Pior que a raiva é a indiferença

Vitória que é a missão de todo jogo, de todo campeonato e de todo o sempre para quem escolheu ser Flamengo.

Jogadores do Flamengo em cobrancas de pênaltis contra o Cruzeiro - Foto: Lucas Figueiredo/CBF
FALANDO DE FLAMENGO: Por Léo Sardou

Já vi jogos do Flamengo fora do Rio, mas nunca havia ido numa decisão. Dessa vez, sem impeditivos de trabalhos, mergulhei nessa aventura. Fui e fiz. Faria tudo novamente. Com ou sem título, a experiência é algo a mais no tradicional rubronegrismo tradicional.

Achava que seríamos campeões? Não, eu tinha certeza! Tinha certeza que ganharíamos no tempo normal com algum gol mágico, ou com alguma casualidade e interferência dos Deuses do Futebol e São Judas Tadeu, é claro.

Infelizmente não foi isso que aconteceu. Quando deu 40’ do segundo tempo, falei para o amigo da arquibancada. Fudeu! Vai para os pênaltis. Para a amiga do outro lado avisei: Quis Deus que fosse decidido assim, ou Muralha saí Herói, ou nada será anormal. Não foi.

Durante as quase duas horas que demorei para conseguir sair do complexo Mineirão (falarei em outro parágrafo sobre isso). Não senti a mínima dor, revolta ou emoção parecida. Uma única pergunta martelava em minha cabeça. “Léo, no início do ano você achava que esse time poderia ser campeão da Libertadores”. E minha reflexão vai ser sobre isso. É impossível não se sentir massa de manobra, ou mesmo bobo ou iludido pela paixão. Esse time, ou grupo de jogadores que envergam o Manto hoje, não tem o mínimo compromisso com a VITÓRIA. VITÓRIA que é a marca que trazemos na nascença de nossa alma RUBRO-NEGRA. VITÓRIA que é a missão de todo jogo, de todo campeonato e de todo o sempre para quem escolheu ser FLAMENGO.

Esse grupo não sabe o que é isso. Do presidente ao centroavante, eles não sabem o que ter o compromisso de ser vencedor. Contemporizam derrotas, vexames, não se envergonham. Tem CT, salário em dia, investimento, a puta que pariu e não tem ninguém para cobrar. Não pode o atleta que perdeu o pênalti dizer “Eu não paguei para ninguém me escolher o melhor da competição. Se isso aconteceu, tenho meu mérito.” Mérito? Filho da Puta, perdemos as grandes competições do ano, a Libertadores foi para o Caralho, o Brasileiro, vocês abdicaram (Com a anuência da diretoria) e você me fala em mérito? Diego, ISSO AQUI É FLAMENGO! Ganhar a PORR* TODA não é questão de mérito é OBRIGAÇÃO!

Não pode os VPs que adoram aparecer nas redes sócias, sumirem. NÃO PODE e é INCONCEBÍVEL  que o Vice Presidente de COMUNICAÇÃO comemore um prêmio “De cu é rola” no dia pós um FRACASSO, FRACASSO! Simplesmente não pode. Falta senso de oportunidade, falta postura, falta tesão. Não pode um grupo todo dizer que a instrução do PREPARADOR DE GOLEIROS era pular para apenas um lado. Cadê o Centro de inteligência para passar para o goleiro como foram os últimos penais que os jogadores do cruzeiro bateram? O Bruno sempre levava essa informação para as partidas, não pode afirmar que a tática era pular para apenas um lado. Fábio sabia que o Diego em 70/80% das cobranças bate ali, do mesmo jeito naquele canto e com força. A bola foi onde o Fabio já esperava.

Enfim, dor mesmo eu senti na Libertadores, desde ontem eu sinto indiferença e isso dói, eu realmente queria estar puto, mas, quando não existe planejamento e vontade, fica tudo na conta do imponderável, e ele pode optar para dar para a gente ou não. Ontem foi o dia do não. Mais uma vez nessa Gestão vamos ter mil desculpas, mas o retrato do nosso resultado do campo é a cara do mandatário. FROUXO, SEM COBRANÇA E PERDEDOR.

PS: Prometi falar sobre o tratamento dado no Mineirão. O que sofremos ontem foi brincadeira para um estádio que foi palco de Copa do Mundo. Parecia que os organizadores programaram tudo para dar merda. Não deu, pois Deus não quis. Policiais que provocavam quando não agrediam torcedores, muitas vezes sem motivo. O caminho dado pela organização para passarmos era pior que um curral. O Gepe é uma mãe para quem vem jogar aqui. Tudo bem que se igualar por baixo é uma merda, mas o que aconteceu ontem foi uma vergonha. Deixo como sugestão marcar a concentração das torcidas dos times visitantes na Quinta da Boa Vista e deixá-los num curral ao Deus dará. E mesmo assim estariam melhor do sufoco que passamos ontem. Gás de Pimenta foi brinde.


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