Apatia impede mais uma vez reação do Flamengo

O futebol é uma caixinha de surpresas. Mas não estamos garantindo nada.

Willian Arão em São Paulo x Flamengo - Foto: Staff Images
BOTECO DO FLA: por Mercio Querido

Maaaaaisssss um jogo de um tempo só. Que beleza!!!

A tarde já começou meio torta quando vimos a opção do Rueda, deixando o talentoso e disposto Paquetá no banco e mandando o Geuvânio, que ainda não mostrou a que veio desde sua chegada, para o campo de jogo.

Mas quer saber de uma coisa? Isso aí é o trabalho e escolha do Profe e é o dele que tá na reta física, apesar dos nossos milhões de corações apaixonados que estão na reta psicológico-afetiva. Fora isso, NUNCA vamos ficar sabendo como andam os treinamentos já que os trecos são todos fechados. Vai que o Geuvânio joga pacarái no CT e ninguém sabe do lado de cá? Aliás... Alguns momentos de ontem corroboram o que escrevi aqui ao dizer que a onda dos Treinos Fechados é mais por um certo acanhamento por não ter o que mostrar que por estratégia. E não falo só do Flamengo nessa hipótese.

Agora... Independente de escolhas antes da bola rolar ou substituições feitas após... Alguém precisa de forma urgente explicar para os pobres mortais do lado de cá porque o time volta e meia inventa de jogar apenas um tempo. Isso quando não acha melhor não jogar em nenhum dos dois. Nessa tarde de domingo no Pacaembu, se APENAS tivesse o time agido durante toda a partida como na segunda etapa, e que ainda assim não fez nada demais, o resultado poderia ser outro.

O motivo é o futebol brilhante e competitivo mostrado no pós-intervalo? De jeito nenhum. Isso não aconteceu em nenhum dos noventa e tantos minutos de bola rolando. A razão é mais por uma questão de números e probabilidades. O Flamengo entrou em campo munido de alguns bilhetes de loteria. Esses bilhetes consistiam em tacar a bola pro alto de qualquer maneira na maioria das vezes, pra ver se os 2,10 metros de altura do Paquetá resolveriam a parada, e em alguma outras poucas vezes (pelo menos isso) arriscar umas bicancas de fora da área. Se APENAS usasse essas poderosas armas muito bem guardadas nos Treinos Fechados Estratégicos de meio de semana por um tempo maior, os Deuses do Futebol poderiam tentar dar uma força e estufar as redes adversárias antes das nossas, mudando os números finais do placar. Afinal, com Poder de Reação não dá pra contar nessa temporada e a gente já percebeu.

Como só começou a fazer isso (uma única finalização na primeira etapa) depois que a vaca já tinha ido para o brejo, dado o nosso nulo poder de reação já supracitado... Foi o que foi.

Bem... O 10/10 já era. Alguém poderia vir a público e abrir logo o jogo. É reset e começar o Projeto 08/08 ou já podemos voltar os olhos para a próxima temporada?

Seria mais honesto e menos desgastante pra todo mundo, além de mais produtivo, algum jogador pegar o microfone na sala de imprensa e falar:

“Bem... É isso pessoal. Deu ruim. A gente ficou remoendo aquela merda de eliminação precoce na Liberta por um tempo e isso acabou não fazendo nada bem. É triste... Mas a gente já está tecnicamente de férias. Prometemos um gran... Eh... Na verdade talvez nem tanto... Mas vá lá... Prometemos que vamos PENSAR seriamente em levar tudo a sério na próxima temporada. Inclusive analisando a hipótese de jogar pelo menos uns 75 minutos por partida sempre, que de repente pode até ser suficiente pra ganhar mais jogos. Ahn? Classificação para a Libertadores? Olha... Pode até ser... O futebol é uma caixinha de surpresas. Mas não estamos garantindo nada”.

Pronto... A gente se juntava em estado de espírito à equipe e começava a programar logo amigo oculto, ceia de Natal, confraternização de fim de ano e todas essas coisas.

Pra completar... Logo após essa sincera entrevista entrava um Smurf com uns 500 slides, mostrava uma pá de planilhas e balanços financeiros, talvez uma Maquete Digitalizada Tridimensional Mega Blaster Fucker do Suposto Novo Estádio na Avenida Brasil e uma outra da Arena na Gávea, e findava logo com umas pré-promessas de campanha para a eleição 2018.

Ia doer? Ia. Mas seria logo uma dor de mata-mata, e não esse sofrimento homeopático em pontos (es)corridos pelos dedos.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.


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