Cada um com a sua cruz

Por lá volta e meia era levantada a questão da desorganização administrativa do Flamengo.

Foto: Gilvan de Souza
BOTECO DO FLA: Quem te viu e quem te vê. A velha expressão encaixa perfeitamente (ou quase) na realidade das duas equipes que se enfrentam hoje no Pacaembu.

Algum tempo atrás... E nem são muitos anos... Um brother meu conhecia um povo que trabalhava no São Paulo. Por lá volta e meia era levantada a questão da desorganização administrativa do Flamengo. Diziam que bastava pra gente pelo menos uns 30 % da organização existente por lá para, somada ao nosso potencial imenso devido ao número de torcedores, acontecer uma grande mudança que levaria tudo para outro patamar nos resultados dentro e fora do campo.

Sei lá que diabos aconteceu por lá. Confesso que ia dar uma pesquisada nesse histórico pela Internet e travei, com medo de tomar conhecimento de que acontecimentos e ações até simples e corriqueiros fizeram chegar a esse ponto. Sabe como é... Esse troço de organização é tão recente por aqui que a gente fica pensando se não pode acabar de uma administração para outra e voltar pra fase do “acabou o dinheiro”, “eu finjo que jogo e eles fingem que me pagam”, e outros momentos constrangedores do passado.

Hoje o São Paulo de tantos títulos, glórias e consistência tá meio perdidão, com essa experiência incomum por lá de passar o campeonato lutando contra o rebaixamento. Tão perdido que estão pensando até em repatriar o Kaká. Apenas dois pontinhos e duas posições de distância para a Ponte Preta, que atualmente abre as portas do inferno no Z4. A nova mania nacional dos treinos fechados também vale no tricolor paulista. Os últimos dois foram assim e a imprensa pouco pode saber e apenas supor: PARECE... PARECE... Que Maicosuel ou Jucilei podem ganhar vaga na meiúca no lugar do Lucas Fernandes. Se você é do meu tipo de rubro-negro, que ignora solenemente as outras equipes e suas escalações, essa informação aí não deve servir pra porra nenhuma. Prefiro a linha rasteira e simplista de dar uma olhada na tabela e ver o desempenho do adversário nos últimos cinco jogos (2V 1E 2D).

Do nosso lado as ameaças de desfalques após o jogo de quarta resultaram em metade mussarela e metade calabresa. Guerrero fica de fora e alimenta um pouco mais a fornalha da discussão sobre renovar ou não com o peruano até 2020, Diego estará em campo em sua luta para voltar a ser a nossa referência maior de qualidade dentro das quatro linhas e fermentar nossa reação em busca do G4.

É a partida 2/10 do ousado Projeto Rueda. Como o objetivo é chegar ao G4, que no momento está com 4 pontos de distância e os placares sempre ajudam rodada após rodada, nem precisa tanto assim das dez vitórias. Seriam muito bem recebidas se viessem. Mas...

Bora bater um “poquito”?

Aposto que você, quando passou pelo parágrafo acima falando sobre organização, deve ter pensado o óbvio: “Ok... Só que na boa fase administrativa deles os caras ganhavam a bagaça toda e na nossa a gente tem que ficar se conformando com Carioquetas e com a eterna promessa do Ano Mágico que nunca chega”.

Assino embaixo. Tá faltando MUITO resultado em campo. Mas se a gente aplicar aquela teoria do copo meio cheio ou meio vazio e olhar de forma otimista, aparentemente agora só tá faltando isso (Ok... Isso e Carabao na prateleira). O avanço fora das quatro linhas é gigante. Dentro estão devendo. Porém... Porém... Administrações passam. Posturas passam ou se modificam. Se aquele velho papo da longa jornada e do primeiro passo vale... Já pulamos do nível de ficar ano após ano lutando contra o rebaixamento para o atual de catar (ao menos) vaga na Liberta em toda temporada. O resto da caminhada... Bem...

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.



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