Birner critica Fifa e diz que Flamengo não precisa mendigar mundial

O Flamengo de Zico é mais reverenciado e importante que alguns times campeões do Mundo.

Foto oficial do Flamengo campeão mundial de 1981 - Foto: Divulgação
BLOG DO BIRNER: A chancela da FIFA para as conquistas do Santos de Pelé, Flamengo do Zico, Grêmio de Renato Gaúcho e São Paulo de Raí é praticamente irrelevante. Nada altera para as agremiações.

Tanto faz se a entidade batiza de Mundial ou de Intercontinental. Aliás, esse último era muito melhor que a versão ampliada, comercial, política implementada para tentar proporcionar lucros e servir como média entre cartolas.

Esportivamente, por enquanto absolutamente nada agregou.

Os ‘geografistas’

Essa não é a primeira vez que abordo o tema. Conheço as reações de alguns, como as dos modinhas, antis e ‘haters’, por isso adianto obviedades do planeta lúdico do futebol.

Aos territorialistas, que acham necessária a participação de clubes de todos os continentes, lembro que a seleção ganhou duas vezes a Copa do Mundo em versões nas quais não havia disputa por vagas na África e ou na Oceania.

O mesmo vale para mais nações campeãs. Em 62 foi a primeira edição de eliminatórias exclusivamente africanas.

A Austrália participou do torneio eliminatório contra africanos e asiáticos por uma vaga ao Mundial ganho pela Inglaterra em 1966.

Américas Central e do Norte são da mesma confederação de futebol.

O raciocínio ‘geografista’ é rígido e pouco inteligente, despreza contextos esportivos e para ser coerente necessita, por exemplo, avaliar o título mundial de clubes do basquete como mais relevante que o da NBA.

Planeta do futebol

A Libertadores e a Liga dos Campeões, seja na versão atual ou anterior, reuniam a competência de clubes do esporte.

Isso ninguém pode alterar: nem os burocratas, cartolas e cia.

As zebras não são referências. A Itália tropeçou diante da Coreia do Norte na Inglaterra e mais de meio século continuamos aguardando o surgimento de uma seleção ou agremiação da Ásia que pode ser colocada entre as melhores de qualquer época. O mesmo vale para as da América do Norte e Central, África e Oceania.

A essência

O valor de qualquer conquista é proporcional a intensidade da emoção gerada nos torcedores, incluindo o incômodo dos anti.

Quem acha que a referência é o carimbo de burocratas – uma parte afastada dos cargos por corrupção e outra que jogava com esses e a sucedeu – para quem o futebol é o produto pelo qual podem atingir o que pretendem, meio pelos quais podem atingi-los, se comporta como um cartola, lembra a porção da população que reclama do congresso e tem carteirinha falsa para obter descontos em ingressos.

Os exemplos são concretos: o Estadual foi um grande torneio porque garantia a alegria da torcida na temporada.

Depois que o público alterou a preferência o torneio perdeu força.

Os gigantes

O São Paulo de Raí e Telê Santana foi muito melhor e mais importante que o ganhador no Mundial com gol de Mineiro.

Marcelo Bielsa, Guardiola, Maurício Pochettino e mais técnicos atualizados e competente elogiaram o time e afirmaram que beberam na fonte da sabedoria e estética daquele time boa gramados.

O que conquistou o tricampeonato foi muito importante para a agremiação, mas nunca como o que se impôs diante do Milan e do ‘dream team’ do Barcelona.

O Flamengo de Zico é mais reverenciado e importante que alguns times campeões do Mundo.

O Grêmio de Renato continua sendo o principal time que o clube montou. Corinthians e Internacional tiveram anteriormente desempenhos melhores que os das conquistas. O Santos de Pelé foi, provavelmente, o mais forte do futebol.

Carimbos, burocracias e política para referendar os Intercontinentais como mundiais, porque a FIFA pretende promover uma versão igual, são para quem gosta mais de cartório que da arquibancada.

Muito óbvio

Tenho pouca vocação para ser massa de manobra. Pode acontecer, por ignorância minha em alguns assuntos, mas nesse a possibilidade é nula.

Pelo amor de Deus

Torço para nenhum clube embarcar nesse lobby. Mendigar conquistas após serem aplaudidos pelos oponentes da Europa e pararem cidades nas comemorações será muita reverência ao poder legítimo no papel e desprezível na essência do futebol.


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