Jair Ventura diz que craques do Flamengo tiram seu sono

Os desfalques, no entanto, não são os únicos fatores que estão tirando o sono de Jair Ventura. O talento individual do Flamengo também preocupa.

Técnico Jair Ventura do Botafogo - Foto: Vitor Silva/SSPress
GLOBO ESPORTE: Botafogo encerrou, na noite desta terça-feira, sua preparação para encarar o Flamengo quarta, às 21h45 (de Brasília), no Maracanã, valendo vaga na final da Copa do Brasil. Após o 0 a 0 no jogo de ida no Nilton Santos, o Alvinegro tem a leve vantagem de jogar por qualquer empate com gols para se classificar, mas o cenário não é tão favorável assim pelos desfalques.

Além dos reforços contratados para o segundo semestre (Valencia, Arnaldo, Brenner e Marcos Vinícius), o time não terá Carli, o seu capitão e referência defensiva, e Pimpão, atacante com maior número de gols decisivos esse ano. Ambos estão suspensos. Jair, porém, minimizou as baixas de peso lembrando que o elenco já se superou outras vezes nesta temporada.

- Duas baixas significativas, mas já passamos por isso no ano. Acreditamos na força do elenco. Quando a bola começa a rolar termos que deixar para trás essas companheiros - disse o treinador, que deve optar por Marcelo e Guilherme como substitutos.

Os desfalques, no entanto, não são os únicos fatores que estão tirando o sono de Jair Ventura. O talento individual do Flamengo também preocupa.

- O poder de decisão de grandes jogadores. Guerrero, que não sabemos se joga, o Diego, o Everton, que foi meu jogador aqui. É claro que lá tem trabalho. Mas os grandes jogadores desequilibram em algum momento. Essa é a situação que preocupa. O Vinícius é um jogador diferenciado. Até por isso já foi vendido. Os valores individuais e o talento são o grande pesadelo e tiram o sono do treinador adversário.

Jair Ventura, no entanto, garantiu que o Botafogo está preparado e acostumado a esse tipo de jogo. Afinal, desde fevereiro a equipe vem escarando uma sequência de decisões.

- Estamos passando por mata-matas desde o início do ano. Estamos acostumados com essa situação. Mas isso não quer dizer que vamos sair na frente e que somos favoritos. Está tudo aberto. Mas estamos acostumados a essa situação.

Outros trechos da entrevista

O que espera do jogo?
Quanto mais difícil, mas comemorado. É nosso grande rival, mas que seja o clássico da paz. Rivalidade durante o jogo. Tivemos alguns incidentes fora de campo e que não se repitam. Foi um jogo muito ruim tecnicamente, as duas equipes foram muito abaixo. Por ser o segundo jogo, acredito em um jogo melhor e muito equilibrado.

Escalação
Gosto de inventar um pouco e tem muita gente me matando (risos). Treinamos algumas variações.

O que espera do jogo?
Quanto mais difícil, mas comemorado. É nosso grande rival, mas que seja o clássico da paz. Rivalidade durante o jogo. Tivemos alguns incidentes fora de campo e que não se repitam. Foi um jogo muito ruim tecnicamente, as duas equipes foram muito abaixo. Por ser o segundo jogo, acredito em um jogo melhor e muito equilibrado.

Vantagem?
A vantagem seria se tivéssemos vencido a partida. Não conseguimos. Não vejo vantagem. Vejo um jogo totalmente aberto. É lógico que não levamos gol em casa, mas também não fizemos. Tudo pode acontecer. Vamos buscar o equilíbrio. Se conseguirmos um gol, ficaremos ainda mais vivos.

Marcelo ou Emerson Silva?
Posso optar por um zagueiro mais jovem, que é o Marcelo, ou o Emerson Silva, que é um cara mais experiente. Não vai fugir disso. É bom que eu posso escolher.

Ano agitado
É bom que não enjoa. No futebol não tem rotina, cada dia é uma surpresa. É muita gente para gerir, atletas, comissão, são muitos detalhes. Em 9 anos como auxiliar, vi algumas situações. Mas como comandante é complicado. Não tem rotina. É bom que crescemos com isso

Violência fora de campo
Estamos sempre zelando pela paz. Vimos agora essa tragédia em Barcelona, ontem no jacarezinho não sei quantas mil crianças não podendo estudar. Se no esporte, que é educador, começa a acontecer violência, a gente vê que não tem jeito. Tem que ser o clássico da paz.

Daqui a pouco não tem mais diversão e alegria. Só pode vencer um amanhã. E quem não conseguir vencer que respeite seu adversário. Que seja de uma forma passiva e sem violência. Que a rivalidade dure apenas durante 90 minutos.

Rueda
Ele já teve tempo para trabalhar, um tempo maior para conhecer os atletas. O Botafogo ele conhece bem. Sabemos que podemos ter algumas surpresas. O sistema que o Flamengo joga é o mesmo que ele foi campeão da Libertadores. Temos que tomar cuidado com algumas surpresas, mas também temos nossas armas e nossa estratégia

Guilherme
Ele é praticamente, depois da torcida, nosso 12º jogador. Entra praticamente em todos os jogos. Ele tem o poder do drible no 1 contra 1. Quando não iniciamos com ele, você ganha essa situação no segundo tempo. Mas o mercado foi muito difícil e não conseguimos. Se ele sair jogando, você já joga o seu coringa de cara. Mas ele já iniciou outros jogos e foi bem. Posso jogar com o coringa no início ou guardar para depois.



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