa Gabriel Meluk, editor de esportes do “El Tiempo”, da Colômbia. — Ele tem dois princípios. O primeiro é a segurança defensiva e o segundo é a retenção da bola.

CANDIDATO À SELEÇÃO

O sucesso no Nacional faz com que ele e Osorio, atualmente na seleção mexicana, sejam considerados os dois únicos candidatos à seleção colombiana após a Copa da Rússia, no ano que vem. A volta ao cargo em que esteve de 2004 a 2006 é um sonho de Rueda, que ouviu da diretoria rubro-negra que este não será empecilho para a sua contratação. O Flamengo oferece um contrato até o fim de 2018.

A experiência na seleção principal colombiana aconteceu nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Na ocasião, pego a equipe com um ponto e quatro jogos e bateu na trave para a classificação. O país somou um ponto a menos do que o Uruguai, quinto colocado.

Apesar da frustração, a experiência abriu as portas para o futebol interacional, com duas classificações e participações em Copas do Mundo, inclusive no Brasil, em 2014, quando foi eliminado com o Equador na fase de grupos. Quatro anos antes, a façanha foi ainda maior com Honduras, onde Rueda se tornou ídolo nacional.

— Ele classificou Honduras a um Mundial depois de 28 anos. Imagine! Ganhou o carinho de todos os torcedores, tanto que foi naturalizado hondurenho — destacou Diego Paz, do “El Diez”, de Honduras. — Sempre vamos acompanhar sua carreira já que é parte do nosso futebol e, em algum momento, esperamos o seu retorno.

Por onde passou, Rueda é visto como um profissional sério, mas que não cria conflitos com atletas. Formado em educação física, ele fez pós-graduação na Alemanha, onde estava quando recebeu o convite do Flamengo. Ele voltou ao seu país antes de dar uma resposta. O anúncio e a chegada do técnico ao Rio são esperados para esta semana.

— Ele é um Zé Ricardo com ar-condicionado, trava elétrica e teto solar. É professoral, não é um boleirão. Na parte teórica, é um dos melhores do continente — elogia Rodrigo Bueno, comentarista da “Fox Sports” e especializado em futebol internacional, que vê Rueda capaz de elevar o nível de competitividade do time. — Ele sabe que o projeto do Flamengo é grande, é ganhar a Libertadores de 2018. Para ele, é um projeto factível.


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