No Inter, Damião agradece o Flamengo: "Sempre dei o meu máximo

A "motivação de ajudar o Inter" pesou no momento da escolha. Que acabou se tornando "uma decisão fácil".

Foto: Reprodução
SPORTV: Revelado pelo Internacional clube pelo qual viveu a sua melhor fase e chegou à seleção brasileira (de 2011 e 2013), Leandro Damião retornou em julho ao Colorado, três anos e meio após ser negociado com o Santos, com uma missão clara: ajudar o time gaúcho a voltar à Série A do Brasileiro. Na noite desta sexta-feira, o atacante foi decisivo, marcando dois gols na vitória por 3 a 2 sobre o Paysandu no Beira-Rio. O triunfo fez o clube assumir a liderança da Série B, com 42 pontos, e Damião decretar, em entrevista ao SporTV, que o "tempo de sofrimento" dos torcedores colorados terminou.

- Desde que estava no Flamengo, acompanhava o Inter. Eu percebia um grande potencial na equipe, mas não estava conseguindo se encaixar. Mas percebia que os jogadores estavam querendo, dispostos. O Inter tem jogadores de muita qualidade. Claro que fiquei triste pelo que estava acontecendo aqui, nunca tinha passado por isso,  nunca tinha visto o Inter dessa maneira, os torcedores agindo dessa maneira. Todo mundo sofreu com a queda para a Série B, ninguém esperava, a equipe nunca tinha caído. Mas hoje os jogadores estão mais realistas, sabemos a competição que estamos disputando, que é Série B. Temos que dar o máximo possível. Não adianta pensar que vai vencer por nome ou por técnica. Tem que dar o máximo dentro de campo a cada disputa de bola. Acho que isso é que encaixou, acho que tem mudado. Esse tempo de sofrimento já passou, a equipe já tem essa consciência - afirmou em entrevista ao SporTV.

Em julho, Damião decidiu aceitar a oferta do Inter, deixando o Flamengo. Diante da proposta, sabia que teria mais possibilidades de jogar no Colorado do que no Rubro-Negro, no qual era reserva de Paolo Guerrero. Ao mesmo tempo, sabia que iria trocar a disputa da Série A do Brasileiro e das retas finais da Copa do Brasil e da Sul-Americana pela "batalha" da Série B. Mas "a motivação de ajudar o Inter" pesou no momento da escolha. Que acabou se tornando "uma decisão fácil".

- Sou muito grato ao Flamengo, a todos, ao Rodrigo Caetano, ao presidente Eduardo (Bandeira de Mello), são pessoas que ajudaram muito na minha contratação, fizeram um esforço total. Quando estive lá sempre dei o meu máximo, sempre quis ajudar o Flamengo, tentava aproveitar as oportunidades que tinha da melhor maneira. Foi uma decisão fácil. O Inter estava precisando no momento. Quando me ligaram, eu tomei a decisão de chegar ao presidente e ao Rodrigo e pedir a minha liberação. Foi um momento complicado porque eles não queriam me liberar, por conta da situação do Guerrero, de ir para a seleção (peruana) ou poder ter uma lesão. E tem o Vizeu, um menino muito bom que está mostrando potencial. Eles me liberaram, agradeço a eles. Eu vim para o Inter com a missão de ajudar a equipe. Isso sempre foi a minha motivação: ajudar o Inter. Sou muito grato ao Inter. Então sempre dar o máximo em campo é o que posso fazer - afirmou.


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