O bom, o mau e o Rueda: 5 opções para assumir o Flamengo

Se você agora sentiu saudade de quando as pessoas brincavam de falar “Pep Jaymiola”, está, sim, liberado abrir um sorriso olhando para o infinito.

Gazeta Press
ESPN FC: Por João Luis Jr.

E Zé Ricardo caiu. Uma queda pedida por muitos, questionada por alguns, provavelmente muito lamentada pelo atacante Gabriel, mas que deixou o Flamengo novamente em busca de um treinador num mercado onde atualmente as opções variam entre “não empolga”, “não empolga mesmo”, “realmente não empolga” e “em cinco rodadas vai fazer a gente sentir saudades do Zé”. Ainda que talvez não tenhamos tão cedo uma confirmação sobre a identidade do novo comandante rubro-negro, analisaremos aqui alguns dos nomes mais cotados para o cargo.

Roger Machado: Visto por muitos como a melhor opção no atual mercado nacional, Roger tem a seu favor uma boa campanha pelo Grêmio em 2015, além da fama de ser um técnico de bom conhecimento tático e um dos melhores representantes da nova safra brasileira de treinadores. Porém, contra ele pesam a pouca experiência, o trabalho nada empolgante realizado no Atlético-MG e uma certa dificuldade para organizar o setor defensivo de suas equipes. E sim, se você ouviu “jovem treinador estudioso com dificuldades na defesa” é normal você pensar “pera, mas tamos contratando outro Zé Ricardo?”. O Flamengo já fez uma primeira sondagem, mas o treinador não deseja assumir um novo desafio antes de 2018.

Reinaldo Rueda: Campeão de praticamente tudo que disputou com o Atlético Nacional da Colômbia ano passado, Rueda parece ter sido o treinador escolhido pela torcida do Flamengo, que já invadiu seu Instagram pedindo sua vinda para o rubro-negro. Com a experiência de já ter dirigido 3 seleções em seus 60 anos de vida, Rueda teria como principal dificuldade a adaptação ao futebol brasileiro, já que treinadores estrangeiros costumam precisar de um certo tempo até apresentar resultados, e a torcida rubro-negra não é famosa exatamente pela sua paciência. A chegada de Rueda significaria num certo grau abrir mão de 2017 em nome de um 2018 mais competitivo, por mais deprimente que possa ser abrir mão de um ano logo depois das crianças terem voltado das férias de julho.

Jorginho: Apontado por alguns como um dos favoritos da diretoria, Jorginho vem de uma passagem relâmpago pelo Bahia, onde não conseguiu completar nem mesmo dois meses no cargo, tempo pouca coisa menor do que sua última passagem pelo Flamengo, em 2013, onde conseguiu permanecer quase três meses. Tendo como último bom trabalho a passagem pelo Vasco, quando levou o time de volta à série A, Jorginho não apenas parece ser a pior de todas as opções mais ventiladas, como também a que oferece mais garantias de que, se contratado, ali por volta do começo de outubro estaremos lendo outra coluna sobre possíveis novos técnicos para o Flamengo.

Fernando Diniz: Técnico que surpreendeu o país em 2016 comandando o Audax vice-campeão paulista, Diniz recusou propostas de vários grandes times – boatos dizem que o próprio Flamengo já teria tentado duas vezes a sua contratação em períodos anteriores – que ficaram encantados com o futebol diferenciado e cheio de toque de bola apresentado pela equipe de Osasco. Porém, durante o segundo semestre do ano passado, a magia parece ter acabado: quase rebaixado com o Oeste de Itápolis na série B do brasileirão e já no começo desse ano novo rebaixamento, dessa vez com o Audax, para a série A2 do Campeonato Paulista. Também jovem e pouco experiente, Diniz seria talvez a aposta mais arriscada e ousada de todas, já que, baseado apenas em seus trabalhos anteriores, é complicado dizer se seria “Flarcelona” ou se o seu tiki-taka paulista é como briga de casal e disputa de pênaltis: divertido só quando você acompanha de fora.

Jayme de Almeida: A opção mais caseira de todas, a manutenção de Jayme – que irá comandar a equipe nesta quarta, contra o Palestino – dependeria de uma improvável série espetacular de resultados ou de uma muito mais provável dificuldade do Flamengo para fechar com algum dos técnicos que lhe interessam. Comandante do time campeão da Copa do Brasil de 2013, Jayme parece não ser visto como opção real dentro da atual gestão do Flamengo, tendo a seu favor basicamente apenas a mística do interino e o risco de que o Flamengo se veja, por falta de opções, obrigado a manter um técnico tampão até o começo do ano que vem. Se você agora sentiu saudade de quando as pessoas brincavam de falar “Pep Jaymiola”, está, sim, liberado abrir um sorriso olhando para o infinito.



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