Maurício Prado culpa Departamento de Futebol por ano do Flamengo

Bandeira e Fred tem muito a fazer na administração e, por exemplo, na questão do futuro estádio do Flamengo.

Jogadores do Flamengo na final contra o Cruzeiro - Erwin Oliveira/Gazeta Press
RENATO MAURÍCIO PRADO: O Flamengo começou a perder a Copa do Brasil numa falha grosseira do jovem goleiro Tiago, na partida no Maracanã (que os cariocas venciam com justiça), e acabou entregando, definitivamente, o título na ridícula e absurda estratégia de Muralha de saltar sempre para o mesmo canto (direito) – algo que, pasme! – os jogadores do Cruzeiro, confessaram, após a partida, já sabiam de antemão!

Diante de tal revelação, é possível imaginar que a infeliz ideia urdida pelo preparador de goleiros Victor Hugo e por Muralha foi uma trapalhada ainda maior do que se podia imaginar inicialmente. Afinal, em princípio, somente os dois tinham conhecimento da estúpida decisão de pular para um só lado. Se os adversários souberam antes, ou um o outro bateu com a língua nos dentes, antes da hora…

Fato é que, por mais que o presidente Eduardo Bandeira de Mello e o diretor executivo Rodrigo Caetano queiram protegê-los, nem Muralha nem Victor Hugo têm mais condições de permanecer no clube. Idem, idem para outros pernas de pau como Gabriel, Márcio Araújo, Rafael Vaz etc. Não somente pelos resultados desastrosos que provocaram como pelo fato de que são odiados pelo torcedor e até por vários dos atuais dirigentes.

Aí está, aliás, está outro dos grandes problemas desse Flamengo de elenco milionário e resultados até agora nada condizentes com a fortuna que se gasta no departamento de futebol. Desde que Flávio Godinho foi preso e, consequentemente, abandonou a vice-presidência de setor, o clube está à matroca no seu antigo departamento.

Teimoso como ele só, Bandeira insiste no erro crasso de que ele e Fred Luz são “do ramo” e podem tocar o barco, ao lado de Rodrigo Caetano. Não podem. Não sabem como fazer e cada vez mais enfiam os pés pelas mãos, misturando estações e deixando as coisas correrem frouxas, num setor em que é fundamental equilibrar o pulso forte com a malemolência de um mundo único nos esportes.

Quando disse, em entrevista a Benjamin Back, no Fox Sports, que os jogadores mais desprezados pela torcida eram seus “protegidos”, o presidente enfiou os pés pelas mãos e está até agora tentando se explicar com a desculpa esfarrapada de que foi mal interpretado. Coisa nenhuma. Agiu como amador. Cometeu um erro típico de quem não sabe como lidar com o futebol e seu universo pra lá de apaixonado, apaixonante e extremamente complexo.

A manutenção do técnico Zé Ricardo até o limite do absurdo foi outro exemplo claro de sua ingenuidade e inabilidade. Se Reinaldo Rueda fosse contratado antes, muito possivelmente, o Flamengo estaria em posição bem melhor no Brasileiro. E teria chegado à final da Copa do Brasil muito mais arrumado em campo.

A escalação original no jogo do Mineirão, mostra que o treinador colombiano sabe das coisas. Diante do que podia usar, escalou a melhor equipe. E poderia ter ganho, se algumas peças tivessem rendido individualmente o que é normal se esperar delas. Diego, principalmente. E não vou falar nem no pênalti. Desde que voltou da cirurgia no joelho (que provocou uma tremenda crise no departamento médico, uma vez mais por falta de comando maior), o maestro do time anda irreconhecível. Recebe a bola e, inseguro, parece não saber o que fazer com ela. Rodopia pra lá e pra cá, no pior estilo “enceradeira”, toca pra trás ou se limita a cavar faltas, para batê-las em seguidos e inúteis cruzamentos altos sobre a área adversária. Aí está um caso típico que precisa de alguém do ramo, para se aproximar, conversar com ele, entender o que está havendo e buscar, o mais rapidamente possível, uma solução. Algo está muito errado. Desaprender a jogar, Diego não desaprendeu. Ah, que saudades de um Domingos Bosco…

Com o elenco atual (agora todo à disposição) e sob o comando de Rueda, o Flamengo ainda tem condições de brigar por uma posição melhor na tabela (G-4, por exemplo) e pelo título da Sul-Americana. Mas urge que se coloque um dirigente de verdade no comando do futebol, pois a trilogia atual (Bandeira, Luz e Caetano) está deixando escapar tudo por entre os dedos e a temporada vai acabando. O título do Carioquinha, nem de longe, é o bastante para salvar o ano.

Em tempo: o que faz (o grande ex-zagueiro) Mozer, no departamento de futebol? Se alguém souber, por favor, me avise…

Em tempo 2, a missão: e o Conca? Não é possível que não possa ser usado nem em time alternativo!

Em tempo 3, o retorno: Bandeira e Fred tem muito a fazer na administração e, por exemplo, na questão do futuro estádio do Flamengo. Que se fixem nisso e entreguem o futebol para alguém que o conheça.

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