Esvaziada, Ilha do Urubu passa a dar prejuízo ao Flamengo

Enquanto tenta ajustar essa equação, o Flamengo colhe resultados positivos dentro de campo.

Ilha do Urubu lotada pela torcida do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
O GLOBO: Ao se instalar na Ilha do Governador, o Flamengo buscava poder de barganha na luta pelo Maracanã e uma alternativa financeiramente vantajosa para jogos de menor porte. Três meses depois da estreia da nova casa, porém, o caldeirão ainda não ferveu. Pior: o público se afugentou, e as últimas partidas disputadas na arena passaram a dar prejuízo.

O primeiro borderô no vermelho se deu na vitória sobre o Atlético-GO, pelo Campeonato Brasileiro, no dia 19 de agosto. Com menos de 6 mil pagantes, o Rubro-negro teve R$ 100 mil de prejuízo. Nos triunfos sobre Atlético-PR (27/08) e Sport (17/09), nas rodadas seguintes, o rombo foi de R$ 20 mil e R$ 119 mil, respectivamente. Os públicos tímidos se repetiram: pouco mais de 8 mil e 7 mil pessoas.

Nesta quarta-feira, contra a Chapecoense, às 19h15 (horário de Brasília) apesar da magnitude de um jogo decisivo pela Copa Sul-Americana, a casa não deverá estar cheia novamente. Até esta tarde, menos de 10 mil ingressos tinham sido vendidos. Deverá ser o suficiente, porém, para render um resultado positivo. Contra o Coritiba, pelo Nacional, menos de 12 mil pagantes bastaram para um lucro de R$ 245 mil.

Nos jogos em que conseguiu os saldos mais interessantes, o Flamengo levou mais de 16 mil pagantes à Ilha. Nessas ocasiões, as rendas superaram R$ 1 milhão e, como os custos de operação ficaram em torno de R$ 575 mil, metade da grana arrecadada foi parar nos cofres rubro-negros.

Com os públicos decepcionantes das últimas partidas, as rendas despencaram. Contra o Sport, por exemplo, foi de míseros R$ 243 mil. As despesas, porém, não conseguem ser reduzidas à mesma proporção. Diante dos pernambucanos, gastos de mais de R$ 360 mil resultaram no recorde de prejuízo até aqui.

Internamente, o Flamengo atribui a fuga dos rubro-negros à campanha decepcionante do time no Brasileiro e ao foco na Copa do Brasil, que transforma os compromissos pelo Nacional em partidas de menor apelo. Mas servem para afugentar os torcedores os altos preços cobrados pelo clube. Contra a Chapecoense, hoje, os ingressos para não-sócios custam entre R$ 90 e R$ 150.

Mesmo com os recentes borderôs negativos — algo restrito aos jogos de menor apelo do Brasileiro —, jogar na Ilha ainda é vantajoso. Caso precisasse atuar no Maracanã, fechar no vermelho seria recorrente. Só de aluguel o clube desembolsaria R$ 700 mil. Na semifinal da Copa do Brasil contra o Botafogo, as despesas somaram R$ 1,8 milhão. Diante do Cruzeiro, no jogo de ida da final, um valor ainda maior: R$ 2,5 milhões.

Enquanto tenta ajustar essa equação, o Flamengo colhe resultados positivos dentro de campo. Na Ilha, o time acumula 78% de aproveitamento. Ainda assim, lá aconteceram duas derrotas duras. A primeira — um confronto direto com o Grêmio pela liderança do Campeonato Brasileiro — foi como um balde de água fria. A outra — diante do Vitória — serviu para expor o desgaste da torcida com o técnico Zé Ricardo e encerrar a passagem do agora treinador do Vasco pelo Rubro-negro.


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