Sempre ela! Jovem do Flamengo quem causou invasões no Maracanã

Polícia Militar afirmou que será investigada uma possível participação de torcidas organizadas nos episódios.

Foto: Divulgação
GLOBO ESPORTE: Episódios de violência fora das quatro linhas marcaram o primeiro jogo da final da Copa do Brasil, na última quinta, entre Flamengo e Cruzeiro, no Maracanã. Comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), o major Silvio Luiz negou que haja um problema de contingente da Polícia Militar nas partidas e garantiu que o problema é a postura dos torcedores.

O efetivo destacado pelo Gepe para a final da Copa do Brasil foi de 102 homens - atuando dentro do estádio e nos acessos. O número é inferior aos 187 da semifinal entre Flamengo e Botafogo, também no Maracanã. Como efeito de comparação, estiveram presentes 100 policiais na Ilha do Urubu para Flamengo x Palestino, que recebeu 6.074 torcedores.

- O que a gente tem que questionar é o comportamento do torcedor no estádio, pulando de um setor para o outro, invadindo o estádio. O comportamento dos torcedores nos jogos de grande apelo tem sido preocupante. A bebida é liberada. Arrebentaram a grade de um setor para o outro, a gravidade disso é enorme, foram cenas de vandalismo. A polícia foi acionada para conter esses torcedores. Não tem que falar em aumento de contingente. O Flamengo aumentou muito o número de seguranças, mas não adianta aumentar a quantidade de policiais se o torcedor se comporta dessa forma. O torcedor está sem limite - afirmou o comandante.

De acordo com Silvio Luiz, as principais ocorrências registradas pela Polícia Militar foram no entorno do Maracanã. Dentro do estádio, o major destacou a invasão de grupos de torcedores sem ingressos na entrada C. Ele afirmou que os portões foram abertos por conta da grande quantidade de torcedores imprensados na grade.

- Houve uma grande quantidade de grupos de torcedores sem ingresso, ingressos falsos na mão de cambistas e roubo de ingressos e celulares. Prendemos um homem sem ingresso e com três celulares. Dentro do estádio, a invasão foi um problema na entrada C, os torcedores conseguiram derrubar a grade, forçaram o portão e entraram. Tivemos que abrir, porque muita gente ficou imprensada no portão. Foi uma ação rápida. No entorno do estádio durante praticamente todo o período, grupos grandes tentaram invadir o estádio a todo momento, mas foram contidos pelos policiais. Eu estava com o policiamento concentrado nas entradas, para evitar as invasões ao estádio, quando os torcedores começaram a pular as grades para trocar de setor. O Flamengo providenciou um reforço da segurança privada, mas eles não respeitaram.

Com as invasões de grandes grupos de torcedores sem ingressos, o major garantiu que o Gepe vai relatar o ocorrido no relatório ao comando da Polícia Militar e afirmou que será investigada uma possível participação de torcidas organizadas nos episódios.

- Nós fizemos algumas poucas prisões. Um torcedor foi pego pela segurança enquanto tentava invadir. Ele foi identificado como membro da Torcida Jovem do Flamengo e foi autuado por desobediência, ele não poderia estar ali, pois a Torcida Jovem do Flamengo está suspensa (até 2020, por conta do assassinato de um torcedor do Botafogo). Tivemos algumas prisões por tentativa de invasão. Vamos verificar na investigação se essas ações partiram de torcidas organizadas. Todas as informações que conseguimos colher, principalmente nas redes sociais - onde monitoramos perfis de membros de torcidas organizadas - nós usamos para tentarmos fazer a identificação dos responsáveis - finalizou.


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