Flamengo: Noite dos volantes, categoria de Juan e fator Guerrero

Cuéllar e Willian Arão voltaram a atuar juntos no time titular. E a noite na Ilha do Urubu começou de forma perfeita para a dupla.

Willian Arão e Guerrero comemorando gol do Flamengo com jogadores - Foto: Gilvan de Souza
GLOBO ESPORTE: Há uma semana, Rueda havia dito que o Flamengo precisava ''guerrear'' em competições de mata-mata. Na vitória por 4 a 0 sobre a Chapecoense na Ilha do Urubu, os jogadores mostraram que entenderam o recado do professor. Jogando bem durante os 90 minutos, a equipe não deu chance ao adversário e avançou sem sustos para as quartas de final da Copa Sul-Americana.

Mais do que dominar, o time brigou por todas as bolas e mostrou pegada do início ao fim. Os gols foram marcados por Cuéllar, Willian Arão, Juan e Lucas Paquetá. Com destaque para a noite inspirada do zagueiro e do volante colombiano. Agora, o Rubro-Negro aguarda o vencedor do confronto entre Fluminense e LDU, que se enfrentam nesta quinta, às 19h15 (de Brasília), no Equador.

O primeiro gol gerou muita reclamação do banco da Chapecoense. Após bom lançamento de Trauco, Guerrero tentou driblar Jandrei, mas a bola sobrou para Cuéllar, que balançou a rede. O auxiliar havia levantado a bandeira, mas o árbitro Michael Espinoza mandou seguir. A bola tocou na cabeça de Grolli, deixando o atacante peruano em posição legal.

DESTAQUES DO FLAMENGO

Noite dos volantes

Cuéllar e Willian Arão voltaram a atuar juntos no time titular. E a noite na Ilha do Urubu começou de forma perfeita para a dupla, que marcou os dois gols no início do primeiro tempo. Após ficar no banco no último domingo, o colombiano teve uma excelente atuação, tanto na marcação quanto na ligação. Errou muito pouco.

Com os volantes, a a bola fluiu bem pelo meio, e o Flamengo conseguiu trocar passes e girar o jogo, obrigando a Chape a chegar apenas pelas pontas - apenas em dois lances na primeira etapa, faltou cobertura.

Categoria de Juan

Como Trauco tem menos característica de marcação, Pará subiu ao ataque bem menos do que de costume, ajudando a zaga e ficando na sobra. Aos 38 anos, Juan fez uma excelente partida na defesa, ocupando os espaços certos, parando ataques. Ele ainda marcou o terceiro gol.

Juntos, sim!

O quarteto ofensivo de Rueda veio forte para a partida desta quarta. Além de Berrío (caindo pela ponta direita) e Guerrero, o Flamengo teve pela segunda vez consecutiva Diego e Éverton Ribeiro juntos no time titular.

O camisa 7 atuou de forma predominante na ponta esquerda, dando muito trabalho a marcação, chamando jogo e ajudando também na defesa. Foi dele o passe preciso para Paquetá no lance do quarto gol. Diego, por sua vez, não conseguiu criar muito.

Fator Guerrero

Não é de hoje que Guerrero mostra que, apesar da camisa 9, pode ser decisivo sem balançar as redes. Na noite desta quarta-feira não foi diferente. Travando uma disputa com a marcação forte do Douglas Grolli, ajudava a segurar a bola no ataque. Acabou deixando Cuéllar livre para abrir o marcador e, no lance do segundo gol, fez jogada digna de lateral ao cruzar na medida para Willian Arão. Queria marcar o dele e, se não fosse Jandrei, teria conseguido, mas o goleiro espalmou nos pés de Juan a cabeçada do peruano, e o zagueiro não perdoou.

VEJA AS NOTAS DOS JOGADORES DO FLAMENGO

Diego Alves [GOL] - 7,0
Pará [LAD] - 6,5
Réver [ZAG] - 6,5
Juan [ZAG] - 8,0
Trauco [LAE] - 7,0
Cuéllar [VOL] - 8,0
Willian Arão [VOL] - 7,5
Diego [MEI] - 5,5
Éverton Ribeiro [MEI] - 7,5
Berrío [ATA] - 6,0
Guerrero [ATA] - 7, 0

Paquetá [ATA] - 7,0
Gabriel [MEI] - 6,5
Vinicius Junior [ATA] - sem nota


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