Por CT e Arena, Flamengo se inspira no Atlético-PR

A operação da Arena, com capacidade para 43 mil, é um dos pontos mais estudados.

Arena da Baixada, Estádio do Atlético-PR - Foto: Bernardo Villanueva Jr
PANORAMA ESPORTIVO: Adversários de hoje, às 16h, na Ilha do Urubu, Flamengo e Atlético-PR compartilham mais que o rubro-negro dos uniformes e escudos. Considerada eficaz pelos dirigentes cariocas, a gestão paranaense foi estudada em uma espécie de estágio realizado pelo diretor geral Fred Luz. Das visitas ao Centro de Treinamento do Caju e à Arena da Baixada, ele trouxe exemplos práticos para aplicar na operação da Ilha e do Ninho do Urubu.

As dimensões dos clubes são distintas e pode haver estranhamento quando o gigante segue conselhos de uma equipe de menor porte, sediada em um centro secundário em comparação a Rio, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A sobrevivência fora do eixo faz do Atlético um modelo.

— Eu considero uma referência, porque o Atlético tem um profissionalismo e cuidado na gestão. E começaram há 20 anos — disse Luz.

— A nossa infraestrutura proporcionou estabilidade e fez crescer a marca — explicou Márcio Lara, vice presidente do Atlético-PR.

BIOMETRIA A CAMINHO

Na era digital, o Atlético-PR sairá na frente ao concluir, em setembro, o projeto de instalação de biometria em 100% das catracas da Arena da Baixada. O estádio já conta com este de controle no setor das torcidas organizadas e será ampliado.

No Rio, o Ministério Público local teve sua liminar para a instalação da biometria derrubada na Justiça pelos clubes. Mas Luz sabe que não pode fugir do futuro ao reconhecer a possibilidade de importar a novidade para a Ilha.

— A biometria é sempre possível, a questão é o modelo a ser implementado. Vamos estudar as questões de aplicação de maneira adequada, seja a curto ou a longo prazo, na Ilha, no Maracanã ou em um estádio que o Flamengo venha a ter — declarou Luz.

A operação da Arena, com capacidade para 43 mil, é um dos pontos mais estudados. O Atlético-PR conseguiu reduzir os custos por jogo para R$ 100 mil. O programa de sócios é responsável por 80% da receita e a média de ocupação é de 17 mil por jogo, a quinta do Brasil.

— A Arena foi concebida para diversos eventos. Tem teto retrátil e grama sintética que permite uma maior flexibilização, porque a natural não resiste a determinadas condições de espetáculos. O estádio é 100% do clube — disse Lara.

OLHO NA BASE

Luz revela que aprendeu na Arena as possibilidades de redução dos custos de operação:

— São coisas simples, como o uso correto da energia elétrica. É simplicidade com eficiência no acesso, segurança e limpeza. Se elimina os intermediários, aumenta a margem de ganho.

Após seus dirigentes visitarem o CT do Caju, o Flamengo buscou consultorias internacionais com empresas belga e americana para o diagnóstico de atletas da base e incremento na preparação física.

— Vimos que o CT é integra base e profissional. Olhamos para repetir no novo módulo do Ninho do Urubu, no final de 2018 — explicou Luz.

Juntos, Atlético-PR e Flamengo já colocaram mais de 20 jogadores da base para atuar neste Brasileiro. Hoje, o rubro-negro do técnico colombiano Reinaldo Rueda, finalista da Copa do Brasil, levará a campo um time misto.



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