Cosme Rimoli vê Flamengo 'bem melhor' que na época de Zé Ricardo

A decisão ficou para a próxima semana no Maracanã. Com 90% da torcida a favor do Flamengo. Rueda não tem do que reclamar na sua estreia...

Berrio em Botafogo x Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
COSME RIMOLI: Teve expulsões, reclamações, bola beijando o travessão. Muita rivalidade. Duelo tático de alto nível. Só faltou o gol. Foi um castigo Botafogo e Flamengo terminar 0 a 0. O primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil, no Engenhão, foi muito emocionante. Jair Ventura e o estreante Reinaldo Rueda tentaram usar os pontos fortes dos seus times.

Mas Rueda conseguiu anular os contragolpes em velocidade do Botafogo. E Jair tornou improdutivo o toque de bola flamenguista. O árbitro Anderson Daronco exagerou em uma dividida forte entre Carli e Muralha. E expulsou os dois aos 33 minutos do segundo tempo. Os times que já estavam mais cautelosos do que o normal, trataram de se defender, preservar o 0 a 0.

A vaga para a final da Copa do Brasil ficou para a próxima quarta-feira, no Maracanã, com 90% da torcida flamenguista.

Na outra semifinal, o Grêmio venceu o Cruzeiro por 1 a 0. Gol de Lucas Barrios.

O clássico carioca foi mais do que interessante. Revelador. Mostrou o motivo dos dois times estarem na semifinal da Copa do Brasil. O Botafogo chegou porque é o segundo melhor time organizado do país. Só fica atrás do Corinthians. O trabalho de Jair Ventura é brilhante. Conseguiu implantar um esquema tático de preenchimento de espaços, triangulações pelos lados do campo, ataque e recomposição imediata sem a bola. E contragolpe com velocidade alucinante.

Rueda sabia muito bem disso.

Foi eliminado neste ano da fase de grupos, quando dirigia, o Atlético Nacional. O Botafogo de Jair Ventura foi uma das equipes que se classificou. Vencendo duas vezes seu time. Na Colômbia e no Brasil. Era um time desfigurado, sem Guerra, Borja, Moreno, Berrio, Copete, vendidos.

Rueda sabia da compactação, da velocidade nos contragolpes e as triangulações pelos lados do campo. O que o colombiano fez? Trocou os laterais Pará e Trauco, por Rodinei e Renê. E ainda tirou Márcio Araújo, apostou em Cuéllar. Com apenas dois dias para impor seu estilo, tratou de compactar seu time, fazer o Flamengo ter o domínio da bola, do jogo, mas sem dar espaços ao Botafogo.

A partida foi tensa, disputada do início ao final.

Emocionante.

Jair Ventura não estava tão animado. Sabia que seu time foi inferior ao rival.

Ele sabia que o Flamengo esteve mais perto da vitória.

O time rubro negro foi objetivo e assumiu a gana de vencer.

Lógico que em dois dias é um prazo insignificante.

Mas Rueda conseguiu orientar os atletas.

Mostrou o que queria.

E o Flamengo tinha um desenho tático definido.

Com mais consciência de preenchimento de espaço.

Expulsões, bola no travessão, rivalidade, duelo tático do mais alto nível. Um pecado Botafogo e Flamengo terminar em 0 a 0. O equilíbrio predominou na estreia de Reinaldo Rueda...

Bem melhor do que na época de Zé Ricardo.

Em um jogo tão disputado, Diego teve a bola decisiva.

Aos 11 minutos do segundo tempo, falta frontal.

Everton conseguiu excelente arrancada.

Rodrigo Lindoso o derruba na entrada da área.

Diego cobrou com muito efeito.

A bola beijou o travessão de Gatito.

No restante da partida, muita briga.

E nenhuma outra chance tão clara.

A decisão ficou para a próxima semana no Maracanã.

Com 90% da torcida a favor do Flamengo.

Rueda não tem do que reclamar na sua estreia...


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