CBF fará Flamengo a gastar até R$ 850 mil no Maracanã

Em nota, o Flamengo criticou a CBF e a PM pela mudança do local no clássico e deixou claro o impasse econômico para atuar no Maracanã.

Maracanã vermelho - Foto: Divulgação
UOL: O Flamengo foi acuado por Polícia Militar, Ministério Público e CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Por questões de segurança, o Rubro-negro se viu obrigado a acatar a determinação da entidade máxima do futebol nacional e terá de mandar o clássico contra o Vasco, dia 28 de outubro, no Maracanã. Isso representa mais um jogo com custos elevados e impacto na bilheteria. Só para alugar o palco das finais de Copa do Mundo, o clube da Gávea larga do pagamento mínimo de R$ 400 mil à Odebrecht.

O montante pode chegar até R$ 850 mil. Tudo depende da renda, já que o acordo do Flamengo com a concessionária que ainda administra o estádio propõe uma espécie de "aluguel variável". Sem alternativas e impedido de usar a Ilha do Urubu, local que estava indicado para receber o clássico, a diretoria rubro-negra já "aceitou" a dificuldade financeira que terá em mais um compromisso da temporada.

O acordo com a Odebrecht prevê que, quanto maior a renda, maior o aluguel. E o Flamengo ainda arca com o chamado "custo operacional", que envolve aluguel de grades, gasto com infraestrutura, água, luz e o montante exigido pela concessionária.

O clássico contra o Fluminense, realizado no último dia 12 de outubro, é o parâmetro utilizado pelo Rubro-negro nas contas para encarar o Vasco. Apenas com aluguel do estádio, grades, infraestrutura, gasto operacional e contas de consumo, o custo foi de aproximadamente R$ 882 mil. O total de despesas fechou em R$ 1.214.229,86.

O público pagante do Fla-Flu foi de 32.747 torcedores - 38.629 presentes. O resultado final da partida foi de pouco mais de R$ 25 mil em receita líquida (receita menos o total das despesas). O Flamengo não imagina resultado muito diferente disso no clássico contra o Vasco e já admite até a possibilidade de um novo prejuízo aos cofres. A expectativa, na realidade, é a de um número pior do que com a partida sendo realizada na Ilha.

Para se ter uma ideia do tamanho do problema, o Fluminense coleciona prejuízos no Maracanã e paga à Odebrecht o valor fixo de R$ 100 mil a cada jogo independentemente da renda. De acordo com a partida, o Flamengo gasta quatro ou até oito vezes e meia a mais para jogar no local. Mesmo com a carga de 10% destinada aos vascaínos, que devem lotar o seu espaço nas arquibancadas, existe a certeza de um resultado financeiro ruim na Gávea.

Em nota, o Flamengo criticou a CBF e a PM pela mudança do local no clássico e deixou claro o impasse econômico para atuar no Maracanã.

"O Flamengo afirma que as autoridades públicas do Estado do Rio de Janeiro tiram, em função de sua própria incapacidade, o direito de um contribuinte correto e responsável realizar suas partidas em seu estádio, obrigando-o atuar em uma praça esportiva que cobra taxas exorbitantes. A título de comparação, para atuar no Maracanã o Flamengo paga aluguéis quatro a oito vezes maiores que aqueles cobrados do Fluminense".


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