Ronaldo demorou a ser emprestado pelo Flamengo

É muito cedo para dizer se Ronaldo vai ou não aproveitar o empréstimo no Atlético-GO para mostrar que merecia mais chances no Flamengo.

Ronaldo comemorando gol pelo Atlético-GO - Foto: Reprodução
NA BASE DA BOLA: por Pedro Venancio

Autor de um belo gol que selou a vitória do Atlético-GO sobre a Ponte Preta neste sábado, Ronaldo é um nome que gera muita controvérsia quando o assunto é o aproveitamento da base do Flamengo em 2017. Emprestado ao clube goiano recentemente, o volante foi muito bem na partida e dá um indício (e por enquanto é apenas um indício) de que justificará boa parte da expectativa criada em torno dele, fazendo o que um jogador jovem mais precisa: jogando futebol.

Na base, Ronaldo foi polivalente. Jogou de volante, meia, ponta e lateral-direito. Quase sempre bem, mostrando boa leitura de jogo, boa técnica e atendendo o que pedia o então técnico dos juniores do Flamengo, Zé Ricardo. Zé, diga-se, sempre reiterou a admiração que tem por ele, mas deu a ele poucas chances nos profissionais. Restava apenas um caminho: o empréstimo.

E ele demorou a vir. Nos últimos dois anos, Ronaldo jogou menos de dez partidas pelos profissionais do Rubro-Negro. Se levarmos em conta que ele subiu definitivamente após a Copa São Paulo de 2016, é possivel dizer que ele ficou um ano e sete meses encostado no elenco de profissionais, muitas vezes sem sequer ir ao banco de reservas nos jogos, mesmo com 12 vagas existentes no banco.

Clubes interessados não faltavam. O próprio Atlético-GO chegou a procurar o Flamengo ainda no primeiro semestre e recebeu uma negativa. O Flamengo, que já contava com William Arão, Márcio Araújo e Cuéllar no ano passado, contratou Rômulo, deixando ainda menos espaço para Ronaldo se desenvolver.

A situação de Ronaldo gera mais um debate sobre um tema complicado no futebol brasileiro: a transição da base para os profissionais. Já há, no Flamengo, uma identificação de bons talentos na base e o trabalho por lá melhorou muito nos últimos anos. Houve, em 2017, o aproveitamento de jogadores como Lucas Paquetá, Felipe Vizeu, Thiago, Léo Duarte e, claro, Vinícius Júnior, que pulou etapas. Mas ainda fica a impressão de que o planejamento precisa ser ajustado em alguns pontos para que esses jogadores se insiram de vez entre as opções para os profissionais. E não adianta achar que as coisas vão acontecer do dia para a noite, espontaneamente.

É muito cedo ainda para dizer se Ronaldo vai ou não aproveitar o empréstimo no Atlético-GO para mostrar que merecia mais chances no Flamengo, apesar do início ser animador. Mas, novamente, as oportunidades precisam ser dadas, para que ele possa se desenvolver e, com o tempo, responder a essas questões dentro de campo, jogando futebol. E não apenas treinando no terceiro time.


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