Técnico do Flamengo, Rueda reencontra professor Parreira

O colombiano destacou que o brasileiro sempre seguiu como uma inspiração e referência para sua trajetória como treinador.

Reinaldo Rueda, técnico do Flamengo, e Carlos Alberto Parreira - Foto: Reprodução
GLOBO ESPORTE: Campeão da Libertadores com o Atlético Nacional no ano passado e atual treinador do Flamengo, Reinaldo Rueda guarda um carinho especial em relação a Carlos Alberto Parreira, treinador do Brasil na conquista do tetra em 1994. Há mais de 40 anos, em 1975, o colombiano esteve sob os ensinamentos de Parreira em um curso para treinadores - relação que foi eternizada em uma fotografia - e contou com o prazer de reencontrar seu "mestre" em entrevista para o "Troca de Passes".

Então iniciando sua carreira como técnico, Rueda ouviu os sábios conselhos de Parreira em um momento em que ainda cogitava buscar um caminho nos gramados como jogador - o comandante do Fla nunca atuou profissionalmente como atleta. O colombiano destacou que o brasileiro sempre seguiu como uma inspiração e referência para sua trajetória como treinador.

- Muito feliz de reencontrar meu professor. Muitos anos de saudade e nostalgia. Feliz de vê-lo, sempre foi um ídolo, uma inspiração nessa profissão (...) Era no meu primeiro curso como treinador. Eu ainda tinha o sonho de jogar, mas me convidaram para atuar como treinador. Recebi toda a informação do professor Parreira do que era a seleção brasileira e a experiência na Copa do México, em 1970. Tínhamos a teoria de manhã, no auditório, e a prática no campo de tarde. Então solicitei a foto para ter de lembrança. Hoje, quando soube que vinha, pedi a minha esposa que buscasse o álbum – disse.

Em 1975, Parreira já havia trabalhado na Copa do Mundo de 1970 ao lado do técnico Zagallo como preparador físico na conquista do tricampeonato mundial. Naquele ano, assumia o comando do Fluminense, seu primeiro clube como treinador.

- Fiquei muito feliz de ter reencontrado o Rueda, em outras ocasiões, em Copa do Mundo, participamos juntos. Quando ele chegou ao Flamengo e citou meu nome, fiquei muito honrado, ao dizer que eu ajudei um pouco na carreira dele. Foi muito legal, adorei ver aquela foto. Isso era bacana para nós e para ele. Quando ele vem para o Brasil, um treinador estrangeiro, acho que é bom para todos nós. Ele traz intercâmbio, novas ideias, nova escola, uma nova maneira de trabalhar. Todos nós ganhamos com isso - disse Parreira.

Rueda destacou que a presença de técnicos estrangeiros no comando de equipes de outros países é comum e disse entender a reclamação do treinador Jair Ventura, do Botafogo, que pediu que fosse exigidas credenciais para profissionais de fora no Brasil.

- Já fui estrangeiro em Honduras, e agora sou cidadão de lá. Já fui estrangeiro no Equador. É normal a reação dos treinadores. Sempre o futebol tem essa competição, ainda mais quando se tem um jogo próximo. Parreira, por exemplo, tem sido estrangeiro em muitos países do mundo. Na Europa, África. Uma pessoa tem que, com seu trabalho e seu respeito, ganhar o espaço.

Comando do Flamengo

Invicto no Flamengo após quatro partidas, contabilizando três vitórias e um empate e sem ter sofrido um gol sequer, Rueda acredita que ainda há um longo caminho a percorrer para a equipe se firmar entre os grandes novamente.

- Tem que trabalhar muito, seguir melhorando, porque cada partida é uma história diferente, dá informação para melhorar. O mais importante era recuperar a confiança, a credibilidade, os jogadores recuperarem a credibilidade do seu jogo. Grupo muito profissional, muito comprometido com a instituição, com a torcida. É muito gratificante.

Rueda também destacou que Diego e Éverton Ribeiro podem atuar juntos em determinados jogos no meio-campo rubro-negro, apesar de destacar que cada duelo prevê uma formação específica, que pode contar com os dois ou apenas um deles em campo.

- São jogadores que tem a mesma sensibilidade, sabem jogar e se procuram. Eles se complementam. É importante saber em que momento a equipe precisa deles e frente a quais rivais é importante ter os dois ou contra quem qual deles tem alternativa de competir com o outro ou ser o complemento ideal.


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