Presidente do Flamengo elogia Organizadas, mas reprova violência

Eduardo Bandeira de Mello, do Flamengo, chegou a lembrar das primeiras torcidas organizadas e elogiou a festa que elas faziam.

Instrumento de Torcida Organizada do Flamengo no Maracanã - Foto: Divulgação
SPORTV: Os presidentes de Flamengo e Botafogo foram convidados do "Seleção SporTV" e comentaram as brigas envolvendo as torcidas organizadas dos dois clubes, inclusive com a morte de um torcedor em fevereiro deste ano, antes de uma partida pelo Campeonato Carioca. Os dois dirigentes concordaram que o melhor caminho para diminuir a violência é encontrar os culpados e puni-los.

Eduardo Bandeira de Mello, do Flamengo, chegou a lembrar das primeiras torcidas organizadas e elogiou a festa que elas faziam. Mas defendeu punição exemplar para os envolvidos em violência.

- O clube tem que ser totalmente independente das torcidas organizadas. Sou um fã do movimento de torcidas organizadas como surgiu, lá no final da década de 60. Acho que é um espetáculo maravilhoso que as torcidas sempre proporcionaram no Maracanã. As do Flamengo são campeãs nesse sentido. A gente não pode permitir é que isso descambe para a violência. As torcidas organizadas eram um movimento espontâneo de torcedores que iam para torcer, cantar, brincar, e até provocar de uma maneira saudável. E depois saía todo mundo junto, pela mesma rampa inclusive. Não havia necessidade de escolta, de policiamento exagerado. Infelizmente, isso se desvirtou. E isso só vai acabar quando nós começarmos a punir as pessoas físicas. Bandido não tem CNPJ, bandido tem CPF. Se você identificar quem são os desordeiros... Chamar de arruaça é até pouco. É crime mesmo. De vez em quando, morre um ou os policiais são agredidos. Enquanto não se definir quem são os culpados e eles não forem exemplarmente punidos, a gente não vai chegar a uma solução boa para isso - disse Eduardo Bandeira de Mello.

Carlos Eduardo Pereira diz que os clubes não podem ser sempre responsabilizados pela violência das torcidas organizadas e crê que, dentro dos estádios, acontecem geralmente pequenos incidentes.

- Eu concordo inteiramente com o Eduardo. A punição aos infratores é fundamental. Muitas vezes, querem transferir para os clubes a responsabilidade de controlar a violência. Nós não temos poder de polícia. Querem colocar o reconhecimento facial na entrada do estádio. Bacana. Nós colocamos. Mas 99% das brigas ocorrem fora do estádio. Dentro do estádio, são poucos problemas. Tem aquele torcedor que quebrou a cadeira, que desacatou o policial, e o policial jogou o spray de pimenta. Mas não chega a um grau tão violento.

O presidente do Botafogo afirmou que o clube alvinegro tem uma relação totalmente independente com as suas torcidas organizadas. No entanto, não pode impedir que pessoas com ingressos entrem no estádio.

- É um problema grave da nossa sociedade. Mas, da parte do clube, em momento nenhum se estimula. No Nilton Santos, nenhuma torcida tem sala reservada. O Botafogo não tem nenhum funcionário ligado à torcida organizada, que facilite a entrada. Não tem negociação de ingresso. Eles são sócios torcedores. Você tem um limite, a partir do momento em que você realiza um espetáculo público, e as pessoam têm acesso pagando o ingresso.

Botafogo e Flamengo fazem clássico no domingo, no Nilton Santos. Como mandante, Carlos Eduardo Pereira afirmou que todas as medidas para evitar que ocorra violência serão tomadas.

- Antes de toda grande partida, e vamos ter um clássico no domingo, estarão os staffs dos dois clubes sentados com a federação, com o Gepe, com o Jecrim, com todos os players envolvidos na organização da partida. Não há aquela questão de "não houve diálogo prévio, então vai haver conflito". Pelo contrário, nós vamos realizar dentro do melhor padrão possível. O mandante reforça a segurança se houver consenso disso.


Marcadores:

Postar um comentário

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget