VP do Flamengo dá prazo de mais um ano para obras de Estádio

A promessa é de não dar passos maiores do que as pernas. Projeto com luxo desnecessário não está em pauta.

Projeto de Estádio do Flamengo em Guaratiba - Foto: Reprodução
DE PRIMA: Vice de patrimônio do Flamengo, Alexandre Wrobel fala sobre os passos para concretizar sonho de construção do estádio rubro-negro. A promessa é de não dar passos maiores do que as pernas. Projeto com luxo desnecessário não está em pauta.

Problema pelo fato de o terreno na Avenida Brasil ser relativamente próximo a São Januário? Ele não vê:

– Sinceramente, não acho que seja problema. O Maracanã também é próximo de São Januário. Os jogos não são simultâneos, tem uma via expressa cortando.

O estádio do Flamengo sai do papel ainda na gestão Bandeira?

Primeiro, temos que trabalhar muito, como estamos trabalhando, na eventual aquisição do terreno, nos estudos que estão sendo feitos. Sendo positivo o resultado, temos quatro meses para aquisição. Aí, depois disso, temos um prazo de elaboração de projeto, detalhamento, um longo caminho pela frente. Não acredito que a obra comece dentro de um ano.

Mas então a gestão que vier também vai precisar “comprar a ideia”…

Para comprarmos o terreno, ainda passa pelo conselho deliberativo. Se o Flamengo optar por isso, é um projeto do clube, não dessa gestão.

Com o terreno na Avenida Brasil, como fica a situação do estádio acústico da Gávea?

São projetos que caminham em paralelo. Mas só faz sentido o estádio da Gávea se o Flamengo tiver o Maracanã. Se formos construir estádio próprio, não faz sentido estádio na Gávea.

Para a Avenida Brasil, há conversas para contrapartidas da Prefeitura?

Ainda não. Estamos ainda na fase preliminar. O prefeito está ciente, está sabendo, mas, por enquanto, não há nada de concreto, estamos estudando o terreno. O Flamengo vem investindo fortemente na cidade do Rio, mas não existe definição do rumo a seguir.

Como surgiu essa oportunidade de terreno na Avenida Brasil?

Estudos que fizemos há quase um ano, levantando terrenos na cidade. Analisamos praticamente 40 terrenos. Chegamos três que nos atenderiam e culminamos com esse. Já vinhamos estudando esse terreno há um tempo. Chegamos a um consenso em relação a valores. E aí assinamos o documento, que não obriga o Flamengo a nada, mas dá um prazo para os estudos necessários.

E o preço? Cabe no orçamento, no ritmo atual de crescimento de receitas?

Existe um valor firmado na opção de compra. O Flamengo tem um prazo para exercer a compra. Faz parte de um projeto maior que viemos trabalhando. Não adianta só comprar o terreno. Tem que construir o estádio. Vamos ser muito pé no chão, realistas, não vamos fazer loucuras. É um projeto da história do Flamengo. Logicamente, qualquer coisa dessa grandeza necessita de esforço, mas também de responsabilidade. Vamos ter muito trabalho, muita transparência.

Quais os estudos serão feitos nesses quatro meses?

Uma série de coisas, como impacto ambiental, solo, contaminação, mobilidade urbana, legislação urbanística… É um trabalho longo. Já temos algumas empresas trabalhando. Tudo vai sair dentro do prazo, três ou quatro meses.

O Maracanã virou, então, a terceira, quarta opção, projetando a longo prazo?

Sempre deixamos muito claro que tínhamos o interesse de fazer a operação, administração do estádio. Só que as coisas não caminharam como imaginávamos. Até agora, não temos acesso ao edital. Estamos tocando a nossa vida. Se os termos do edital nos atenderem, ótimo, vamos participar. Do contrário, vamos para o estádio.

Em que ponto o projeto do Atlético-MG é interessante para vocês?

Estamos estudando várias situações, outros exemplos. Pegando pontos positivos, negativos, erros e acertos. Não tem um específico que sirva de modelo, existe estudo em cima do que foi feito. Tanto aqui quanto lá fora.

E quais exemplos negativos não seguir?

Isso vamos segurar mais um pouco, é um passo longo. Mas não queremos fazer um estádio de Copa do Mundo, gastar R$ 1 bilhão. Queremos um estádio com a cara do Flamengo, para a torcida do Flamengo, dentro do menor custo, sem luxo.

Naquele enrolo da Ilha, houve pedido de propina por parte dos Bombeiros?

Desconheço por completo. Comigo não, não existe abertura nesse sentido.

Vocês se veem com apoio político para tocar esses projetos? No Atlético-MG, tem gente que não concorda com o estádio…

Isso faz parte do processo democrático, tem gente que acha que estádio não é importante. Outros sonham com estádio. Não cabe à presidência, à minha parte. A decisão final cabe ao conselho do clube.


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