Faltou uma muralha no gol do Flamengo

Dizendo sem medo errar. Foi mais sorte que juízo. Faltou um grande goleiro no Flamengo. E ele não estava no banco de reservas.

Thiago, goleiro do Flamengo, entrando em campo - Foto: Gilvan de Souza
BLOG DO MENON: Sem Diego Alves, que não está inscrito, Reinaldo Rueda apostou no garoto Thiago, garoto de muito futuro, no gol do Flamengo. E, ele, que foi pouco exigido, falhou feio no final do jogo, ao rebater para frente um chute longo de Hudson. Bola que de Arrascaeta não desperdiçou. E por que o uruguaio só havia entrado há poucos minutos? Porque Mano jogou para empatar. E empatou, com uma defesa bem postada, que resistiu bem ao Flamengo.

Resistiu não só por suas qualidades conhecidas, mas também por uma contradição no jogo do Flamengo. A ofensiva era baseada em Berrio, principalmente, na direita, e Everton, na esquerda. E os centroavantes Guerrero e Vizeu estavam nas tribunas de honra. Não podiam jogar. Rueda escalou Lucas Paquetá, jogador de mobilidade, mas de pouca presença na área. E os cruzamentos, como algumas cartas, chegava no endereço correto, mas não havia ninguém em casa.

A outra arma do Flamengo era a inversão de Diego com Arão. O meia recuava e lançava o volante, que aparecia como surpresa durante o primeiro tempo. Rueda fez de tudo para mudar. Foi ousado com Vincíus Jr em lugar de Rodinei e apostou em bom passe, com Cuellar em lugar de Marcio Araújo. E fez o gol com Paquetá, aquele que ficava pouco na área. Estava lá, na hora certa.

Mano colocou Arrascaeta e Arrascaeta marcou. Como contestar? Como dizer que a opção pela defesa foi arriscada? Dizendo, né? Dizendo sem medo errar. Foi mais sorte que juízo. Faltou um grande goleiro no Flamengo. E ele não estava no banco de reservas.


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