Flamengo emite sinais de recuperação

O time rubro-negro fará mais quatro no Rio, dos próximos cinco, e pode fazer bonito, aproximando-se ainda mais do primeiro lugar.

Diego comemorando gol pelo Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
GILMAR FERREIRA: O Flamengo emite sinais de recuperação nas mãos de Reinaldo Rueda e as duas últimas vitórias permitem voltar a sonhar.

A diferença para o líder que era de 21 pontos caiu para 15 e os quatro próximos adversários do Corinthians serão Santos, Vasco, São Paulo e Cruzeiro.

Três deles fora de casa!

O time rubro-negro fará mais quatro no Rio, dos próximos cinco, e pode fazer bonito, aproximando-se ainda mais do primeiro lugar.

E a gente sabe: quanto mais próximo do topo, melhor.

Vejamos...

FLAMENGO 2 x 0 ATLÉTICO-PR.

Reinaldo Rueda tem uma derrota em seus últimos dez jogos e três nos últimos 22 _ computando, evidentemente, o desempenho também pelo Atlético Nacional.

Este corte mostra que seus times são de perder pouco e agora se vê o porquê.

Seu Flamengo ataca com quatro jogadores, mais dois na aproximação e quatro sempre plantados.

Diego centralizado, Berrío e Éverton nas pontas e Guerrero centralizado _ estes são os atacantes.

Um dos laterais (ora Pará, ora Rodinei) se reveza na aproximação ao lado de Willian Arão.

E a dupla de zaga (desta vez formada por Rodholfo e Juan), o volante Cuellar e um dos laterais (ora Pará, ora Rodinei) se fecham numa linha de quatro.

O treinador tem dado preferência aos jogadores com os quais poderá contar nas finais da Copa do Brasil.

Por isso Everton Ribeiro e Geuvânio saem em desvantagem na disputa por um lugar no time.

De qualquer forma, como a qualidade do elenco é alta, os bons resultados têm vindo sem sobressaltos.

Em quatro jogos, um empate na estreia e três vitórias consecutivas _ cinco gols marcados e nenhum sofrido.

O viés, por ora, é de subida...

FLUMINENSE 0 x 1 VASCO.

Feliz na escolha dos jogadores que levou a campo para o clássico de sábado, o auxiliar Valdir Bigode recebeu em troca obediência, empenho e concentração.

O Vasco esteve armado no 4-4-2, com meio e ataque bem compactados, o que favoreceu o desempenho individual.

O índice de acerto dos passes beirou os 100% e a performance técnica esteve próxima do máximo que cada um poderia entregar.

Abel Braga esperou o quanto pôde por melhora dos meias na criação.

Quando percebeu que Wendell e Scarpa tinham dificuldades para fazer a bola chegar em Henrique Dourado, mudou o desenho.

Tirou Marlon Freitas e Wendell por Peu e Romarinho e, por alguns minutos, tentou pressionar o Vasco num 4-1-4-1.

Peu e Scarpa por dentro, Romarinho e Wellington nas pontas.

Depois, com Matheus Alessandro no lugar de Lucas, esboçou um 3-2-5, num tudo ou nada que tentava encurralar o adversário em seu campo.

Nem assim.

O gol no chute de Ramon aos 38m da etapa inicial, a organização das linhas e a entrega dos jogadores garantiram os três pontos para o Vasco...

BAHIA 1 x 2 BOTAFOGO.

A simples presença de Rodrigo Pimpão no ataque modifica a configuração de tal forma que o Botafogo chega a parecer outro

Ganha ofensividade, a transição fica mais rápida e o jogo menos previsível.

Na Fonte Nova, o empate já parecia definitivo, até que Pimpão achou Bruno Silva e os alvinegros puderam festejar a merecida vitória.

Dois gols nascidos dos pés de um atacante estratégico neste time de Jair Ventura.

Não é um craque, não deve ser o jogador mais técnico do elenco e tampouco é atacante que chame mais a atenção dos adversários.


Mas, sem ele, o todo perde uma parte considerável do jogo competitivo.

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