A vontade e o jogo

O Flamengo tem um treinador recém-chegado do exterior e dificuldades para evoluir em seu jogo ofensivo.

Éverton Ribeiro e Berrio comemorando gol do Flamengo - Foto: Buda Mendes/Getty Images
CARLOS EDUARDO MANSUR: O Flamengo tem um treinador recém-chegado do exterior e dificuldades para evoluir em seu jogo ofensivo. Mas o debate que mais mobiliza a arquibancada é o da atitude, da vontade. Que faz parte do futebol, também. O São Paulo, em seu entra-e-sai de jogadores, enfrentou a Ponte Preta com sete titulares que não iniciaram o ano no clube. Mas uma “visita” de torcedores ao CT cobrou, entre outras coisas, o tal compromisso. Antes incontestável, o líder Corinthians ouve insinuações de desmobilização.

Em geral, vigora a regra de que tem gana quem vence. A subjetividade de algo que não se comprova, posto que não é palpável, somada à complexidade da análise do futebol, impõe um risco: resumir a um duelo de vontades um jogo em que os aspectos anímico, técnico e tático convivem. Exemplo recorrente de “time comprometido” — no fundo por ter resultados acima do esperado —, o Botafogo tem mais do que raça: tem uma ideia de futebol implantada. Não é equívoco cobrar vontade. Mas muitas vezes, onde se cobra alma, falta mesmo é jogo.


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